Vozes da Inspiração



Vozes da Inspiração


O crepúsculo me intimida nos braços do amor
E a cor dos teus sonhos falam de beijos e calor
E teu torso escaldante afugentando a nevada
Intensificando a voz que chega na lua calada...

Se fosse eu lua beijaria tua jogada de cor sagaz
A noite chegando o lilás voando no ocaso tenaz
Se fosse lua com a prata no horizonte desmaiada
Ancorava no amor e navegava no céu inebriada.

Se tu crepúsculo e eu lua talvez noite afora afogados
Os dois em plenitude no canto do vento embalados
 Vestidos de desejos embarcaríamos no barco da ilusão.

E na eternidade das belas noites de ilusões amantes
As paixões, encantos que clamam os sonhos vagantes
Tu e eu somos as vozes que caem na inspiração...

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®




Pintura da Vida



Pintura da Vida


Movimenta as asas do pensamento
Indireta na montanha dos questionamentos
A direção mais interessante para alongar
As inquietações, as atribulações para aprimorar
A emoção pulsando no timão da sabedoria.
Enquanto na bagagem a disciplina bramia
A luz da quietude percebia as sentinelas
Na ordem o universo gera a plenitude da tela.


Nasce como magia do nada uma variante
Em dias de chuva ou de sol se fazem presente
O pensamento alternativo surge resolvendo
Se preparado para as adversidades recriando
A sua majestade o acaso que o todo modifica
E transforma a situação em lição que edifica
No desafiante movimento da aventura
Inspirativa a estrada da vida é uma pintura.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®






Flamboyant



Flamboyant 


A ti flamboyant que vem me tentando
Com as suas folhas de outono flertando
Fazendo música nestes dias de meio frio
         Na cidadela das estações criando cenário.

Volto a revogar o silêncio das inspirações
Fico nas asas do vento puro sem predileções
Nem de abraços clamo nos cantos dos teus galhos
Ou afagos e agrados na copa dos verdes atalhos.

Olho tua alma vibrante no parque da madrugada
No teu tronco o repouso e guarida na invernada
Nas noites de sereno que soletram vozes milenares
Vem os teus desejos algozes das minhas letras lunares.

Sonho com folhas e aroma da madeira no prefácio
Nos contornos do acaso selamos juras do palácio
Na sombra da tua copa com o sol quase chegando
A nossa trilha dos dias de outono queimando.

E então flamboyant ainda com este ar de outono
Esperando o rápido inverno revelar que apaixono
Como neve derreto-me nos teus galhos majestade
Não revogo o pedido de amor na estação da vontade.

No final da temporada vou  te ver ,florir em eterna jornada...

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®



Sentimento



Sentimento


Um mundo dos sentimentos a rolar nas páginas
As folhas se amarelam nos sonhos que predestina
E o amor a luz que vai gerando folhas na videira
Em nostalgia acolhida nas rimas da papeleira.

As palavras plainando escapam do coração
A mãos frias se aquecem no sistema da emoção
A inspiração agitada reinventa no passado
Se reintegra a vivenciar a canção do amado.

E o presente faz a folha ser aurora da comoção
A pena a bela esperança do momento na ilusão
Teatral fio da dramaturgia nos pensamentos
O suspirar da saudade, indelével sentimento...

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®







Anos de Saudade!




Anos de Saudade! 




A tua voz consagra a alma em alegria
E o sol solta o ouro uma voz de energia
E os pés giram buscando na luz voar
O pensamento se dilui no ato de amar...

Se a lembrança fosse só ourives da vida
A luz dos anos de saudade seria absolvida
A voz agraciaria só em poesia do amanhecer
Do ser, a mergulhar nas letras, até adormecer.

O sol aquece o céu e a terra do coração
Voar é solitário o nada é tudo na inspiração
O amor ocupa o espaço incluindo o inatingível
Então na jornada o sol se tornou o rei tangível.

E enquanto o tempo vai no passado passeando
Reatando a paz no presente a agonia expulsando
Retorno do precipício ao sol da alma comporei
A tua voz vira beijo e a lembrança o ouro do rei. 

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados® 



O Cisne e o Piano




O Cisne e o Piano



Uma tarde de silêncio invocando um piano ao fundo na sala parada no fio do tempo.
 Um momento de respirar a profundidade de si mesma, a amizade com a alma em cada nota do piano. As notas que silenciam o externo e suas configurações distorcidas da verdadeira plenitude.
O cisne clama para sentir este silêncio profundo, na voz que salta da paz agraciada como se as asas alcançassem um voo supremo.
 O sentir dos elementos existências tocam as asas acima da comoção, o transmutar vai além da terra, navega nas águas mais leves até plainar no infinito do ar.
A sensação no momento sem a realidade tensa, repleta de adornos preocupantes e vozes desgastantes. O cisne nas águas da alma a sentir o sol em si mesmo, até chegar a sua lua ao voar.
 No cisne responde a voz latente da realidade disforme da plenitude.
A sala sustenta o piano, sustenta a evocação do cisne atingindo a grã personificação da alma, a que amplia o coração na aprendizagem suprema.  
No silencio e para o silencio a onde está a graça plena do bater de asas, sentir que água lava da terra e tudo que agride nas lições exaustivas; nas verdades pequenas diante da grandiosidade do supremo ar ,quando o voo invoca a sabedoria da espiritualidade.
A linha do cisne estabelece no royal avançando ao púrpura da iluminação ,atingindo o infinitivo do branco que aborda e aporta na grandiosidade das asas da paz, para apenas voar e sentir-se livre no ar...


Marli Franco
Direitos Autorais Reservados® 

Silêncio da Temporada



Silêncio da Temporada


Aconteceu o outono no firmamento
Em passo lento abril abraçou o vento
Despertando sentimentos de gratidão
E   veio nos cantos e vozes de maio a sensação
Chegando insuperável aos olhos dos amanhãs
Feito flores a nascer, perfumes de romãs
O vento e o ar tocando harpas a mover rajadas
Nas folhas o mormaço do silêncio da temporada...


E enfim o ocre tingindo os dias de outono
A mais linda e infinda poética no trono
Do sol a namorar e a lua aquarelar
A novela inexplicável e eterna a romancear
Que faz o sol em toda aurora ao luar um tributo
E a honraria da lua ao rei no anoitecer o seu fruto.


Nos tempos outonais voa os movimentos lunares
O amor é vigilante da lua em seus bulevares
O sol dorme nas esquinas das marés na hora das desfolhas
Refletindo na estação o desapegar-se das escolhas
Caídas no regaço das altas ilusões infindas e caladas
Como a tal novela que passeia nas madrugadas
Em uma só lágrima abraçada na saudade
Ao clamor do orvalho dissolvendo a sensibilidade.
Ah! Outono o vinho nostálgico das estações ...

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®