Beijei-te , sol de inverno.
Quando o relógio anunciava a hora em que a tarde caminhava para
o fim. Era hora mágica de o sol me aquecer.
Olhei o céu como quem investiga as nuvens baixas, tentando alcançar o calor solar.
Na composição do azul
do céu vi um pássaro, querendo
ser bom presságio com seu canto afinadíssimo,
despertando minha vontade de sonhar.. E assim me deixar aquecendo ali ,até
minha alma se satisfazer de amor
naturalmente.
Olhei no chão e os paralelepípedos pareciam querer gritar
estórias do passado ,com alguns matinhos
tentando surgir no meio das pedras. Puro
enfeite do quadro pintado...
E no meio de tudo, o
sol escorria em minha blusa... O
cachecol esquentava e os pés tentavam
fugir dos sapatos, para sentir o chão quentinho .Só para registrar que o
inverno, tem luz e calor também é belo e brilha até no céu.
E assim vi um atalho entre
mim e o pássaro que coisa louca, devia seguir com ele a viagem marcada
por seu canto, porque não...
Não pensei muito o pássaro me carregou céu aberto e com ele
viajei , no céu azul... Fui descer as nuvens e subir novamente por elas e sua
música , sem pensar, afinal o sol me segurava com um pé na terra. E o pássaro
me carregava para voar sem barreiras. Entreguei-me ao voo e deixei só o sol me ancorar.
Mas de repente o pássaro mudou seu canto , eu aqui senti a
claridade se esvaziar de mim...E assim descobri o pássaro voltando para seu ninho,
enquanto o relógio apontando as 16 horas.
Eu vesti meus sapatos e segui o curso do
dia também voltando para casa...
Abracei o final da
tarde de inverno.
Marli Franco
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Imagem criada com auxílio de ChatGPT


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