"A minha escrita permeia sentidos românticos,
restaura a solitude e acolhe a beleza da vida
para ser-te Poesia."

Marli Franco


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Haikai- Xadrez



Haikai

Xadrez

 

Na queda da torre

O rei só virou papel

No xadrez vergel.

 

Marli Franco

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Aves - Colhereiro - Haikai



Haikai

Aves - Colhereiro

 

Primavera rosa

Sãos as penas do Colhereiro

Lá no manguezal

 

 

Marli Franco

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Castelo Branco


Palácio Branco

Era um palácio branco
Era uma luz amarela
Era ouro
Era eu
No universo
No caminho livre
Enquanto o som fazia a estrada
Eu corria na luz peralta.


Era uma corrida na estrada verde
Era uma maça perdida no chão branco
Era eu no caminho esquecendo a voz do silencio
Enquanto o som fazia o drama em uma sombra


As armaduras eram armadilhas
Os gritos eram do vazio a porta ficou aberta
Não havia rei e nem rainha
O castelo era água límpida
O celo era o tudo, o piano um novo mundo


O cavalo voava
O corvo tinha asas brancas
E a batalha era ilusória
O final não existia
Já que o tempo é o novo agora.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®


Verbo Amar


Verbo Amar


Nos olhos da noite a íris da luz debrua
O azul noturno desliza na lua, flutua
Sombras, nuvem esparsa desperta
A palavra que acua na fonte liberta.


Nos olhos do dia, a esclera abre caminhos
A aurora espargindo dourados carinhos
Os pássaros azulados movendo cenografias
Com rasantes beijos nas flores quais utopias.


O perfume vespertino inspira e inebria
Traduz com sutileza o sentir que descortina
Alma aponta o cristalino da palavra divina.


Nas mãos do crepúsculo a ilusão contagia
A ponta dos dedos move a espuma do mar
A retina é criativa, profundo é o verbo Amar.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®





Corsário do Amor

Corsário do Amor

Embarco no desejo do teu peito, corsário do amor
Vestida de diva como solicita este teu clamor
Faço na noite um canto no teu corpo rodeando
Nos fios dos meus cabelos vou te enrolando.

Entrelaço o teu desejo no silêncio dos meus seios
Perdição dos gemidos, perdição da tua boca saboreio
Os lençóis em segredo guardam nossos sentimentos
Marcas dos corpos molhados quais exilados sedentos.

Por ti me vesti de deusa para ser tua noite de luz
No meu corpo teus olhos desvendaram a paixão
Do meu coração roubaste as chaves e a canção.

E assim o sol navegou na voz da aurora, nós dois nus
Senti o romance nos abraços dos teus braços sensuais
Perdi o juízo, no clarão do teu sol, pedi uma vez mais...
Marli Franco
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Sabor de Perdição


Sabor de Perdição

 
Sou tua poesia menina e não te maldigo
Teu castigo e tua benção assim bendigo
Tua amada caricia tua fantasia amante
Sou teu amor e tua malvadeza provocante.

Sou tua rima bem me quer e mal me quer
Tua rosa carmim e teu céu de espinho
O teu desejo e o teu fogaréu de ciúmes
Mas sou tua ensolarada ou na madrugada.

Pouso na tua boca o sabor dos lábios meus
A língua presa de fome, versos, dos lábios teus
Oh Poeta!Pertencer-te é minha louca perdição...

Teu simples beijo,inspira, incendeia os meus eus.
O teu soneto cravado no coração, meu camafeu
O teu verso é fonte ativa, luz multicor da inspiração.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®

Provocação


Provocação

 
Aventuro te dar um beijo, um gosto de noite
Fagulhas das estrelas, olhos da meia-noite.
Ondeando teu corpo em rituais de amavios,
Teus lábios e o mel do meu sentir no meio-fio.

Arrisco te dar um beijo, do éden inconfundível.
Um beijo de amor penetrante, intransferível.
A sensação viva, lavra dourada da provocação
Nos nossos lábios, caindo em dádiva no coração.

E quando a aventura deste único beijo acabar,
Em nossos lábios um sorriso vai movimentar,
A tentação do coração nosso pecado santificado.

A noite fecha seus olhos azuis, no confronto de nós...
As estrelas transmitem o verso do desejo em nossa voz.
Traduzimos com jeito, um só beijo, do êxtase imaculado...

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®




-Haikai - Ave- Campainha-Azul



Haikai

Ave- Campainha-Azul

 

Um anil taful

Um pedaço cor do céu

É um Campainha-Azul

 

 

Marli Franco

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Poesia


Poesia


As minhas mãos no ar, sutilezas em mim...
No silêncio, o nada é um poço de luz.
A sensação é de um abraço do sol.
O tempo é um não tempo.
As ilusões não possuem mais o mesmo significado.
A realidade pode ser alterada
e os nossos pés podem voar basta desejar.
Sobraram algumas pedras, para colorir mudanças.
Somos as páginas, somos tantos livros, somos universos.
Uma monarca voando na imensidão de mim mesma.
Um reflexo límpido e cristalino.
As descobertas volteiam no agora...
Sou ela!
Ela, tão confirmada dentro de mim, coexistindo no meu sentir.
Ela,quando olhei o sol, com o rosto banhado de lágrimas
e nem sabia que eram flores pequenas de primaveras.
Ela na primeira vez do Amor, como nuvens de algodão doce.
Ela na saudade do Amor, como o perfume das flores.
Ela que emerge em minha superfície, muitas e muitas vezes.
Ela faz parte de mim...
Não... Não... Eu me enganei...
Eu sou apenas parte dela na verdade...
Ela é o movimento perfeito presente em todos meus agora.
Eu sei neste agora, sou parte dela.
Portanto sou nada mais, nada menos, que ela...
Eu sempre a assumi, só não percebia que, sou ela!
Ela é a Poesia!
A Poesia sou eu...

Vivemos juntas, ela em mim, eu na sua luz.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®



Sol de Abril

Sol de Abril

O desejo do teu olhar descobre meus seios
Em minhas mãos sílabas de paixão escorre
Enquanto a minha boca trilhas descobre
Que no teu deleite floresce meus entremeios.

Na areia do teu deserto, meu beduíno,
Verás as luzes dos meus colares de amor
E no teu peito o reflexo do sensual calor
Roubando da tua boca um beijo genuíno!

Ampliei tua visão no estúdio do meu sentido
Teu sol de abril brinca de tatuar meu umbigo
Liberta palavras do meu ventre para teu abrigo.

E tu na paisagem árida já não está perdido
Entre meus dourados seios teu amor comigo
Bebendo a poesia sem dor nem castigo.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®

Cítara da Aurora

Cítara da Aurora

 
A nova inspiração acorda o verbo na canção
Movimenta as ondas e o alaúde do coração
Suaviza os dias e as noites, fim da aridez,
Faz o deserto a dança da areia na fluidez.

A nova inspiração ouve a cítara da aurora
Repara no dourado que envolve o alabastro
Veja que o parnaso levita em novo agouro
O pergaminho é no agora no tempo vindouro.

Eleva a voz secreta, um quê de rosa no céu
Surge um prelúdio, miragem além do véu
Sílabas violáceas caem no passeio da poesia.

O Amor desperta para passar livre nas almas
A voz das rimas um veiculo precioso de calma
Resplandece bardos da nova era, liberta a epopéia.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®







Areias do Pensamento


Areias do Pensamento


Vou sentar nas areias do pensamento
Olhar as inquietudes do momento
Lá no horizonte sugere a nova ação
Uma cor pura retrata a imaginação.


Se o abismo foi intenso na devassidão
Voar livre aprofunda a abstração
Um tesouro na luz interna se revela
A descoberta é a experiência mais bela.


Descobri que o crepúsculo traz miragem
Existe a saudade salpicada na paragem
Na hora da solidão não importa as falas
A auto-suficiência oferta um tom opala.


Então captei uma nova onda de energia
Resgatei a indumentária lilás da arquearia
Voltei ao campo dos arcos revivi a conquista
Da íntima Poesia, a luz mais pura e simplista...

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®






Indelével Poesia




Indelével Poesia


No castelo andei descalça na mira do olhar
Fui lady em época remota via o imperador
Amei envolvida em uma capa de mistério
No silencio da noite surgia em teus sonhos
E tocava minha lira para te atrair na magia.
A época era romântica e o olhar me buscava
Sem saber que eu era uma viajante do tempo
No futuro tinha a minha ousada morada
E escondia-me nos labirintos do presente,
Fugia quando podia nos sonhos do passado.
O tempo era apenas o navegador...
A vida se trocava em muitas roupas
Umas tão longas e pesadas outras tão leves
Praticas movimentações da saudade.
Mas a alma era sempre a mesma...
Inabalável nas mudanças do tempo
Inalterável na tolerância das diversidades da época
No entanto sensível, a qualquer brisa da emoção.
Que viesse perturbar a magia da transmutação
Da indelével Poesia...

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®


Retorno em Outono


 
Retorno em Outono


Adormeci com o movimento da ilusão
Deixando os círculos na imaginação
Um corpo com folhas de tom dourado
No horizonte o equilíbrio é confirmado.


Sonhei que a vida se vestia de céu
Que a emoção é coberta de véus
Que o olhar é quem despe a alma
Transpondo carinhos nas horas calmas.


Acordei com a consciência em fractal
Lembrando retalhos no varal do quintal
Que o vento da manhã passou e levou
Um sonho tão inexplicável que se evaporou.


Levantei com o pensamento nas profundezas
Como se levitasse nos braços da natureza
O inconsciente fosse os ventos de outono
Voando na sensação de um breve retorno.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®

Outono em Haikai



Haikai

Outono em Haikai

 

Há um quê de jasmim

Esperando assim o outono

As folhas caindo.

 

Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®




O Rouxinol







O Rouxinol

Quando te ouvir com o canto de Orfeu
Deixando o sonho correr as minhas margens
Nas dobras das horas incoerentes do relógio
Sentirei o som dos versos quebrando o silencio.


Então deixarei a solidão seguir teus passos
Sentirei tua presença exultando-me no espaço
E minha alma sendo o abraço de um lago silente
Esperando o momento de fundir-me em teu mar.


Haverei de confinar-me neste abstrato sentir
Onde não sei quando você sussurra enfim
Ou quando é eu amando-te assim a emergir
Acariciando tua voz na freqüência além de mim.


Receberei afinal um tempo do relógio
As estrelas farão brilhos de advertências
Criando sinais significativos de alerta
Para iluminar-me na tua voz de rouxinol.


Olharei assim teu corpo, um poema, o meu farol.
Teu título à luz que me instiga no fluir da vida
Girando meu ser em uma aliança indestrutível
A sentir pleno na euforia da poesia inextinguível...

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®


Outono Inconseqüente...



Outono Inconseqüente...

Admito o sentido latente da realidade...
Assim deveria acontecer o imprevisível surgindo do nada...
O presente se vestindo de antigos presságios...
Fazendo parte do caminho o despojamento das esperanças.
O futuro é livre, apenas o vagar dos inesquecíveis desejos.
Como na noite, as estrelas escondem a voz das palavras...


O vento traz a resignação sob a vontade do destino traçado
A luz ainda faz sombras, manobras no meu pensamento
Uma arqueira não cai, observa o brilho dentro de si mesma...
A insolubilidade das ações forja escudos sempre
Na caminhada importa as flechas com a cor da criação.
O olhar do silencio revigora com sílabas da nostalgia...


A realidade absurda, na porta dos sonhos desenha segredos.
A palavra é viva tingindo na minha pele a cor do deserto.
Quando a própria busca alcança a tenda no meu oásis
A tua sílaba é colada nos meus seios uma a uma;
E sempre com a medida das tuas mãos
Enquanto meu ventre reflete primícias para saciar o teu corpo.
As sensações são como as tempestades, quando envolve as dunas.


Nas minhas bordas estão descritas os mistérios da paixão.
Olha as minhas mãos e veja a percepção como me aquece
Quando tuas palavras me abraçam sem pedir... E teus beijos
Explora a minha essência, você me conhece como a noite...
Reconhece na palma do alfabeto do verso o dom do amor.
Escondidos no ventre da poesia em um outono inconseqüente.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®






Em um instante estou te amando...


Em um instante estou te amando...
 
Eu falo onde deixei o meu sentimento...
Na planície das ilusões do enternecimento,
Onde o tigre duelou ao florescer a açucena,
Onde sonhei ir e voltar feito águia serena.


Andei nas estradas com tua alma ausente.
Coloquei o meu oráculo na porta da frente,
Na jornada fiz o caminho que devia, sem ti...
E em silencio me olhei e vi o que bem vivi.


Agradeci na saudade a força do amor perfeito.
De mirra romântica me ungi para teu acalanto,
Da luz da aurora ao azul noturnal, segui recordando...


Quando inspiro o ar do Bem Maior em quietude,
Sou a palavra calada, na vastidão da solitude...
Entrego-me ao alaúde, em um instante estou te amando...

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados

Sombra ao Luar


Sombra ao Luar


Se me olhares quando o sol nascer
Verás que sou sombra em teu viver
Sentirás o meu inspirar como gotas
Exalando cantigas no teu peito soltas.


Se me olhares quando o sol partir
Verás que sou transparência a florir
Sentirá em ti um beijo ancorando
E nas sombras palavras segredando.


Mas quando me olhares com o luar lacete
Estendido em tuas mãos o doce recordar
Verás que por amar ,o silêncio só se repete.


A música silente na partitura sem fim
É a minha saudade que vou te lembrar
Sombra inquieta como perfume de jasmim.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®


O Silêncio me Escreve




O Silêncio me Escreve

Olho no arco azul ao meu mar perpendicular
O nascer do sol  nas laterais está a ondular.
Respiro a brisa e me deixo levar como um navio
Nas águas navego sentindo a corrente do desafio.

Visualizo as borboletas na passagem do arco
No ritmo das suas asas desliza o meu barco
Tão perfeitas as monarcas ao voarem sem revolta
Entregando seu labor sem nada esperar de volta.

Acaricio a água deste mar tinta de pétala azul
Sinto nas ondulações, emergir a paz da clara luz
O silêncio me escreve com a pluma do desanuviar.

Reitero e revejo meus caminhos vendo as direções
Em momentos assim me acalmo com a voz da imensidão
Que me traduz no coração a esperança divina a me governar.

Marli Franco
 Direitos Autorais Reservados®






8 de Março - Dia Internacional da Mulher -


Parabéns
 para todas as Mulheres !


Que este dia seja rosa felicidade
 para todas meninas ,
 jovens ,
adultas ,
 maduras
 e sábias.




Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®

Notívago


Notívago

Era noite quando resolvi aparecer
As estrelas já estavam na calçada
O silencio circulava o doce lazer
Na cadência da verve acetinada.

Sem barulho para não comprometer
Notívago teus olhos me seguia
Pediam, instigavam um só querer
Eu me escondia e você ascendia.

Um pedido esbarrou na minha mão
Bem versado encostando-me ao chão
Eu no silencio para o céu confirmei.

Que um raio, atingiu-me com empolgação
Acabei sendo chuva na solidão do trovão
Era eu e você, com saudade te relembrei...

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®

Mulher e o Trabalho


A Cocada

A cortina desce no palco da vida
No asfalto gelado surge o inesperado
A encenação traz o personagem central
A mulher de saia de algodão e chapéu branco.
__Olha a cocada!
__Quem vai querer?


Na platéia, a ventania é o público principal
Observa o desenrolar da dramaturgia
As cadeiras em silêncio permanecem
Na coxia a solidão faz companhia à noite.
__Olha a cocada!
__Quem vai querer?


As máscaras no palco estalam atuando
A mulher vai cantando na rua comprida
Gira nas mãos a forma que a lua ilumina
Solta o personagem notas da música
A mensagem que vibra encantando o espaço...
__Olha a cocada!
__Quem vai querer?


As casas sentem o pulsar da ventania
Leva mulher o drama deste trabalho
Levanta a bandeja reluz a cocada
Mostra alma clara de luz à porta que abrir
Agradece sorrindo para o não ou para o sim...
__Olha a cocada!
__Quem vai querer?


Os pés pesados soam no asfalto do palco
O avental branco brilha em cima da saia
O sorriso é reflexo dos cristais de açúcar.
___Olha a cocada!
___Quem vai querer?


Tempo de prosa alegre no meio das vendas
Vai traçando os laços corrente da vida
A rua vai marcando suas idas e vindas
Na pele vincada das lutas em rugas.
__Olha a cocada!
__Quem vai querer?


Desce a cortina quem aplaude é a ventania
Na noite azul some na esquina a melodia.
__Olha a cocada!
__Quem vai querer?


Voa a solidão em velhice desprotegida
No final vazio da encenação falida...
__Olha a cocada!
__Ninguém vai querer?

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®