Era uma vez um camelo que chorava
Na beirada do oásis, carente se alongava.
Praguejava por uma borboleta ausente
Babava e a corcova ao sol estava pungente.
No oásis o lago a tudo calmo escutava
Silencioso sempre aguçado observava
Tantos anos já a mesma estória contada
Do camelo machista e a borboleta decidida.
Opinar jamais, a peleja entre os dois divergentes.
A borboleta apenas voava sem deixar de ser
O camelo, no entanto pragueja para todos ver.
Se voar era tão belo, mas cá entre nós pensantes...
A delicada, no deserto pouco poderia sobreviver.
No entanto o camelo babava, mas no deserto podia viver...
Marli Franco
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