A
Ânfora e o Silêncio
Nas bordas
da ânfora sobre a mesa
Vem da
janela a luz da lua e confessa...
Que emerge
no crepúsculo em desafio
Despertando
o silêncio perfeito do vazio.
Os limites
inspiram o contorno ousado
Deslizam
os mistérios do tempo passado
A
virtude almejada gravada na disciplina
Na
natureza do barro moldam a rotina.
O destino
na retidão que enfeita a audácia
Embeleza
a vida no seu contorno aristocrata
A sua
imagem desde sempre cumpre a função
Domina
sem transbordar a simples emoção.
No
final em paz cede o espaço conciso
Da ânfora
ao elemento natural e preciso
A água
pura como a luz da lua ancora
Abençoa
o silêncio e toma forma final da ânfora.
Marli Franco
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