"A minha escrita permeia sentidos românticos,
restaura a solitude e acolhe a beleza da vida
para ser-te Poesia."

Marli Franco


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Haikai - nº 143 *Aves do Paraiso

 

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Haikai - nº 143

*Aves do Paraiso

 

Paleta do céu

O planeta embeleza

Tintas sem igual.

 

Marli Franco

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... Aves do Paraiso -Paradisea rudolphi

Uma espécie em extinção

nosso Planeta nossa casa

Cuidar e Preservar um ato de Amor.




Horas de Orar -(Arquivo Usina de Letras)

 

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Horas de Orar

Arquivo Usina de Letras

19/03/2002 - 21:21


As horas que  que sei muito,
Horas que nada sei.
As horas onde parece que descobri,
Horas que sei ,ainda tenho para descobrir.
As horas que já aprendi,
Horas que tenho muito para aprender.
As horas  que desvendei,
Horas que mais desvendo menos entendo.
As horas que quero ser,
Horas que não posso mais querer.
As horas que passo,
Nas horas que elas passam.
As horas que vale  pensar,
Horas que se mais penso
Menos quero pensar.
As horas que tudo fica acabado,
Mas tem horas que tenho só a certeza
Que tudo está inacabado.
Nas horas ...
Tem horas que nem são horas.
Chegaram apenas nos instantes
Relevantes, mas que não se tornaram horas...
Tem horas que orar é o que importa,
Na vida que se faz na exata hora..
Rezas pelas horas que são preciosas,
As horas que passam e não voltam.
Orar nas horas que são breves instantes,
Nos instantes que são infindáveis horas...


Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®



 


Haikai nº142 *Luz


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Haikai nº142

 *Luz


Movimenta a luz

Rir ou chorar tem custo

  Destino indica.

 

Marli Franco

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Mistério

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Mistério

 

Quero-te tanto como se tivesse estrelas do céu

Nas minhas mãos de verão sentindo o calor da luz

Que cobre meu coração ao te ver passar silente

Ao meu lado tocando-me com a lira eloquente.

 


Quero-te, sabendo que a voz é sensação no verso.

Que mão da estrofe escaldante é oásis de amor

E meu corpo se derretendo no abraço da ilusão

Onde teu mundo de sonhos me beija além da razão.

 


Então percebo que meu mistério te alcança

Quando sussurro teu nome entre as folhas do livro

Que insistem em me seduzir com cantos de paixão

Na cama onde adormeço coberta de silencio.


Marli Franco

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Haikai - nº141 *Longe

 

  

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Haikai - nº141  

 *Longe

 

Olhar disputa

A bela  vida simples

Só árvore ganha.

 

Marli Franco

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Haikai nº140 Sigo*


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Haikai nº140 

 Sigo*

 

Caem as folhas

O passado   descansa

Renovo-me enfim.

 

Marli Franco

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Sigilos do Amor *





Sigilos do Amor*

 

Quando o vento traz sonhos

Vou de encontro ao teu olhar

Deixando -te vislumbrar

Os meus matizes escondidos.

 

Perturbas o meu silencio

Como um rei indomável

Mudando os rumos das cores

Que dançavam livres na quietude

Acomodadas com diálogos da alma.

 

As minhas vestes leves

Dançam em teu palácio

Quando a noite anda apressada

Em silencio olho as palavras nas torres

E faço caricias no sopro da tua voz

 Sigilos do amor.

 

Feche os olhos enquanto mergulho

O meu corpo no teu

E meus seios declamam os teus sentires

Suplicando tua boca de pecados.

Sigilos do amor.


Sentindo a tua voz cortejando em minha pele

Vou germinando doces desígnios nas palavras

Se ocorrer o amanhecer antes de finalizar

Fiquemos unidos até o céu dourar.

Sigilos do amor.

 

 Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®



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O Agora - Um Presente Divino

 

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O  Agora -  Um Presente Divino

 

O hoje é um presente, a luz das manhas, para jornada que serão ontem rapidamente e já foram futuro sonhadoramente.

O olhar se estende como um edredom no agora, mirando confortável o despertar das maritacas e outras espécies que enfeitam o dia.

O azul lençol celeste se acomoda delicadamente esperando o sol que se atrasa em uma preguiça suavemente acinzentada, talvez venha a chuva hoje...

Os pássaros continuam contando notícias do jornal do vento. A conversa é música deliciosa com acentuações misteriosas, não consigo perceber nas pausas o que aflige a natureza, os humanos talvez...O universo é a expressão sublime da criação apurada na obra majestosa das mãos de Deus.

O presente que chegou hoje é o sol. Lá vem o sol belo e formoso escorregando suave no azul, iluminando as fronhas de nuvens que rapidinho enamoradas de seu calor ficaram clarinhas feito algodão doce, extremamente doce de se olhar.

Hoje o sol chega mansinho, mas mesmo assim aquece dourando meu equilíbrio e minha paz do momento. Aprofundo meu desejo de andar nas nuvens. Quero passear junto das assas da passarada. Quero pousar minha mente nos travesseiros de nuvens no azul celeste e depois louvar ao Criador, em sua infinita bondade, na lenta evolução da humanidade.

Vento entrega minha missiva de fé ao Criador.


Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®


Capricho

 



Capricho

 

O meu olhar em ti é caprichoso

Quer logo respirar o ar da sensação

O desejo aguçado nas ondas amoroso

Que leva nas alamedas do coração.

 

O caprichoso sentimento profetiza

Aroma de sorrisos de amor gera

Na margem das folhas é como a brisa

Nas tuas marcas d’agua a quimera

Nas pegadas sutis do coração

Inusitadas na atraente inspiração.

 

Os segredos são estrelas na miragem

Iluminam na cor da noite a criação

Que brilha na distante paragem

O poder absoluto da constelação.

Oh!  Caprichoso desejo

Que se esconde na alma em festejos.

 

Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®


Haikai nº139 *Fantasma

 


Haikai nº139

 *Fantasma

 

Passado é conto

Com desconto e subtração

Anula o fantasma.

 

Marli Franco

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Haikai nº138 *Tarde

 



Haikai nº138

 *Tarde

 

Árvore carmim

Tarde secreta espalha

Conselhos da vida.

 

Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®




Haikai nº137 Espinho*

 


Haikai nº137

 Espinho*

 

 Latente espinho

Pungente é olhar a estória

Lágrima digna.

 

Marli Franco

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Perfume da Noite


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Perfume da Noite

 

Quando o mago da noite chega audacioso

Já não sou lua e sim águas platinadas

Na espera do teu corpo silencioso

Nas minhas profundezas iluminadas.

 

Quando descortina os desejos na natureza

No matiz intenso resplandece a fascinação

Nas minhas águas te recebo em nobreza

Em sensações de nós em um só coração.

 

Se sou água deslizo em teus braços

Como as flores além dos dias raros.

Se sou água te alcanço em um abraço

E na noite estou em ti sem rastros,

Sou perfume d’alma na infinitude

Em teu ar espalho amor em plenitude.

Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®




Aquarela Prateada da Alma

 

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Aquarela Prateada da Alma

 

Quando a noite fica preguiçosa o silencio vai se aconchegando na mansidão da alma encontro as silabas escondidas nas tintas da aquarela.


Na hora que o céu declama e as estrelas conjugam verbos, sinto a noite vestindo-me de prata na sutileza do meu íntimo. A emoção desperta-me o olhar nas telas de algodão que criam imagens da lua, deslizando canções para enfeitar a voz do noturno. 


No momento em que o tempo   abre a cortina transparente do meu ser, vou deliciosamente aquartelando-me no azul ...Recebo da lua o prateado brilhante nos cabelos. As estrelas brincam nos meus olhos verdes e vão   misturando as mesclas cinza e o azul da serenidade. A noite silente me transporta no carrossel da brisa, vai me elevando neste silencio abençoado quanto mais as horas se adentram nas vagas da noite.


Em um momento destes sentires noturnos não olho o passado, nem as lembranças, mas pouso meu sentir nas muitas inspirações que caíram na minha alma, suspiro plena em gratidão.

A companhia da poética sempre me entrelaça, abraça como o Mestre sentinela da noite e faz sutis acalantos. Estou assim plena de paz na companhia da minha alma escrita.


Nas horas que   se tornam tintas consigo ver o universo e toda sua grandiosidade. Quando meu ser flutua nas tintas, o dom maior o Amor, vem e me veste com seu manto adornando o pensamento com as delicadas flores da imaginação.


O meu ser mergulha e se rende em perfumes de lavandas no azulão da noite. Eu entendo neste momento aberto o porquê no filme as baleias viajaram nas estrelas, como a minha gratidão viaja na direção do Criador e torna-se intensa ocupando   o todo desta noite púrpura, a cor sutil do rio espiritual em mesclas da alegria no meu interior.


Quando aos poucos vou suspirando pelo relógio ingrato que desfaz das íntimas aquarelas, vou despojando-me dos fios prata dos meus cabelos. Nas baladas do vento volto nas dobras dos lençóis, fecho as janelas da alma esverdeando os meus olhares.


No novo dia que nasce acordo olhando o céu azul claro as nuvens e sol majestoso em seu verão tenho a pura sensação que vou me dourar. Olho no espelho sorridente no fundo do quarto um retrato a óleo buscando sem entender o silencio das minhas aquarelas.

Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®









Haikai nº136 Caligrafia*


 

Haikai nº136

 Caligrafia*

 

Sublime inclina

 A destreza da espada

Cursiva é a chuva.


Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®




‘ Pesquisa -‘Soneto de Arvers’ - "Grandes Mestres"







Alexis-Félix Arvers





Pesquisa

‘Soneto de Arvers’

considerado o mais belo soneto do século XIX

Poema ‘Soneto de Arvers’

original em francês

 

“Mon âme a son secret, ma vie a son mystère,
Un amour eternal en un moment conçu;
Le mal est sans espoir, aussi j’ai du le taire,
et celle qui l’a fait n’ena jamais rien su.

 

Hélas! j’aurai passé près d’elle inaperçu
Toujours à ses cotes et toujours solitaire;
et j’aurai jusqu’au fait mon temps sur la terre
n’osant rien demander, et n’ayant rien reçu.

 

Pour elle, quoique Dieu l’ait faite bonne et tendre,
Elle ira son chemin, distraite, et sans entendre
Ce murmure d’amour elevé sur ses pas;

 

à l’austère devoir pieusement fidèle,
elle dira, lisant ces vers tout remplis d’elle,
“Quelle est donc cette femme?” et ne comprendra pas”

– Alexis-Félix Arvers, “Mes heures perdues”. 1833.

Soneto de Arvers


Tenho na alma um segredo e um mistério na vida:
um amor que nasceu, eterno, num momento.
É sem remédio a dor; trago-a pois escondida,
e aquela que a causou nem sabe o meu tormento.

 

Por ela hei de passar, sombra inapercebida,
sempre a seu lado, mas num triste isolamento,
e chegarei ao fim da existência esquecida
sem nada ousar pedir e sem um só lamento.

 

E ela, que entanto Deus fez terna e complacente,
há de, por seu caminho, ir surda e indiferente
ao murmúrio de amor que sempre a seguirá.

 

A um austero dever piedosamente presa,
ela dirá lendo estes versos, com certeza:
“Que mulher será esta? ” e não compreenderá.

 


– Alexis-Félix Arvers, em “POETAS de França”. [organizada, compilada e traduzida por Guilherme de Almeida]. edição bilíngue. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1936; 2ª ed., 1944; [apresentação de Marcelo Tápia]. São Paulo: Editora Babel, 2011. 

Biografia

 

Alexis-Félix Arvers (Paris, 23 de julho de 1806 – Cézy, 7 de novembro de 1850) foi um poeta e dramaturgo francês, que ficou mundialmente conhecido por um soneto, o “Soneto de Arvers”, o qual inspirou diversas traduções, peças e livros dedicados inteiramente ao seu desvendamento.

 

Minhas horas perdidas (Mes heures perdues) – Publicado em 1833 e 1900. Desta obra constavam “A Morte de Francisco I” (La mort de François), “Mais Medo que Mal” (Plus de peur que de mal) e o famoso “Soneto de Arvers”

 

Referência – 1 -

(O “Soneto de Arvers” foi escrito em 1831 e publicado em 1833 e traduzido milhares de vezes para os mais diversos idiomas, inclusive para o Esperanto. Inspirou livros e peças de teatro, que usaram o soneto como tema. É considerado o mais belo soneto do século XIX.) 

https://www.revistaprosaversoearte.com/soneto-de-arvers-considerado-o-mais-belo-soneto-do-seculo-xix/

Referencias -2-

 

No Brasil, Humberto Mello Nóbrega tornou-se especialista no assunto, com o livro "O Soneto de Arvers", onde expõe várias traduções para a língua portuguesa, inclusive destacando sátiras acerca do poema, como a de Bastos Tigre, passando por traduções de Guilherme de Almeida, Olegário Mariano, Osvaldo Orico, Edmundo Muniz, José Oiticica, J. G. de Araújo Jorge, Gondim da Fonseca, José Lino Grünewald, até Pedro A. Bettencourt Raposo, que fez 12 versões em seu livro "Sonetos", em Lisboa, no ano de 1916.

 

https://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%A9lix_Arvers