"A minha escrita permeia sentidos românticos,
restaura a solitude e acolhe a beleza da vida
para ser-te Poesia."

Marli Franco


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Flores no Inverno "Fabela"

 



Flores no Inverno

O Senhor do Inverno contratei para trazer as flores da ilusão. E ainda pedi também as flores do campo, rosas e muito mais que me deixavam ousada de alegrias.

No entanto depois de dias recebi no correio eletrônico que a solicitação seria arquivada, o Senhor Inverno não atende   pedidos abusados.

No mundo há seres que não desistem fácil, ao contrário ativa o desafio em algumas vezes, portanto lá fui ... E refiz todo conteúdo com novas artimanhas, solicitei ao Senhor Outono o pedido, já que ele está perto do inverno. Mas tal qual o último, recebi o não mais alto que o monte do Himalaia.

 E assim a vida desliza nas cortinas das estações, novamente não tive dúvida fiz a solicitação para a Dama Primavera já que o Senhor Inverno é tão nebuloso e o Senhor do Outono só se preocupa com as folhas.

 Nas estações é a primavera que revive e renasce, e assim tem sabedoria ao desfolhar dificuldades e suavizar os momentos. Eis que tudo foi resolvido com a maestria de um belo jardim. A Dama Primavera falou com o Senhor do Inverno e enfim resumindo, ele se derreteu mandando as minhas flores.

Concluindo: nada como uma boa amiga para resolver problemas nas estações.

Quando terminei o caso voltei a ler meu adorável,Soneto 18 — William Shakespeare (tradução de Augusto de Campos).


Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®



Ilustração : gerada com apoio do ChatGPT (IA).


Fabela --- Clássicos Amores





                   Fabela

Clássicos Amores




"No canto dos lábios o vento beijou a brisa,

No ar a despertou e nos braços carregou.

O vento secular bem longe a brisa levou,

Consumido seguiu até deita-la na areia lisa.



A brisa olhou para o mar e suspirou,

O mar embravecido girou a brincadeira.

Golpeou o vento com a maré feito saideira,

Esquecendo areia que enciumada conspirou.




Areia olhou o mar e se agarrou no vento,

Se fez poeira brilhante e assim o seduziu.

O vento sem pensar a beijou e reluziu,

Formou-se assim o ancestral quarteto.



Areia com o vento, noite adentro confabulou.

O mar duas vezes enciumado ficou rogado,

Espumando de raiva com tudo mareado.

A brisa tão delicada brilhou e se dissipou.




O vento de lugar em lugar vai a vida revoando,

Os perfumes dos clássicos amores capturando."


Marli Franco 
Direitos Autorais Reservados® 






Fabela -- O Mar e a Terra em Azul



"O Mar e a Terra em Azul "


O azul caiu, escorrendo na terra que destinava
Onde foram pintadas as palavras que emanava.
As páginas brancas eram da luz fértil invocada,
Um cristal do único horizonte tão desejada.


O azul  espalhando-se a terra emocionou,
Nos reinos naturais protegeu e mesclou.
Em um colar de clarezas o sol foi passear,
No azul uma rosa caiu e o Amor emergiu.


O mar se manifestou, assim então bradou...
A contradizer o azul da terra e orquestrou,
Criou uma sinfonia de ondas para encantar.


A terra ruborizada, nos braços do mar sumiu...
Dilui-se do azul, em ocre chamou o sol, e surgiu...
Se entregou em rosas, para o mar enamorar.

Marli Franco 
Direitos Autorais Reservados®





Fabela -- Pétala ao Vento



Pétala ao Vento


O tempo da cor violeta traz alento,
Se move como uma pétala ao vento...
Em um movimento único arrebata,
A  pétala caindo ao chão resgata.


No silencio a maré sobe e desce.
O mar sem medidas se enfurece,
As espumas de rendas desmedidas
Quebra nas rochas suas feridas.


O tempo faz mudanças na nostalgia;
Fecha as águas na barreira intima,
Descarta as emoções que determina.


O vento na intimidade traz ousadia.
Nas ruas que olhar e decidir capturar,
Estaciona o momento para apreciar...

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®





Fabela -- O Leão e a Gazela





O Leão e a Gazela


O leão na hora do sol centrado na savana
Registra o cansaço de correr atrás da gazela
Sem mais resolve  outro ataque adverso
E deita fingindo de morto na savana em brasa.

A gazela em sua corrida percebe a parada
Surpreende-se com o rei deitado, todo esticado
Para e respira incrédula com o sinistro fato
Ora! O rei leão não é assim tão fraco.

Olha distante com a vista apurada e pensa...
Como pode ainda é o meio do dia um leão
Estar assim deitado e deixar a caça tão cedo
Fingindo mal quebrado, mas de olhos espreitados.

Não me engana rei leão que sei bem o teu jogo
Conheço seus dentes quase tocaram o meu osso
Conheço sua juba, conheço seu apetite inesgotável
Vou embora bem rápido sem olhar pra traz como vento.

Não quero virar na savana antepasto de leão
Antes mesmo da noite e ver o apetite deste glutão
Saborear minha carne e virar esqueleto de abutre
Antes mesmo de a dona coruja abrir a portal da lua.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®

Fabela -- O Leão e a Gazela II




 O Leão e a Gazela  II


A gazela estava a passear na savana
Era tão cedo, o sol ainda espreguiçava
A alvorada aquarelada no horizonte sumia...
Quando percebeu a gazela seu velho predador.

Não havia duvida, conhecia o seu fiel algoz
Tinha seu rastro gravado a leveza e a esperteza
Sabia bem o seu jogo, seu rosnado e sua corrida
Já o tivera em seu calço, ele tinha dado uma trégua...
Mas agora pelo visto voltava, com a barriga vazia.

Não ia ser ela o prato do dia, com calma ia fugir...
Deixava-o na espreita, ia fingir ir ao riacho, iludir...
Depois correr desgarrada para a mata fervilhando,
Até perder seu predador de vista, tudo rápido e planejado.

Mas o dia nada tinha determinado como pensara...
Ao fingir beber água um buraco no riacho encontrou,
Bem ali sua perna quebrou, que final mais tonto e louco...
Além de virar prato do dia do leão, estaria na bandeja,
Na bandeja do apetite voraz do leão sem outra solução.

Surpreendem-se mais uma vez com o dia, ao ver o leão
Vindo calmo em sua direção, passo firme olhos brilhando...
Olhou, fungou e puxou-a do buraco com ela petrificada.
Pegou sua perna, lambeu e abocanhou o osso puxando...
Colocou no lugar a perna, enquanto ela era só gemido.

O leão examinou-a, deixando sua juba esfregar na perna ferida.
Lambeu e mergulhou no infinito do seu pavor com seu olhar brilhante...
E sem mais rosnou, para que ela que dali sumisse, sem perguntas.
Afinal, ele era o leão, não o anjo do dia na savana ardente.
Um prato sem o gosto da caça é comida sem tempero, insossa...
Outro dia ele a pegaria na corrida excitante, estimulante de sempre...
Flamejante, no vôo da gazela na savana arfante.

Ou quem sabe como tantas vezes já fizera...
Deixaria ir só pra tê-la novamente, voando
Em outro amanhecer perfumando o ar,
Com a beleza da sua corrida na savana .
A corrida que tem o dom de explodir seu ser,
De ser o rei da selva desejoso da bela gazela.


Marli Franco 
Direitos Autorais Reservados®



Fabela...O Lago e a Lagarta --


Pequeno Conto em Poesia...O Lago e a Lagarta --


O lago e sua amada quem dera pudesse ela viver
Nos bons tempos ele apenas olhava seus lábios
Tocarem sem acato as suas águas a sorver
Bebericar seus suspiros aguçar seus gemidos.


Hoje o lago olha apenas em suas águas o céu
A amada nem mais pode ver, mas ainda é fiel.
A natureza podia uma mágica providenciar
Uma lagarta nascer outra vez para encantar


O lago bem sabe foi ferino ao se indispor
A pobre lagarta morreu seca sem água sem cor
Como poderia imaginar ser ela tão sensível
Viver sem se proteger. Que fez ele de tão horrível?


Laçou um gemido de suas águas assustando a pobre
Que amedrontada morreu de sede sem borboleta chegar a ser.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®

Fabela - O Camelo e a Borboleta





O Camelo e a Borboleta



Era uma vez um camelo que chorava 
Na beirada do oásis, carente se alongava. 
Praguejava por uma borboleta ausente 
Babava e a corcova ao sol estava pungente. 

No oásis o lago a tudo calmo escutava 
Silencioso sempre aguçado observava 
Tantos anos já a mesma estória contada 
Do camelo machista e a borboleta decidida. 

Opinar jamais, a peleja entre os dois divergentes. 
A borboleta apenas voava sem deixar de ser 
O camelo, no entanto pragueja para todos ver. 


Se voar era tão belo, mas cá entre nós pensantes... 
A delicada, no deserto pouco poderia sobreviver. 
No entanto o camelo babava, mas no deserto podia viver... 


Marli Franco 
Direitos Autorais Reservados®