"A minha escrita permeia sentidos românticos,
restaura a solitude e acolhe a beleza da vida
para ser-te Poesia."

Marli Franco


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Imaginação

 


Imaginação

 Acervo da Usina de Letras-

25/08/2002 - 16:41

 

Na tua imaginação escorreguei minhas mãos
Deixei a suavidade da palma tocando
Sentindo a textura da tua pele sedenta
Notando teus olhos fecharem e seus lábios estremecerem.

 

Na tua imaginação pousei as pontas de meus dedos
Gravando o contorno dos teus lábios
Suplicando em cada toque o beijo tão esperado...

 

Na tua imaginação pousei os meus lábios
Colando meu sabor sem receios no seu peito
Sentindo fluir o teu desejo repleto de pedidos
Escorrendo no íntimo do teu poema meus gemidos
Corando nas páginas da minha pele a tua maestria...

 

Na tua imaginação os versos desataram as fantasias
As tuas mãos voaram nos meus sonhos esquecidos
Acariciando os mistérios da minha poesia
Dominando a paixão que assalta as ondas do improviso...

 

Como um navegante das marés altas, dono do poder,
No impulso dos versos roubou meu beijo escondido
Dirigindo o leme em um abraço completo e perfeito
Encantando com a arte da tua sedução na ilusão
De um poema sem véus no tempo esquecido...

 

Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®


 Imagem:   Pinterest


As Letras - Acervo da Usina de Letras –

 



As Letras

Acervo da Usina de Letras –

25/08/2002 - 15:31 (Marli Franco)

 

O dia é frio, daqueles que bate no rosto o vento gelado.
O coração aperta mais fundo nestes tempos acinzentados, o olhar se deita no vazio em um mergulho sem direção.

A escrita nestes dias tenta fluir no meio dos contratempos. Mas o vazio bloqueia o desejo, talvez a falta da ilusão, talvez seja o sonho enfraquecido.
Escrever é um ato de companheirismo, é daquelas amizades infinitas que não conhecem a grafia do abandono.
Um correr manso de mãos dadas em qualquer hora do dia ou da noite.

Escrever é sempre sentir o encanto, ter nas letras o compasso ainda que enfraquecido das rimas coladas na vida , da ilusão que enfeitiça .
O dia continua com sua pintura nublada, o vazio está marcando sua presença com letras desprovidas de adornos, caminhando em passo lento, amarradas pelo cotidiano apressado .

As letras são contínuas saem afogueadas, rolam em mergulhos inconsistentes, desencadeando pensamentos turbulentas.
Em outras vezes mergulham desprovidas de sustentação em profundezas inusitadas adversas ao mundo da lógica .
Existem linhas que são grandes barcos levam as letras em meio às ondas bravias que se exasperam em paixões ,ou ainda parágrafos das marés em volúpia rosada, arrebatadas ao covil dos contos.

Em outras as linhas tornam-se apenas as jangadas que conduzem as letras , navegam nas calmarias das espumas flutuantes, dos amores platônicos em versos de olhares lânguidos e estrofes de beijos furtivos.

As letras invariavelmente desfilam nas linhas mais extensas como a melhor companhia nesta solidão simples da vida.

Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®



 


Passeio no Píer

 




Passeio no Píer

 

A prosa chega quando sentada me encontra no píer da vida...
Olho o céu tão azul dando sorrisos ao mar enquanto as gaivotas brincam com suas asas colorindo, entre o céu e o mar, o ar da vida. Os meus pés brincam nus nas águas azuis deste mar manhoso, que neste momento assiste o voo das gaivotas. Suas ondas surgem macias com riscos de espumas brilhando ao sol. O olhar vaga passeando entre o céu e a terra, com vontade de emergir no horizonte em busca de ilusões distantes.


O dia passa vagarosamente, com preguiça sem a pressa das horas, que parecem ter ido embora deixando a natureza livre para reinar. Eu neste mundo tão particular me entrego neste azul, respirando o banho das cores e sentindo a brisa em respingos do mar molhar meu vestido. Um momento íntimo onde o paraíso parece descer dos céus para brindar a terra. Lembro dos meus desejos tão secretos, das sensações que trago tão escondido, dos meus pedidos silenciosos que povoam este universo tão meu. Se alguém olhasse nesta imagem talvez em uma fresta de azul pudesse ver os segredos tão ternos e ao mesmo tempo tão lascivos, voando nestas nuvens abertas. O meu corpo ainda palpita em sensações que agitam os meus detalhes mais cobertos, sem que ninguém perceba meu espaço interno; que ainda me leva em grandes alturas e quantos sonhos perfeitos desfilam dentro de mim...


O fim da tarde chega ainda brincando no meu rosto, o vento desabotoa meu vestido deixando seu perfume no vão entre a ver no colo dos meus seios. É neste momento de suprema serenidade que você se aproxima sem licença, invadindo meu espaço num olhar ousado. Desprevenida em meu devaneio surges além da fresta de nuvens, se materializa no cenário como um toque de magia. Senta-se tão próximo e calado acompanha o movimento dos meus pés na água. Olhas inquisitivamente como quem sabe e conhece bem meus pensamentos. Sinto que reparas no vestido coberto de respingos de água, que cola em meu corpo deixando moldada a minha silhueta. Senta-se ao lado, fixa teu olhar acompanhando o movimento dos meus pés ainda submersos na água. Recolho ligeiro este movimento, insegura, tentando manter-me distante. Mas a tua audácia e ousadia com força movimentam as águas, com o balanço dos teus pés que espirram mais gotas em minha saia rodada. O vento teu cúmplice auxilia na façanha e sem limites levanta a beirada da saia, deixando teu olhar aguçado na brincadeira silenciosa derramar o sorriso em teus lábios.


Sem muito pensar, apenas em impulso tentando fugir da situação levanto-me bruscamente e neste misto de ansiedade com perturbação é que escorrego no píer caindo sobre teu corpo. Paralisada na ação, com o olhar buscando um refúgio, teus braços movimentam acolhendo-me em um doce abrigo. Em uma perfeita conjugação de contornos unidos, ficam sem que nenhum dos dois mude o prelúdio que se instala. As emoções estremecem nossos corpos de onde flui a energia da alquimia. Somos dois em um, as palavras são desnecessárias o corpo tem todas as falas. O teu olhar penetra nos meus em uma mistura de parcerias tuas mãos se tornam ondas arrastando –me em profundos mares que me entrego vencida, extasiada dentro do clima.


Permito-te todas as ações e te envolvo em todas as emoções. Surpreendes com minha ternura e minha sensualidade, unidas desencadeando em tuas íntimas sensações vorazes deixando-o perder o controle do tempo e do espaço. Nossos desejos atingem patamares inviáveis no píer, recobrar o controle já se torna impossível. Vejo em teus olhos a razão mostrando que vais me levar para teu covil, que sua presa serei sem outra opção tanto quanto você pertence aos meus braços e deles já não quer mais sair.
Levantas e me carregas em seus braços, sem pressa absorve um abraço, colocando-me na sua frente. Nossos corpos são peças que se encaixam com perfeição, nesta utopia teus olhares ainda mergulham no meu. Sabemos de todos nossos silêncios na paixão clamados de amor na união.


O sol vai se pondo no horizonte, as gaivotas soam avisando que o tempo até então parado a nossa volta está para retornar, tuas mãos tocam meu rosto para a suavidade do momento marcar em meus lábios o movimento sublime de um beijo...

O píer continua ali parado, vazio olhando céu e o mar...

 

Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®

 

 


Luzes Paralelas

 



Luzes Paralelas

Acervo da Usina -29/01/2008

 

Ontem a luz era uma pira eterna

Tua boca consagrava o amor em meu olhar

Não havia linhas paralelas éramos um ângulo

O côncavo e o convexo, duas palmas em sintonia.

Dois olhares no mesmo percurso

Os teus pés e os meus, a tua voz de beijos.

Os meus beijos em tua boca de voz.





O mar quando se estendia em meus cabelos

Naquela primavera dos teus desejos e sonhos

Sob tuas mãos de vento agitavam-se os fios

Sob teus beijos se moviam como ondas ao sol

Os lábios da areia enciumados gritavam

Brilhavam assim cristais de lasciva paixão

Enquanto eu interna sorria teu nome

No centro do meu incontido coração.





Não posso soltar meus laços.

Perdão...

São sempre teus abraços, lançados através do vento

Trazidos das estrelas que vagam na noite

Fazendo um correio de luzes para chegar até mim.

Amo-te assim...

Hoje não é mais o ontem eu sei, é o eterno agora;

Como sei...

O mesmo eterno que invoca e envolve nosso amor

O hoje, onde tuas mãos são paralelas as minhas.

E meus pés seguem sem te acompanhar

A minha estrada é teu olhar brilhando

Na saudade do meu coração.

A tua voz vem sempre soando, murmúrios do mar

Canções dentro de mim que abraçam feliz

Minha alma quando grita teu nome

Luz do meu sentir...

Poesia que flui assim, simples de mim para ti...

 

Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®




Intocáveis Sentidos


 

Intocáveis Sentidos -


Exala o sentimento no aroma das espumas e se diluem
No calor da areia dos pedidos teus que enlouquecem
Na invariável abarcada do teu reino no título constato
Flutuando na correnteza as mãos temporais do abstrato.


Sigo a frequência de sal das maresias dos teus costumes
Nos lábios o tom dos corais vibra na voz dos cardumes
Sustenta-me teu abraço como rochedo de recifes coloridos
No reverso da alma volátil atinjo teus intocáveis sentidos.


Na carruagem de Netuno sou passageira do escuso percurso
Transporta-me ao inconfundível tom das tuas temperanças
Mergulho em silencio, nos beijos de ondas em um ato recluso.


Sinto a percepção do teu viver na minha pele pérola, tateando.
O infinito da entrega azul real nas veias das tuas lembranças
Percebes como no mar vivo, em uma concha te eternizando...

Acervo -Marli Franco - Usina das letras -- 06/12/2005

 

Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®






Relíquia

 


Relíquia

Acervo Usina de Letras 10/03/2006

 

Deixo meus cabelos enroscando em teu inconsciente
A música do id sublima os sabores da libido abrangente
Deslizando salivas de ambrosia nas asas da fertilidade
Enroscando minhas pernas conscientes na tua vontade.


Deixo tua imaginação perambular fantasias nas imagens
No meu ventre tuas mãos fazem títulos em tatuagens
Inscreve meu ser de Vênus a lira das tuas sementes
Tremores exultantes nas mãos dos teus ais presentes.


Em tuas páginas a lira toca claras sinfonias primas
Adormeço no teu peito sob a manhã que nos visita
Sentindo teus braços alisar meus quadris em rimas.


Então tua boca de siglas se torna meu livro dourado
Na noite e no dia a minha relíquia de pregações infinitas
Onde decoro teu corpo sucumbindo ao amor celebrado...

 

Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®

 Imagem - Pinterest
Arte Visual -Marli Franco

Balada da Solidão



Balada da Solidão

Acervo da Usina de letras-- 01/11/2008

 

Viaja na volta dos meus mais secretos momentos
Lá onde tua mirada canta notas em juramentos
Os horizontes dos dias inacabados sempre lembrado
Lá onde o céu faz uma cortina de alegria do passado.



Viaja na cor dos meus olhos, sem ver meu pranto.
A ausência estendida na cor nebulosa do meu manto
Sinta o vento perambulando nas asas da nossa alquimia
Perdão minhas lágrimas, sentinelas da minha covardia.


Olha na janela a condução é ritmo de uma balada
A estrada apresenta noites e auroras fragmentadas
Os sentimentos escondidos na bagagem da recordação.


Olha a primavera um turismo do meu sentimento
Pergunta para os canteiros dos conhecimentos
Qual a passagem que revela a música da solidão.

 

Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®


Imagem - Pinterest

Arte Visual -Marli Franco

 

Luzes Paralelas

 



Luzes Paralelas

29/01/2008


Ontem a luz era uma pira eterna

Tua boca consagrava o amor em meu olhar

Não havia linhas paralelas éramos um ângulo

O côncavo e o convexo, duas palmas em sintonia.

Dois olhares no mesmo percurso

Os teus pés e os meus, a tua voz de beijos.

Os meus beijos em tua boca de voz.




O mar quando se estendia em meus cabelos

Naquela primavera dos teus desejos e sonhos

Sob tuas mãos de vento agitavam-se os fios

Sob teus beijos se moviam como ondas ao sol

Os lábios da areia enciumados gritavam

Brilhavam assim cristais de lasciva paixão

Enquanto eu interna sorria teu nome

No centro do meu incontido coração.




Não posso soltar meus laços.

Perdão...

São sempre teus abraços, lançados através do vento

Trazidos das estrelas que vagam na noite

Fazendo um correio de luzes para chegar até mim.

Amo-te assim...

Hoje não é mais o ontem eu sei, é o eterno agora;

Como sei...

O mesmo eterno que invoca e envolve nosso amor

O hoje, onde tuas mãos são paralelas as minhas.

E meus pés seguem sem te acompanhar

A minha estrada é teu olhar brilhando

Na saudade do meu coração.

A tua voz vem sempre soando, murmúrios do mar

Canções dentro de mim que abraçam feliz

Minha alma quando grita teu nome

Luz do meu sentir...

Poesia que flui assim, simples de mim para ti...

 

Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®


Voltei...Para Você Na Paixão

 


Voltei...Para Você Na Paixão

Acervo da usina de Letras - 03/02/2002

 

 

Voltei sem dizer a hora da chegada
Entrei com passos aveludados
Com um sorriso nos lábios carmim
Esgueire-me sob os lençóis de cetim.


Voltei para sonhar em teus braços
Sentir o calor dos teus sonhos despudorados
Rasgar meu véu em teus impulsos ardentes
Perder o ar nas madrugadas insolentes.

Voltei para romper meus limites na tuas mãos
Viajar em seu caminho sem prender nas ilusões
Abastecer meu coração na tua sedução
Inebriar seu corpo na pura insensatez.

Voltei pelos momentos que desejo viver
Em campos desconhecidos trilhar meu calor
Despertar o âmago dos meus sentimentos
Sem fazer na roleta do teu tempo escasso
Amarras invisíveis que tolhem seu ímpeto.

Voltei em liberdade concedida da saudade
Em uma fração de tempo pela noite limitada
Na emboscada das estrofes ver o prelúdio
Como mago traçando uma correnteza
Dos sonhos audazes da flamejante fantasia.

Voltei para você na paixão do momento
Feche a porta meu amor, a lua vigia
No seu poema que comanda os acordes
A dança insolente da minha poesia
Querendo desvendar o mistério da nossa sinfonia.

Voltei....

A sumir assim que a lua descobrir...

 

Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®



Toque a música...


 

Toque a música...

Acervo Usina de Letras 26/03/2002 -

 

Toque a música do teu desejo
Que no amor do teu beijo
Danço tua procura constante
Nas violetas do teu sonho.

Toque tuas mãos no encanto
Que nelas danço teu comando
Rodo nas voltas do teus pedidos
Entrego minha paixão aos teus acordes.

Toque meus seios na melodia
Que neles entrego o universo sensual
A vontade felina que cobre sua força
Perdida no teu canto voraz

Toque meu íntimo escondido
Sem que tua música possa partir
Nas notas faça nosso leito
Que danço coberta por ti.

Toque teu amor na minha dança
Que entrego minhas letras lascivas
Nas vertentes dos beijos que pedes
Nos versos encantados da tua poesia.

 

 

Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®



Brisas do Desejo




 

Brisas do Desejo

Acervo da Usina de letras -- 08/08/2002 –

 

Desejo ser a brisa que te toca sem receio
Que afaga teu rosto sorrateira na noite
Que beija faceira tua boca carnuda
Que cola meu corpo no teu amplo peito
Deixando teu calor unir-se ao meu desejo
Que permite tua invasão atroz e insistente
Sem espaço rompe os meus bloqueios e vestes
Vagando sobre a pele com o toque das tuas mãos
Desvendando meus segredos insensatos
Comandando minhas últimas reticências
No profundo mar dos meus sonhos.

 

Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®




Rendição...

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Rendição...

Usina de Letras - 04/09/2004

 

Eu me rendo...
Em teus carinhos de luzes a me seduzir
Ao amor sem fim deitados no lençol de cetim
Nas tuas ousadias que perfumam minha pele
Desnudando meu ventre em teus deleites impulsivos
Nas intimas caricias provocando prelúdios a reluzir.

Eu me rendo...
Em teus braços a ceder ao mar de emoções em um céu
Tremendo nos teus braços em soluços da longa espera
Nos teus beijos de retorno nas explosivas sensações
A tocar com teu corpo as minhas fraquezas e tentações
No mais puro e profano beijo de um inesperado encontro insano
Onde minh ‘alma se eleva revelando sem restrições o meu véu.

Eu me rendo...
A tua voz que me chama pedinte no teu canto arfante
Com a melodia da lira em um doce tormento
Nos gemidos guturais do teu sentir ardente
Quando murmuro teu nome, ávida da tua vontade
E sinto escorrer na pele o suor do teu corpo flamejante.

Eu me rendo...
Em teu ar que exala o perfume a me atiçar
No teu cheiro másculo me guiando a entregar
As noites de sonhos ofegantes e libidinais
Quando me tornas felina e me cativas ao teu prazer
Delicias e sabores de teu corpo na minha boca beijar.

Eu me rendo...
A deslizar minha pele na tua em prêmios da paixão
Assim, nua a ser tua em tantas noites enluaradas
Em trocas de beijos e caricias em perfeita alquimia
Ao momento total da sublime constatação nos meus seios
De ser parte de ti tendo-te dentro de mim na febril rendição .

Eu me rendo em amor por ti...

 

Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®



Ideograma

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Ideograma

 

Usina de letras - 24/09/2008

Reedição



A força se supera e a vulnerabilidade quebra
No clamor, apertos da luta o corcel dispara.
Uma fuga audaz do experiente, temível samurai.

Levando nos braços, tal qual uma cotovia, a Poesia.


Nos braços do guerreiro a harmonia se rende
Uma prisão no abraço, a algema no beijo, prende.
Se os lábios dominadores sugaram a Poesia
O homem se perdeu ao tocar o seio nu da lira


O rei é polidez e cortesia à estrofe se sente perdida.
Geme e súplica, pedidos na fuga, em tua compaixão.

Presa entre o corcel e o samurai cativa no rosicler do dia.


O samurai tem seu código no título de uma vestal
A lei é da razão, mas a resolução é só do coração.
No beijo da Poesia, a mulher no cativeiro entrega afinal...

“Um ideograma nos lábios do Poeta”.

 

Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®



 

 

Samurai e a Poesia

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Samurai e a Poesia

Usina de letras - 24/09/2008

Reedição



Quando se aproxima à noite dos viajantes
Distante nos longos caminhos verdejantes
Avista o cavalo, o samurai e a força do arco.
O porte e a honra, um haikai, um marco.


A armadura esconde o coração vulnerável
Mas a luz esta vigilante no olhar da posição
E com tuas mãos me tomam sem precaução
Uma poetisa, em cinco versos , do menestrel.


A caça então no homem se transforma
Do guerreiro, do Poeta das brancas armas.
Uma poesia rompe a ancestral armadura.


Então rouba o teu arco e a montaria, o corcel.
Beija a poesia o intenso clamor dos lábios fiel
E amanhece a inspiração da mulher na captura.

Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®




O Encontro

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O Encontro

Usina de letras - 26/10/2001

Reedição

 

 

O encontro do sonho e da realidade

Uma mistura de luzes e frio
O encontro do mar com a areia um abraço
O encontro do sorriso com a lágrima a alegria
O encontro da música com a poesia o amor
O encontro do poeta com seu amor o êxtase.

Encontrar!
O tempo perdido é como achar o arco-íris
O sorriso de uma criança

É achar a mágica do universo
A alegria do idoso é descobrir a sabedoria
O vento e sua força é ver a energia do universo
A mata e seu domínio é se render ao Criado.



O encontro!
Do pintor com sua obra é ver além da alma
O escritor com seus personagens

É ver a força do pensamento
O mestre com o aluno

É ver a entrega da sabedoria
O músico com sua partitura

É a sensação da vibração
O homem com a natureza

É sentir a necessidade da preservação.


Encontrar!
Então é uma busca constante
É o olhar absorvendo o mundo
O homem caminhando rumo ao infinito
A terra dominando o homem
É o Criador guiando o universo.

 

Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®



Letras

 

                                                                                      


Letras

Usina de Letras ...12/03/2002

Reedição



Letras fazem barulho
Aglomeram nas ruas
Navegam na vida
Desembocam nas bocas.

Letras confundem a vida
Facilitam os papéis
Libertam as clausuras
Fornecem as curas.

Letras descobrem as exigências
Nascem nas experiências
Renascem dos desabonos
Cobram os penhores.

Letras são chamas de sangue
Queimam no ódio das diferenças
Metralham os pequenos inocentes
Bombardeiam o pacífico planeta.

Letras suplicam em preces
Fortalecem os vínculos do amor
Invadem o mar colorido das linhas
Que se perdem nas águas da pura poesia.


Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®






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Fronteiras

 


Fronteiras

Usina de letras 12/09/2005

 

É preciso ter cuidado...

Cuidado, para não pisar em pedaços.

Pecados de sonhos retraços

Estímulo do mundo vazio

Movendo-se sem rumo nas brumas

Em esconderijos fora do tempo

Na introspecção que aflora

O estado que reabre uma só questão

Sutil para mais íntima ocasião

De ultrapassar as fronteiras da real barreira

A poderosa sensatez...Ela, que luta com a luz.

Da mais controvertida sensação...A inspiração,

De ser poesia só para te amar em mais um dia...

 

Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®


 


Primeira Audição


Primeira Audição


 

Eu irei nas ondas da tua voz, em compassos de fartura

Instantes que escapam do relógio nas baladas de ventura.

Caminhos elevam a emoção na arte do solfejo em súplica

Na fala que escapa quando tuas cordas choram em música.

 

Eu contarei sobre os beijos da madrugada e do céu

Onde a paixão explode estrelas em urgências ao léu

Nos acordes das mãos a tremular qual brisa ansiosa

Carregando composição primeira em cantoria amorosa.

 

Como traduzir os suspiros tão silenciosos em pedidos

Quando o luar tão explorador adverte em gemidos

Contando os segundos que faltam para ainda amar.

 

Os desejos se fertilizam afinando um sonho em sintonia

Pairando sensações que me engravidam em harmonia

E me vergam em um solo de cello indescritível a tocar.

 

Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®



 

Os Animais





Os Animais 

Usina de Letras *15/10/2001

 

Nos cantos da consciência racional
Aglomera a insanidade da transição
Que proclamam as mudanças aos brados
A nova temeridade universal.


Isola os bons momentos escassos de sorrisos
Nos homens que buscam os grandes tormentos
Conduzindo aos caminhos amargos e frios
Da insensatez infeliz da humanidade.


Nas mentes apertadas dos seres perdidos
Nos momentos tão evoluídos conquistados
Gera na terra tanta racionalidade vazia.


A esfera azul do universo hoje chora
A mentalidade humana se estreita
Os animais superam os racionais
.


Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®




 

O soneto e a Poesia


 

O soneto e a Poesia

Recanto das letras *10/11/2009

 

Eu sou poesia, ele um soneto...

Eu sou uma vestal, ele um Romeu...

 

Quando nossas mãos se encontram as letras voam

A minha voz no oráculo os encantamentos tentam

Descobrir um fio de luz para um feitiço de alquimia

Enquanto canta como rouxinol eu te ouço como cotovia.

 

Eu sou poesia, ele um soneto...

Eu sou uma vestal, ele um Romeu...

 

Eu pedi permissão na luz do meu templo arrebatado

De joelhos pedi perdão antes de cometer os pecados

Eu me vesti de pérola para dar um poema declamado

Dançar na rima é uma quântica de tons elaborado.

 

Eu sou poesia, ele um soneto...

Eu sou uma vestal, ele um Romeu...

 

Ao teu pedido darei um beijo com sabor de ilusão

Fazer assim tuas mãos serem asas na imaginação

No meu templo as portas e janelas estão sem tranca

Sejas livre para ir e vir, sentir e sempre sorrir feito criança.

 

Eu sou poesia , ele um soneto...

Eu sou uma vestal , ele um Romeu...

 

Nas tuas mãos vou voar não como compensação

Uma ave nos versos voa em Sonhos de Verão

Serei um papel imaculado para teu soneto

Com ditados de juras viras como nobre Capuleto.

 

Eu sou poesia, ele um soneto...

Eu sou uma vestal, ele um Romeu...


Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®