Imagens :Ilustrador Rafael Ignacio
Poesias,Prosas e Contos - Marli Franco
"A estesia onde a palavra floresce na vertente livre e lírica."
"A minha escrita permeia sentidos românticos,
restaura a solitude e acolhe a beleza da vida
para ser-te Poesia."
Marli Franco
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Convite para o meu * E-Book * Folclore Brasileiro em Poesia —
Beijei-te , sol de inverno.
Beijei-te , sol de inverno.
Quando o relógio anunciava a hora em que a tarde caminhava para
o fim. Era hora mágica de o sol me aquecer.
Olhei o céu como quem investiga as nuvens baixas, tentando alcançar o calor solar.
Na composição do azul
do céu vi um pássaro, querendo
ser bom presságio com seu canto afinadíssimo,
despertando minha vontade de sonhar.. E assim me deixar aquecendo ali ,até
minha alma se satisfazer de amor
naturalmente.
Olhei no chão e os paralelepípedos pareciam querer gritar
estórias do passado ,com alguns matinhos
tentando surgir no meio das pedras. Puro
enfeite do quadro pintado...
E no meio de tudo, o
sol escorria em minha blusa... O
cachecol esquentava e os pés tentavam
fugir dos sapatos, para sentir o chão quentinho .Só para registrar que o
inverno, tem luz e calor também é belo e brilha até no céu.
E assim vi um atalho entre
mim e o pássaro que coisa louca, devia seguir com ele a viagem marcada
por seu canto, porque não...
Não pensei muito o pássaro me carregou céu aberto e com ele
viajei , no céu azul... Fui descer as nuvens e subir novamente por elas e sua
música , sem pensar, afinal o sol me segurava com um pé na terra. E o pássaro
me carregava para voar sem barreiras. Entreguei-me ao voo e deixei só o sol me ancorar.
Mas de repente o pássaro mudou seu canto , eu aqui senti a
claridade se esvaziar de mim...E assim descobri o pássaro voltando para seu ninho,
enquanto o relógio apontando as 16 horas.
Eu vesti meus sapatos e segui o curso do
dia também voltando para casa...
Abracei o final da
tarde de inverno.
Marli Franco
Direitos
Autorais Reservados®
Imagem criada com auxílio de ChatGPT
A Tua Voz
A Tua Voz
Quando a tua voz chega
em ondas
Ao redor das espumas do teu mar de contas
É o sol aquecendo, os meus pés no oceano
Ou o azul das águas nutrindo o teu olhar insano.
Quando a tua voz chega seduzindo estou comovida
Se espalha em meu ser, como uma maré da vida
Não deixa lacunas
vazias, não tem dúvidas do amor
Me preenche, me acolhe, sustenta um verão de fervor.
A minha alma sorri e abertamente
te abraço
Como um mar
beijando a areia quente no compasso
Eu te sinto em mim, profundo mergulho no teu mar.
A tua voz me resgata das profundezas sem licença
O teu timbre me carrega desfalecida na querença
Nos braços teus
respiro tua música a romantizar...
Marli Franco
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Imagem :Chat Gpt
A Lua surgiu assim...
Marli Franco
A Lua surgiu assim...
Os
dias correm como um rio sob meus cílios...E vão fazendo uma melodia de infinita
delicadeza, pedindo o piscar de um sonho anil.
No
momento desta quietude minha alma busca o surreal, não na tela, mas na cadência
de uma música distante... No tempo para
ser pano de fundo do meu sentir.
O
que vem a seguir deixa-me em suspense,
pois se pensei no surreal a imaginação fez como em espelho apenas acontecer.
Na
janela apareceu a lua brilhando chegando como se fosse uma convidada atrasada.
No entanto ela veio na hora , na hora de brincar com a vida. E com ela trouxe as estrelas, juntas azularam as águas do
rio o mesmo rio que estava eu para ser.
O seu caminho a lua continuou, se foi rumo ao pântano
das flores de lótus. Então lá fiquei embaraçada, sem entender nada... Já que assim que azulou as flores seus caules subiram rumo ao céu
dançando como se a vida só pedisse para azular e dançar... E a lua assim a
brincar comigo, com o rio e as flores de lotus.
O
pântano ficou sem saber se um dia foi
lodo e nada entendia de uma flor ter um caule rumando ao céu azul.
O
incrível é que no final todos riam e se divertiam com a imagem transbordando de
azul. A lua avisou as estrelas que tinha
ganhado um dia de folga no universo e saiu para azular... As estrela riam
entendendo como um código entre elas e a
lua... Eu ria sem entender, só porque achei linda a pintura da lua. A flor de
lotus ria porque podia dançar para o céu.
E
assim se fez um momento bem especial,
voei para ver o tamanho infinito do céu.
E
depois voltei devagar, para não cair deste voo, só quem sabe mansamente ser novamente um manso rio na estesia das letras...
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®
O Folclore Acende a Fogueira
O Folclore
Acende a Fogueira*
*Na
Festa de São Pedro!*
São Pedro, padroeiro
dos pescadores e dos agricultores, guardião das chaves do céu e santo dos
viúvos(as), encerra as festas juninas com alegria nos arraiais. Ao calor das
fogueiras, renascem histórias, tradições e memórias que atravessam gerações.
No dia 29 de junho,
sua festa chega envolvida pela animação das quermesses. Quando termina, deixa
no coração a vontade de reviver, mais uma vez, a beleza desse tempo tão
especial.
O folclore acende a
fogueira do mês de junho. Com ele, a fé se propaga, a alegria se renova e as
bênçãos alcançam o coração com humildade, paz e simplicidade.
Junho desperta a
magia das tradições, das emoções compartilhadas e dos sabores das comidas
típicas. As peculiaridades dessa época são preciosas. Em pleno inverno,
receitas, costumes e lembranças são preservados para que o tempo não os leve
embora diante da modernidade.
A vida simples,
repleta de fé e gratidão, revela graças que, no cotidiano, muitas vezes passam
despercebidas. As festas juninas preservam a identidade cultural do povo,
reúnem amigos, fortalecem os laços de convivência e espalham encantamento por
meio das brincadeiras, trazendo leveza para viver em harmonia.
E assim, entre a luz
das fogueiras e a força das tradições, celebramos mais um ciclo de junho.
Viva São Pedro!
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®
Imagem criada com auxílio de Copilot
Gratidão à São João
Gratidão
à São João
Festas de São João nos
dias mais frios do ano a canção.
Vem das tradições rica e
verdadeira animadas e bem brasileira.
A
luz e o deserto São João envolvente "A voz que clama no deserto” vestia-se
rusticamente.
Na
noite com a fogueira, trazendo o calor, no coração virou o santo de fé, a luz ligeira, para as pessoas a união.
A fogueira no momento como abraço de mãe viveu.Com Isabel
e Maria um sinal de fumaça e luz cresceu.
Uma
vida nova conduz a beleza pura do acolhimento ,anunciaram a vida naquele
momento..
A
figura de São João no deserto, na comunhão com a terra e o vento o carneirinho que o acompanhava.
O sábio
contemplar da natureza amava...
A
noite fria de junho sem véu, salpicado de estrelas o céu...
As bandeirinhas e a lua a protegê-las ,a
fumaça da fogueira sobe leva pedidos e prece,
das pessoas para o céu que alvorece.
E São João para mim ,envolveu sempre meu
coração assim:
De
presente em seu dia recebi uma filha
incrível e feliz vivi!
E
assim me rendo em fé e preces...
De
gratidão à São João.
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®
Imagem criada com auxílio de Copilot
Junho vem com Festa Junina!
Junho
vem com Festa Junina!
As
horas noturnas de junho vêm chegando,
com frio profundo ...
Um
ventinho gelado pedindo um cappuccino
quentinho ou um chá bem aromático. A
manta preferida aquecendo o corpo, e o gatinho se ajeitando nas cobertas só olhando
a cortina escondendo o frio.
No
inverno do agora os dias ficam preguiçosos, o sol aquece de longe e o anoitecer
é um tecido silencioso por natureza . O inverno convida a lua e as estrelas para trazer a madrugada fora do tempo.
E
assim junho faz o cenário brilhar, confortável no calendário anunciando o carrossel
das festas. Um momento qualquer, junho logo
nos lembra no meio das cobertas que é tempo de festa junina, hora do
desfile do folclore.
Então,
num piscar de olhos, as ruas se vestem de bandeirinhas. Nas igrejas e escolas dançam quadrilhas. As barraquinhas de
correio elegante trazem a fantasia. E muitas comidinhas da roça com gosto de
vida eterna recheada de tradição.
Enfim
os abraços, beijos e sorrisos florescem
no folclore em saudação a Santo Antônio. O padroeiro dos casamentos. E também do pão para ser benzido em seu dia, para nunca
faltar comida e a cura do corpo e do espírito.
E quando acaba a primeira celebração, repleta
de alegria e aplausos à quadrilha, fica o desejo de querer mais comemoração...Com
muitas lembranças — o quentão, a canjica, o pinhão, o milho quentinho e a maçã do amor...
E assim, nesta atmosfera mágica, segue o
arraial de São João e São Pedro,
comemorando no país a raiz da sua essência...
No
final a noite se encanta, também brilha mais... A lua bem tranquila deixa o
vento intenso girar seu vestido de chita,
todo bordado nos babados com as estrelas de prata. Enquanto ela termina de ler
um correio elegante mandado pelo sol.
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®
Vestida com uma Canção
Vestida com uma
Canção
Acervo Recanto das Letras 2009
Hoje vou escrever
vestida de sol
O dia é de outono sem
girassol,
Mas eu quero ser
primavera ou verão...
As folhas reviram em
uma canção...
Podem me chamar...
Mas só atendo poesia
hoje...
Uma canção surgiu
dentro de mim
Abro as janelas, não
quero interrupções
Quero sentir meus
dedos tingidos de versos
Quero na minha palma
escorrendo palavras
Da licença o som está
alto dentro da alma...
Hoje vou escrever
vestida de sol
O dia é de outono sem
girassol,
Mas eu quero ser
primavera ou verão...
As folhas reviram em
uma canção...
As estrofes chegam
nos tubos de tintas
Quando abro são notas
musicais que escapam
No ar em espirais me
colorindo
Em flores até quando
a noite chegar
Então ficarei nua
dentro de mim mesma...
Para que o crepúsculo
se torne ritmo
Cobrindo-me de
amor...
Hoje vou escrever
vestida de sol
O dia é de outono sem
girassol,
Mas eu quero ser
primavera ou verão...
As folhas reviram em
uma canção...
Que a noite perdoe
todos meus pecados
Serei lilás e azul
tonalizados
Faz tempo que a linha
tinha sumido
O meu olhar estava
cinza era um muro de concreto
Estou assim uma
metamorfose colorida,
Sem portas, nem
paredes
Sou imensidão em mim
mesma...
Hoje vou escrever
vestida de sol
O dia é de outono sem
girassol,
Mas eu quero ser
primavera ou verão...
As folhas reviram em
uma canção...
Quero que as pedras
sejam jogadas
Fora do meu campo
energético
Trançarei meus
cabelos com arco-íris
Ficarei assim vestida
de notas musicais
Com várias saias
sobrepostas
Os versos coloridos
em um godê...
Hoje eu pintei a Poesia na canção dentro mim...
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®
Noturna Brisa
Noturna Brisa
Acervo Recanto das Letras 2009
Passarei perto de ti tão próxima, serei noturna brisa
Não sei se me veras,
estarei invisível cuidado onde pisa
Em um manto silente,
escondida em salas ausentes
Quando passei li o
pergaminho de ciúme injustamente.
Passei de branco e vi
você sem olhar o meu caminho
Das minhas mãos
caindo sempre os fios de carinho
Não mais ilusão de te
entender sou ave e você falcão
Ingrato não teve o
dom de só sentir, desfez o coração.
As tuas asas bateram
qual um algoz na minha sutileza
O teu voo foi um
arroubo surpreendeu minha fraqueza
Verás, virei com a
força dos voos rasantes do meu ser.
O teu voar é exímio
aeroplano tens a dinâmica, peregrino
Sou ave sei voar em
céu azul e mergulhar no mar cristalino,
Quando estiver no
falcoeiro, as minhas insígnias te alucinarão...
Vou me transformar em
magias que te tocarão antes que amanheça
No meu mergulho
aguarde, as minhas asas de gaivota, que te arrepiarão...
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®
Na Opala Luz da Solidão
Na Opala Luz da Solidão
Acervo Recanto das Letras 2009
....As imagens não foram esquecidas,
Estão impressas nas curvas da noite.
Mas foi na aurora que atingi meu próprio rastro.
Escondida nas cavernas dos abismos,
Buscando palavras no meu alforje
Encontrei as pegadas das estórias.
A luz do sol me guiou,
Quando sai do meio do nada.
Andei nos desertos do empirismo,
Sentindo o sensorial das máximas.
Os beijos eram bandeiras da sabedoria,
Fizeram-me cavalgar nas terras dos mestres.
Na direção dos silêncios fiz escavações,
Tal qual uma idealista na vida, vendo amanhãs..
Não viajei para ser vista...
Fiquei vestida de areias,
A reencontrar um brilho nas estrelas.
Não quero renascer em oásis,
Para sentir a convicção da escrita.
Quero estar na minha abadia, reclusa de tudo,
Vagando nas selas das sílabas eremitas...
Deixando impressa nas paredes e nos jardins
O meu ser sentindo o corpo da essência humana,
Entregando-me no silencio da noite, no amor ao verbo,
Numa linha única de um verso a tingir-me de saudade...
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®
Equação Descritiva
Liberta
Liberta
Acervo Recanto das Letras 2009
Anoitece quando chove
no coração
E soluça minha
silente recordação
Ensaio cores para
minha alma vestir
Quando sou uma lagoa
tentando sorrir.
Anoitece quando meu
olhar imprudente
Perde-se nas ladeiras
incolores do presente
Busco um sorriso nos
limiares do passado
Lá onde meu corpo era
envolvido e amado.
Hoje as estrelas são
minhas confidentes
Quando ao meu amado
no céu vou procurar.
Entre tantas, qual
será a do seu eterno olhar?
Então sem respostas a
ausência é pungente
A vida com seu
relógio alega sempre continuar
Tenho que me esconder
em um sorriso agraciar...
Nas profundezas
imensas da minha alma
Chorar poesia, dentro
de mim liberta e acalma...
Direitos Autorais Reservados®
No Beiral Azulado
No Beiral Azulado
Acervo Recanto das Letras 2009
Sem tua licença e bem de surpresa...
Vou te cobrar com um beijo matinal
O teu roubo que me fez sorrir sem igual.
Em alegria expandir o corpo em sensação,
Nos labirintos floridos do meu coração .
Perdendo a noção da costumeira sensatez,
Com este sol tocando a minha palidez.
Sem tua licença e bem de surpresa...
Vou ser tentação de cobrar bem traquina,
Quando teu olhar vagar na campina.
Tocar meus lábios nos teus de jasmim,
Com a profundidade da ventania sem fim.
E sumir em seguida levando tua alquimia,
Sentindo o palpitar do teu coração em extasia.
Sem tua licença e bem de surpresa...
O meu corpo ficou na medida ondulando
E a tua métrica perfeita escorregando,
Na minha cintura com tua rima em sintonia
Lembrando que a vida é pura alegria.
Quando um céu claro me observa te beijar,
No beiral azulado de uma estrofe a extasiar.
Sem tua licença e bem de surpresa...
Eu vou vestir-me tal qual uma pitonisa,
Na minha sutileza de branca brisa.
E vespertina virei girar a saia da ilusão
No teu olhar perdido na emoção.
Sem pensar assim celebro o teu terceto
E roubo teu beijo na cena do teu soneto.
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®
Colunas Poéticas
Colunas
Poéticas
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®
Nas Luas de Verão.
Nas Luas de Verão.
Estou presa nas linhas das tuas mãos
Na pausa das notas dos teus dedos
Flutuante nas
paredes da tua voz
Aquecida nas tuas leituras
Protegida no teu
olhar
Tremula na boca
despudorada
Sem fronteiras das sílabas
O corpo de palavras em sinfonia
Impecável, devotado ao amor...
Estou da cor do
luar.
Imaginando consoantes na paixão
Nos cabelos as
vogais dos dedos
O perfume um rastro no crepúsculo
Caindo como chuvas
de estrelas
Vertente das confidências.
Um vértice do equilíbrio lunar
Despeja no cálice a bebida
Um sabor carmim nas frases
Concretiza as linhas da imaginação
Quando me deito na
borda dos teus lábios
Beijando o idioma do
teu coração.
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®



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