"A minha escrita permeia sentidos românticos,
restaura a solitude e acolhe a beleza da vida
para ser-te Poesia."

Marli Franco


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Carta às Nuvens

 




Carta às Nuvens


Quando olho as nuvens no céu deslizando caem pétalas das recordações...

Quando as flores eram pequenas precisei silenciar no jardim para cultivá-las sem prejudicá-las.

Era necessário um cuidado sutil para que nada as deixasse sem equilíbrio e fluíssem no jardim.

 Os cuidados solicitavam sensibilidades como as notas de uma flauta.

No decorrer dos anos houve tempestades que machucaram suas pétalas, houve danos que as chuvas de granizo deixaram cicatrizes nas folhas e caules. Ainda com todo os obstáculos elas floriram maravilhosamente, superaram alguns danos outros não, mas conseguiram continuar florindo no jardim ao som das notas delicadas e curativas de uma flauta doce.

Hoje  já com o jardim modificado as flores dominam bem o seu espaço, conseguem ir se ampliando no jardim, modificando, evoluindo.

No entanto volto a procurar anos mais tarde o refinamento do jardim e descubro que novamente, o melhor para o cultivo  continuar é necessário voltar a silenciar...

E assim com chuva ou sol e as nuvens navegando no céu aprendi a buscar as ferramentas e as vitaminas para na vida continuar adubando e as flores continuarem a se desenvolver no jardim. No fundo o jardim não mudou, apenas os canteiros foram alterados por algumas  novas plantas que ali germinaram pelas mãos do destino ...O vento.

O vento as trouxe e estas criaram raízes. E para o jardim continuar a florir o silencio se faz muito mais necessário atualmente.

 O absoluto silencio ,tal qual o movimento calado das nuvens,  quando a ele retorno descubro que a Poesia continua ser o meu recanto predileto  no jardim acompanhada com o doce som da flauta.

E assim olhando as nuvens em seu passeio diário no céu entrego esta carta.

Espero continuar cuidando do jardim, das flores primogênitas plantadas em meu coração com muito amor, junto com as trazidas pelo  destino, para vê-las sempre florir em paz e serenidade se assim Deus me permitir.


Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®




Ao Planeta

 

                                                                                                                          


Ao Planeta


 

Ao Lar a Gratidão

 do Fundo deste meu Pequeno Coração.

 

Querido Planeta Terra


A tela mais mágica que conheço onde nenhum quadro pode captar a exuberância existente em todo teu espaço.

Se as tintas falassem a linguagem verde, quantas nuances deste verde seriam possíveis copiar e reproduzir. Quantas combinações seriam necessárias?

E se as tintas fossem amorosas, quantos abraços do sol precisariam para dourar a vida; quantas mágicas combinações seriam necessárias para se aquecerem refletindo o Amor?

E se as tintas fossem a paixão, como seria refletir o vermelho tal qual a cor das rosas, para pulsar a vida em um cordão e voar?

E olhar o azul do mar que vem encantar, se perder no balé das ondas apreciando as rendas que se formam quando chegam na areia puro encantamento.

E as cascatas que caem como um véu de beleza suprema, vão plenas caindo e caindo formando e ampliando os rios. As cascatas vão mostrando o quanto é enorme a importância da água, para a vida florescer, crescer e manter toda a vida na Terra viva.

E o ar invisível, mas incrivelmente necessário que se expressa exuberante no voar dos ventos ou nas caricias da brisa em puro encantamento.

Ar que revigora tudo em seu passeio silencioso e discreto, mas imprescindível no desfile do dia e da noite.

 Ar que passa nas nuvens, nos bambuzais, dançando nas rosas impecável é presença em todo lugar.

O Ar que não se exaure em seu trabalho, é a oferenda sagrada em gratuidade para todos seres de pinceladas em pinceladas respirar e renascer a cada segundo de vida no Azul do Planeta.

 

Belas e mais belas, tão belas...

 As cores existentes

 Na natureza da Mãe Terra.

 

Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®


  Imagem Pinterest

Carta de Amor - Uma Folha de Porcelana


 

Carta de Amor -

Uma Folha de Porcelana

 

Eu pensei que teria muitos quilômetros de amor...

As estradas foram curtas entre nós o céu decidiu, talvez o nosso amor seja celebrado na eternidade.

As flores florescem sempre, o vento pausa meu sentido da realidade, as horas passam e quando voltam nascem com outros ventos em movimentos. Hoje sigo   como as águas do rio olhando os dias e as noites nascerem e renascerem nas impressões da minha escrita.

Pensei que nossa estória seria repleta de anos... Eu imaginei que a lua contaria muitas estórias do nosso amor... Sonhei que chegaríamos comemorar as bodas de prata, de ouro e até diamante, sonhei... Um rumo tão curto na nossa estória, quebrou- se tudo como uma folha de porcelana, suspensa em um perfume de mirra. Eu mantenho vivo nossos olhares nas nuvens do céu, a nossa estória encontra a paz na inocência dos sentimentos vividos na terna primavera.

O meu mundo girou entre as alamedas de azaléas do passado e do presente, a dualidade deste relógio só permitiu o canto solitário das paragens da vida, a opção refletida e consciente como uma promessa pintada em folhas poéticas debulhando uma a uma formando as pétalas da minha estrada.

O passado se converteu em muitas folhas de poemas, o presente deixou as lágrimas nos rios seguindo o curso normal da vida, o futuro se tornou um espelho amplamente analisado no presente antes de qualquer passo para seguir cada caminho apresentado.

 

No agora já não conto as linhas da poesia elas contam para minha alma a verdade do Amor sem ilusões, mas pleno no canto dos rouxinóis e nos quilômetros das linhas das folhas onde a vida se fez pulsar no papel.

No final concluo nossos sentires ainda pulsam com a aurora despontando ou o crepúsculo chegando mostrando que   na luz somos parte do caminho Maior... O Amor.

 

Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®





Ao Amor da minha Saudade









Carta

"Ao Amor da minha Saudade"

Ao som de uma flauta uma carta   escapa da alma. Com endereço certo segue no correio direto para o infinito céu, nas alamedas das nuvens onde mora o meu Amor.

Investiguei os horizontes do meu querer para colocar a caligrafia transparente no papel vergel. No final  o lacre seria com as flores da cerejeira,  lá das terras distantes onde juntos caminhamos.

A flauta desliza com seu som percorrendo as lembranças suavemente no papel.
Nas folhas da carta o meu estilo é límpido tal qual teus olhos quando me despiam nas linhas dos lençóis.

Na escrita transmuto-me recordando a aventura dos nossos beijos e os suplicantes desejos quando o relógio da aurora alertava o canto dos pássaros.
E na fascinação do romance na luz do luar, onde de mãos dadas escrevemos no azul noturno a missiva do enlace, para recordar na eternidade.
Nos dias invernais ainda admiro a aurora e o poema do luar, lembro de ti assim acariciando e acolhendo nossas estórias em um beijo inolvidável.

A flauta atualiza o presente expondo-me na introspecção do inverno.
Na janela da resignação observo as gotas da chuva caindo levemente nas folhas do manacá; delicada para sucumbir nas flores brancas da última florada, o sutil perfume...
Assim como uma chuva de inverno eu vou reverenciando em gratuidade ao universo este sublime sentimento.

A flauta segue criando ondas para se unir na mesma cadência das gotas da chuva, deixando o espaço embevecido com suas notas.
As chuvas viajando no ar embebendo a terra.
E eu alongando pensamentos no meu intimo absorto em todo este Amor.

E assim como uma flauta me entrego nas letras do passado deste Amor, já tão versejado sem perder-se no tempo apenas extasiando-se a recordar os dias dourados.
O som vai finalizando e observando-me  noto o quanto foi rica a experiência  de viver a paixão e  sentir a trajetória deste excelso Amor.
Hoje com um novo nome Saudade... 
Carta ao meu esposo
Dirceu Augusto.
O primeiro e único,
Amor da minha vida.
O Amor da minha saudade.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®


Não me fale em adeus...


Não me fale em adeus...

Não me fale em adeus já não uso mais esta palavra, aprendi que o coração muda a perspectiva na plataforma do agora.
Não me fale em adeus esta emoção é da dualidade, já se perdeu e só não entendeu o tempo linear.
Não me fale em adeus, fale em amor sem lágrimas que consegue ultrapassar dimensões infinitas, só não entende o Poeta que escreve sempre tentando alcançar metas.
Fale-me de amor, de energia, de harmonia, me fale do agora, da vida, da filosofia e da poesia.
Fale-me de carinho que se estende no céu feito estrelas, aguardando a janela ser aberta para sentir as chuvas da emoção.
Mas pelas quatro estações da lua não me fale em adeus, nem ela lá no céu que vive na noite fica dizendo adeus para o sol que tem moradia no dia.
Não me fale em adeus, fale de Amor, vamos falar do uno...

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®

IX Carta - Fios do Amor

IX Carta - Fios do Amor

Quando ando campinas do meu pensamento é onde te vejo, onde os meus olhos encontram nas estrelas os teus olhos e o teu sorriso.

Necessito sentir tua presença fluindo perto de mim, despida do meu manto da ausência.

Existem tantas palavras que me chamam para ver o veludo do céu, tantas sílabas buscando formas geométricas e criando o surreal em cima da vida.

Hoje meu corpo firma na montanha, sei quando voar e voltar ao ninho como as gaivotas voltam para o mar.

Hoje sinto apenas a falta dos teus braços de aço, do teu beijo de tanto amor. Sinto tanta falta que em minha cintura as tuas mãos de luz parecem contas de juras, como contas de diamantes que surge em cada ano cravejado de saudade. A minha pele cada vez mais lembra o alabastro e o meu castelo fica cada vez mais alto guardando a luz deste amor que se estende ampliando minha inspiração.

Então quando corro nas campinas onde sei que estas e sei que lá me espera para um tempo fora do tempo teremos o impossível, aquilo que lembra as floradas das macieiras, o lago das sensações... Lá onde as águas são fios do amor do nosso amor eterno.



Cartas II........Lembrança ao Meio Dia


Cartas  II........Lembrança ao Meio Dia


Sinto um tom alaranjado a palpitar de amores inspirando desejos...
Que tempo é este que passa meu doce amor, a voar em minha mente pedinte neste abandono que se instala incoerente.

Trago o peito rasgado em meus sonhos, doces quimeras de versos que lhe dedico nesta distancia que se interpõe em nossas vidas.

Quem dera meu único amado, pudesse eu ter a magia para correr nas nuvens e te abraçar em um só minuto a reviver nossa plena união.

A lágrima que cai agora me deixa ébria neste tormento que me faz viver, de tanto te amar e fico assim a te relembrar pelas avenidas que me inspira a versejar.

O teu olhar, doce amor, vem tão leve mergulhar em minha íris a encantar e neste fragmento do tempo me entrego, na doce ilusão de ter-te ainda assim em plenitude.

Beijo tua alma em luz que me irradia e nela sinto teu amor em todos meus dias, é neste tempo que vejo o quanto ainda sou feliz por viver contigo neste aconchego que nos é assim permitido.

O universo é dono de tantas magias que nos concede ainda a quimera mais doce da vida, vindo embalar este encontro furtivo no silencio do meio do dia.

Como saltar desta ilusão que me aquece, meu querido, se é em teus braços que me sinto ainda viver em pequenos consentimentos. E não importa se para isso ,o segundo seja só o tempo de uma lágrima a escorrer pela face e mergulhar nos beirais dos meus lábios sentindo teu doce aproximar.

Em meu coração pulsa teu nome, em minhas mãos ainda sinto teu calor, mas é na alma que mais sinto o amor que depositas em mim com tanto carinho.
De onde vem já não me pergunto, e para onde vai só penso que pode te alcançar esta sensação tão doce que me abraça na calma da tarde que aqui me enlaça.
Como posso procurar explicações reais, se me basta sentir a plenitude de tanto te amar...

*

*

*
Se um beijo meu pudesse

Depositar bem perto dos teus lábios

Eu mergulharia em teus olhos

A romper a imensa saudade

E te envolver cativa no abraço

Do amor que pulsa em minha vida

Ainda intenso a luz que passa de cada dia.

 

Carta III...Retrato da Saudade


Carta  III...Retrato da Saudade


Quando o dia vai assim sumindo e a noite vem caindo bem de mansinho fico a lembrar a beleza que é sentir e te amar.

Quando o tempo se mostra querendo me entristecer na calma da noite, olho o teu retrato guardado dentro de mim e vejo... Que no presente ainda carrego tua imagem dentro de mim.

Como as nuvens, que vão saindo de um lado para outro bem devagar num vôo sutil sem ninguém quase notar; assim caminho eu nas ruas da minha alma em passos leves, sabendo o que quero e tendo a certeza que os passos teus me acompanham.

Seja em tempos de sol ou nas jornadas da lua não importa o meu olhar sempre vago nas alamedas que tuas mãos se abrem para lembrar pequenos ou grandes momentos para te querer.

Se o dia solicita o sol para ficar mais belo, meu coração se irradia em uma fresta de quimera pousada em um desejo surreal do teu perfume caindo em meu olfato por puro acaso.

Se a noite pede a lua para desfilar no céu fazendo promessas absurdas da mesma essência enluarada me visto para sonhar em um fragmento estelar sonhando contigo passear...



Mas se verte do céu azulado

O pranto leve de um raio dourado,

Jorra na superfície da minha alma

A poesia em gotas prateadas

Da saudade que nunca se acaba...

Carta IV ---Ao meu amor ,do centro da minh´alma


Carta IV ---Ao meu amor ,do centro da minh´alma

No centro da minha alma encontro partituras escondidas, cobertas pelos papéis de lembranças esquecidas do ontem, debaixo dos meus afluentes noturnos de lágrimas.

A nostalgia cala neste mergulho insensato, sem fugir do meio do nada que no concreto me rodeia.

Pródigo silêncio que impera no momento...

O âmago da alma suspira em prol dos dias anteriores, não há o que pedir ou esperar na estância da saudade.

O presente tem a cor alaranjada das aquarelas bem diluídas , o futuro é só um arco-íris para brincar que os dias poderão ser tingidos de um colorido qualquer, já não importa a matiz que vai se atingir.

Na fresta de uma trilha destas minhas planícies d´alma, nota uma ilusão perdida no acaso de um dia qualquer em que foi plantada.Pousa na sombra de uma cicatriz sem mais pulsar pelo sol ou pela noite.Pobre ilusão parece mesmo um dia no ínicio do inverno tão pálida,tão esquecida no canto de um dia bem vivido.

O caminho para ilha da solidão é paradoxal, o absoluto sentimento se une ao relativo conformismo da vida . As brumas esperam silentes nesta hora calada da melancolia.A alma sente na superfície o absurdo da ausência mais que profundo.O olhar absorve todo plano de busca as portas de tantos mecanismos entre o possível e o inatingível se estende sem abrir, o silencio reina camuflado de serenidade mostrando o caminho da mais profunda dor...

A dor de te amar e saber que não posso mais te ter nesta dimensão...

Os anos se passaram como as marés, senti dia após dia,do sol quando raiava ou quando as estrelas anunciavam a chegada da noite . Criei mergulhos no nada para te sentir além da minha própria imaginação...

Mentir a mim mesma não vale neste mergulho isolado,não posso deixar de te amar, é como não sentir um sopro da brisa em minha pele, é a constatação mais clara como o vento que é bem vindo em dia de verão .Não posso enganar-me mais, te amo ainda em cada minuto que por mim atravessa, em cada dia que amanhece,já não importa o como e nem tão pouco os porquês,este amor que pulsa sem domínio , como o barulho do mar em tormentas...

Sei que esta além de mim esta força, sei que sou dominada por ela e que não tenho mais como mudar e nem quero mudar esta razão de viver.

Amar-te é como respirar , não posso mais deixar de sentir esta vibração na minha essência. Tem a mesma cadência do meu coração , uma parte tão absurdamente inserida dentro de mim, como o teu sobrenome que faz parte do meu nome.

Sou apenas tua ainda,me sinto extremamente cativa da áurea da tua presença no meio da tua real ausência, um paradoxo absurdo , mas tão certo quanto o dia .

A constatação de não poder te esquecer, é tão assustadora mas mesmo assim sei que meu ninho esta ainda em teus braços,e esta constatação me acalma , me acalenta.

A felicidade ficou impossível de ser atingida, já sei que o colorido dos dias serão sempre iguais todos tingidos no royal azul da saudade.

E a descoberta no meu âmago foi tão clara ,tão simples e imaculada ...

Nasci só para te amar...

I Carta de Amor __ Suaves Lembranças

Carta de Amor I __ Suaves Lembranças


Na noite que passa tão calma...
Eu adormeço em mim mesma...
Os minutos sopram uma brisa suave ao som da melodia que entra pela janela.
O dia se foi , tão corrido agora à paz volta para me levar a pensar em você meu doce amor.
A cada letra um toque que vem de você para mim, a cada palavra um doce carinho meu para você...
A rua lá fora ainda se movimenta, mas aqui a sensação é de sentir tão doce a tua presença, que me eleva na paz do nosso amor.
Lembrar de nós é como caminhar de mãos dadas sob o manto das estrelas,ou relembrar quão suave era quando caminhávamos na praia...
Lembra ...amor meu...
Lembra, quando nossas mãos vinham brincar de sorrir sem nem ter motivo , mas sorriamos apenas por estarmos juntos , o mar com certeza sorria também pois suas espumas cobriam nossos pés...
Como posso ainda te dar este amor ?
Tem momentos que minha oferta não alcança o céu do nosso sentimento é tão alto , tão sublime ...
Sinto teu amor ....Mas é tão alto o céu e teu olhar nas nuvens é tão doce...
Alcançar-te tão distante e te sentir tão perto um paradoxo , mas tão intenso...tão intenso...
Amar-te ainda é tão bom... Sinto-me viver em cada pedaço da minha alma que palpita por você...
Sinto-te tanto meu amor ...
Em cada pedaço do tempo ...
Em cada momento do meu corpo...
Ainda sorrio para você , no teu céu acho que desprende teu sorriso como um beijo em meus lábios; pois sinto o vento tocar minha face , murmurando com tua voz meu nome, e neste exato momento meu doce amor eu não posso evitar ...
Fica tão grande o meu sentir que sob meu sorriso escorre o beijo de uma lágrima ...
Perdoa amor ...
Perdoa te amo, ainda em lágrimas sorrindo...
O tempo quebra amor, a casa se movimenta ...
Olha amor...
Os nossos filhos chegam sorrindo é nosso amor mais que concreto, me acercando de afeto...

V Carta de Amor ...Uma Lágrima na Palma da tua Mão

Carta de Amor V...Uma Lágrima na Palma da tua Mão...

Amor estou aqui na linha que divide nosso mundo, sentada nesta estrada tão intensa e vazia a olhar o céu que me cobre neste final de verão, pedindo mais força de mim...
O momento às vezes fica tão pequeno para te sentir, eu me deixo ficar enrolada na manta do concreto sem saber que meu mundo quer um pouco mais deste nosso amor tão infinito.
Ah! Amor, eu já não tenho mais os sonhos que faziam as flores sorrirem nos vasos dos meus ideais, perdi o toque de reviver os jardins me entregando nesta luta inconseqüente, sem forças pouso meu momento aqui na linha divisória de sempre.
Hoje meu eu quer teu colo, como antes e minhas lágrimas precisam da suas mãos para colher esta dor que me dilacera e palpita ao mesmo tempo tão intensa dentro do meu ser. Hoje amor, meus olhos estão pedindo as tuas mãos para meus lábios beijarem tuas palmas e entregar meu soluço tão profundo, mas não quero que colhas como um sentimento ruim, quero que colhas como flores em uma janela em dias de primavera.
Quero só ficar assim em tuas mãos, repousar um pouco neste compasso do tempo, repousar sem pensar preciso deste espaço em teus braços para integrar meu ser tão frágil que só você percebe.
O céu parece se abrir, as nuvens se afastam, é à noite com seu manto de estrelas chegando e você tão perto de mim me amando e eu...
Eu amor tão perto de ti, sentindo...
Sei que me olhas com olhar das estrelas, sei que me tocas com sopros de brisa exalando o teu perfume em meus cabelos em uma caricia que só nos dois sabemos ser tão nossa, tão especial, te amo...
Amo-te tanto que meu mundo se concentra em sentir o nosso doce viver... Assim etéreo e tão perfeito.
Ah! A noite é peregrina em nossa companhia, somos ondas de perfumes com a lua de guardiã, nesta linha tão firme e dourada.
Amor sente minha serenidade voltando, meu sorriso brotando neste beijo que me invade. Olha amor, minha lágrima tão constante se dissolveu sob teus dedos que me afagam, amor como é bom ser tão tua, tão intensamente tua...
Recebe meu beijo é tão teu, mandei uma estrela entregar em teus lábios, para selar meu querer em teu doce nome que balbucio noite adentro em meu viver, só para assim te sentir como agora mais perto de mim...



VIII Carta de Amor - O Passeio do Amor



VIII Carta de Amor    - O Passeio do Amor


A noite caiu tão silenciosa...
O céu azulão devorou as palavras que se espalhavam no assoalho.
Embaralhadas queriam a carta para te encontrar;queriam meu ser e o teu se tocar neste silêncio da noite...Da nossa noite caindo, sem cansaço...
Noite suave , fractais em mim e em ti vagando encaixando o nosso sentir.
A carta sempre nos acolhe ,recebe em secretos desejos puros . Voa nas linhas de nós,nas mãos unidas como andarilhos do cosmo .
O teu olhar me cobre na linha, sorrisos teus e meus, afagos no coração e ternura em nossa comunhão de pensamentos.
A carta aproxima o meu eu de ti,explora sem preocupação a tua presença.És a luz da minha essência , alimento da minha estesia.
O teu ombro me chama para o repouso, tuas mãos me enlaçam.Um piano toca lá no fundo da página sem quebrar nossa ligação.
Não faço mais perguntas tudo transcende em nós e o Amor nos protege.O nosso amor nos guia, separa e aproxima e assim estou em saudade suprema a te amar, êxtase da emoção mais pura...
Te olho e repouso novamente em teu ombro, e cai a paz infinita em mim. Entrego-me na essência quântica, sou energizada é tão sublime o reparo da energia vital;saboreio estou em você amor da minha vida.
O piano ainda toca no final da página, tua voz faz sussurros e eu te sorrio e a luz alastra nossas auras em conexão pura.
O coração fala e o pensamento traduz tudo, você me beija e eu me entrego em total abandono e plenitude onde o Amor , o nosso amor desejar nos levar para passear.
O piano silencia na página, eu e você voltamos sorrindo...
As flores deixaram o perfume do passeio em nós. As nossas mãos e olhares desligam cientes do Amor , na última linha que flui até o fim para seguirmos nosso caminho...
O nosso caminho nas paralelas até um outro momento em outra carta do silêncio.