"A minha escrita permeia sentidos românticos,
restaura a solitude e acolhe a beleza da vida
para ser-te Poesia."

Marli Franco


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Encanto da Solitude

 





Encanto da Solitude

 

Esperei a voz do amanhã me acalmar, aquela que murmura nos bambuzais e traz para mim o encanto da solitude.

A solitude me faz regressar ao   caminho, no compasso das notas da minha alma, o passeio no tempo em que eu estou de mãos dadas com a minha suavidade.

Esperei a voz do amanhã, a voz do sol aquecendo os meus pensares. Esperei o vento despertar as margaridas plantadas no beiral da jornada, para honrar o sol do livro silencioso nas vertentes da minha poética interna.

O presente faz acrobacias nas chuvas ou no sol, no inverno ou no verão e perpetua todos os efeitos nos campos vastos da saudade sem se importar com os brocados das emoções, tudo fica arquivado nas estórias das estantes.

E assim no futuro os papeis se transformam em lembranças. Então ali se transmutam em pergaminhos preciosos que serão em algum momento, em rodas de celebração despertados como estórias das estantes.

 Enfim onde serão relatados como momentos dourados de um tempo precioso da jornada.

 

Marli Franco

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Haikai -205 Dia Ensolarado

 



Haikai -205

 

Dia Ensolarado

 

No céu segue a íris

Viajando no acaso

Perde-se no azul.

 

Marli Franco

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Haikai -204 Imaginação


Haikai -204

Imaginação

 

Imagina   arte

A tela espera o pincel.

 No avesso a foto.

 

Marli Franco

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O TEMPO QUE O VENTO LEVA

 


O TEMPO QUE O VENTO LEVA

 

Os ponteiros andam sempre com pressa de marcar o vento que passa.

 Os ponteiros das gerações e seus conflitos, dos arroubos da juventude que chocam com as mechas brancas.
Os ponteiros das grandes épocas em contraposição com as grandes guerras, com as grandes catástrofes, as desastrosas epidemias e as grandes descobertas.
Os tic...tac vão andando sem se alterar, pois o mundo não para tem de caminhar, fazer uma nova história, traçar neste presente e ser um dia de época no passado comentada no futuro seja boa ou ruim.
O tic..tac dos homens rola, o planeta transforma a essência da vida que escapa do controle da razão e bate de frente com a intolerância que aniquila a própria vida.
Os ponteiros continuam , o calendário vira, a economia do mundo aterroriza e os indivíduos se arrastam na sarjeta e outros....Lambem os palácios.
O tic...tac continua...O mundo também os homens aprendem e esquecem tudo novamente pois a memória é caixa de esquecimentos.
Mas o tic.. tac continua, continua... Na esperança da criança, na energia do jovem, na insensatez do adulto, na sabedoria do velho.
O vento só para o tic...tac quando o amor acontece, mas o momento é tão efêmero que o homem o perde e o tic..tac volta a reger as horas do tempo presente.
No começo deste texto o pensamento já virou passado e quando o ponto final tocar no papel será o futuro que estará na porta do tempo que o vento levará.

Marli Franco

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A Flor de Lótus e a Poética


 

A Flor de Lótus e a Poética

 

Na humildade do lodo ela surge com beleza inigualável.

Perfeita fica submergida na noite nas águas e ao raiar do dia aparece bela, tranquila inatingível com sua virtude simbolizando a pureza e vida longa.

A poética sinto assim que fica submergida nas águas profundas da alma. A inspiração consegue trazer na superfície a Poesia em momentos raros quando o silêncio reina no cenário e se ouve apenas e unicamente o canto da lira.

A poética surge submergindo das águas deslizando nos versos ileso e abrindo suas pétalas em rimas deslumbra a folha branca com sua intocável beleza.

A flor de lótus e a poética possuem a beleza intocável uma é divina ficamos sem palavras, a outra a inspiração cai nas mãos humanas, mas o seu berço também é na luz divina.

Marli Franco

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Folha de Amor

 


Folha de Amor

 

Quero desenhar na folha do amor a força da versatilidade inspirativa do bambu nos títulos das criações.

Quero no tom do coração exercitar a voz verde da flexibilidade dos versos nos bambuzais da vida,

Quero nas sombras das texturas da folha de amor fazer o degrade da resiliência poética.

E assim no vão oco do bambu transmutar a folha da paixão com força e ali arquivar a minha poesia com sua natureza esquecida no tempo do meu pensamento inquieto.


Marli Franco

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Xadrez


 

Xadrez


Xadrez na toalha da mesa
Que estende o orgulho fugaz
De um rei no tabuleiro errado
Comandando o jogo sem espetáculo.


Os súditos ajoelham-se no seu manto
Lançam suas vozes nos diversos cargos
Da rainha ao bispo, a escória do mundo
Da torre ao peão na roda às avessas
Efêmera ilusão no poder do ouro .


E o tabuleiro gira e move a vida
Troca movimentos no curso dos quadrados
Nos pretos e brancos avançam e retardam
Na corrida do nada, os cavalos se atropelam.


Dobra o tabuleiro no teatro fechado
O destino levanta a toalha no vento
No xadrez das batalhas oníricas
Das peças todas marcadas na vida.
Xeque-mate...vence a prepotência.

 

Marli Franco

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Silencio


 

Silencio


Quando o sol desperta meu amor sem aviso-me entrego a luz sem reservas e cubro-me com o edredom da paz.

A natureza mais íntima em meu jardim desperta desejos de comungar o equilíbrio e me harmonizar como o canto dos pássaros deslizando no ar.

Nos momentos desta paz olho os meus desejos e noto que são tão simples como o vento, quando brejeiro   toca as folhas do outono as fazendo navegar na brisa.

A natureza com seu rumo perfeito que perfuma a vida em um equilíbrio notável me chama com seu canto contemplativo.

A minha bússola precisa ser direcionada novamente, o meu olhar necessita organizar para seguir adiante sem desvios; com o silencio nas mãos e os lábios livres apenas para plenitude poética.

Que o sol ao me despertar seja a luz que me aquece no cotidiano, fazendo-me trilhar nas asas da harmonia em sintonia com o cosmo.

Marli Franco

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Partitura das Tuas Mãos

 



Partitura das Tuas Mãos

 

Quando te encontro és música

És meu momento

Salto as horas e chego no azul do céu

Vejo peixes nas nuvens e estrelas no mar

E sei sentir teus braços em minha cintura

Colocando o anel das ilusões.

A música é assim ...

A música é a partitura das tuas mãos...

 

Quando te encontro és música.

O teclado salta nas águas do mar

Deixando pétalas de sonhos na espuma das ondas

E das nuvens voam desejos em formato de corais

Enquanto você rouba beijos nos meus lábios

Selando segredos assinados

Nas palavras estreladas.

A música é assim ...

A música é a partitura das tuas mãos...

 

 

No final somos constelações

Nas linhas da melodia

Feito almas silentes na fonte do Uno

Consciência do Amor na luz.

A música é assim ...

A música é a partitura das tuas mãos...

 

Marli Franco

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Horas

 






Horas


As horas nas minhas mãos

Vazias se ajeitam como gatos ao sol

Esperam junto de mim

O silencio...

 

As horas nas minhas mãos

Ficam assim como um piano

No final de tarde

Dedilhando o inverno ensolarado.

 

As horas voam das mãos

Levam os momentos esquecidos

Nas pausas da tarde

Perdidos nas agitações...

 

As horas voam das mãos

Desejando as claves do piano

E assim, só assim encontrar

No silencio da mente

Nas notas da alma, a voz da Poesia.

Nas horas esquecidas nas mãos...

 

Marli Franco

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Arte Visual -Marli Franco

A Viagem


 

A Viagem

 

Olho as pétalas que caem

Na fluidez o rio as atrai serpenteiam

Com os encantos das viagens distantes

Delicia-se a pétala nas águas amantes.

 

Os braços de águas longas invocam

O novo mundo as pétalas provocam.

Os abraços do rio nas águas inverneiras

  Torna a viagem bela da cerejeira.

 

Um momento da hora sorrateira

O vento rompe como algoz a viagem

E a pétala cai na terra, sua estalagem...

 

E assim no círculo natural se deslocam

A natureza se expressa viva e bela

A cerejeira no rio germina singela.


 

O amor se renova na criação festeira

Divina é a luz do rio e da cerejeira.

  

Marli Franco

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Arte Visual -Marli Franco


Haikai 202 Tranquilidade

 

 






Haikai 202

 Tranquilidade

 

Prepara o belo

Enriquece na mente

O detalhe, a paz...

 

Marli Franco

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Haikai 201 Contemplação

 





Haikai 201

 Contemplação

 

Um tempo no sol

Ouro simples e único

Contemplar viver.

 

Marli Franco

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Momento Contemplativo


 

Momento Contemplativo

 

Um momento qualquer destes onde andamos com nós mesmos de mãos dadas com nossa alma.

A consciência serenando e a paz envolvendo como um vento suave, mostrando nosso íntimo em uma escuta com novas linguagens.

Se o vento trás cartas dos mundos distantes, olho a pedra com seus contos revelando os passos de tantas criaturas que passaram em sua frente.

As figuras nem sempre são de linguagem, assim como as palavras são poucas para revelar o cosmo e sua imensidão.

Um aprendiz quer voar   com o olhar da coruja 360 graus, já deixou a águia descansar na biblioteca do coração com muita gratidão. Sabe-se bem que quando precisar a águia vem em suas mãos alertando o brilho do sol e o mergulho certeiro na terra.

 O momento do agora é como uma clareira, um olhar panorâmico da coruja a alma necessita, para continuar o aprendizado nas linhas do silencio   encontrar a voz da sabedoria.

O caminho é longo, exigente e abrangente.

A escola é como um pomar repleto de árvores alçando o céu.

O conhecimento nesta escola é inusitado, as palavras estão no perfume da natureza e as folhas dos livros são as águas da fonte irrigando o pomar.

Os meus pés estão descalços, minha voz se recolheu eu vi a pedra repleta de folhagens, vi ao balanço dos bambuzais contando as belezas que não são visíveis por não ter palavras para expressar.

Escutei os pássaros enquanto uma flauta distante sussurrava o canto entrelaçado de pausas ao amanhecer do silencio.

O momento foi assim, deixando um aroma de inverno com as cores rosa do ipê e alegria da araucária ansiando tocar o céu.

 

Marli Franco

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Luzes Paralelas

 



Luzes Paralelas

Acervo da Usina -29/01/2008

 

Ontem a luz era uma pira eterna

Tua boca consagrava o amor em meu olhar

Não havia linhas paralelas éramos um ângulo

O côncavo e o convexo, duas palmas em sintonia.

Dois olhares no mesmo percurso

Os teus pés e os meus, a tua voz de beijos.

Os meus beijos em tua boca de voz.





O mar quando se estendia em meus cabelos

Naquela primavera dos teus desejos e sonhos

Sob tuas mãos de vento agitavam-se os fios

Sob teus beijos se moviam como ondas ao sol

Os lábios da areia enciumados gritavam

Brilhavam assim cristais de lasciva paixão

Enquanto eu interna sorria teu nome

No centro do meu incontido coração.





Não posso soltar meus laços.

Perdão...

São sempre teus abraços, lançados através do vento

Trazidos das estrelas que vagam na noite

Fazendo um correio de luzes para chegar até mim.

Amo-te assim...

Hoje não é mais o ontem eu sei, é o eterno agora;

Como sei...

O mesmo eterno que invoca e envolve nosso amor

O hoje, onde tuas mãos são paralelas as minhas.

E meus pés seguem sem te acompanhar

A minha estrada é teu olhar brilhando

Na saudade do meu coração.

A tua voz vem sempre soando, murmúrios do mar

Canções dentro de mim que abraçam feliz

Minha alma quando grita teu nome

Luz do meu sentir...

Poesia que flui assim, simples de mim para ti...

 

Marli Franco

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Intocáveis Sentidos


 

Intocáveis Sentidos -


Exala o sentimento no aroma das espumas e se diluem
No calor da areia dos pedidos teus que enlouquecem
Na invariável abarcada do teu reino no título constato
Flutuando na correnteza as mãos temporais do abstrato.


Sigo a frequência de sal das maresias dos teus costumes
Nos lábios o tom dos corais vibra na voz dos cardumes
Sustenta-me teu abraço como rochedo de recifes coloridos
No reverso da alma volátil atinjo teus intocáveis sentidos.


Na carruagem de Netuno sou passageira do escuso percurso
Transporta-me ao inconfundível tom das tuas temperanças
Mergulho em silencio, nos beijos de ondas em um ato recluso.


Sinto a percepção do teu viver na minha pele pérola, tateando.
O infinito da entrega azul real nas veias das tuas lembranças
Percebes como no mar vivo, em uma concha te eternizando...

Acervo -Marli Franco - Usina das letras -- 06/12/2005

 

Marli Franco

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Relíquia

 


Relíquia

Acervo Usina de Letras 10/03/2006

 

Deixo meus cabelos enroscando em teu inconsciente
A música do id sublima os sabores da libido abrangente
Deslizando salivas de ambrosia nas asas da fertilidade
Enroscando minhas pernas conscientes na tua vontade.


Deixo tua imaginação perambular fantasias nas imagens
No meu ventre tuas mãos fazem títulos em tatuagens
Inscreve meu ser de Vênus a lira das tuas sementes
Tremores exultantes nas mãos dos teus ais presentes.


Em tuas páginas a lira toca claras sinfonias primas
Adormeço no teu peito sob a manhã que nos visita
Sentindo teus braços alisar meus quadris em rimas.


Então tua boca de siglas se torna meu livro dourado
Na noite e no dia a minha relíquia de pregações infinitas
Onde decoro teu corpo sucumbindo ao amor celebrado...

 

Marli Franco

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Arte Visual -Marli Franco

Balada da Solidão



Balada da Solidão

Acervo da Usina de letras-- 01/11/2008

 

Viaja na volta dos meus mais secretos momentos
Lá onde tua mirada canta notas em juramentos
Os horizontes dos dias inacabados sempre lembrado
Lá onde o céu faz uma cortina de alegria do passado.



Viaja na cor dos meus olhos, sem ver meu pranto.
A ausência estendida na cor nebulosa do meu manto
Sinta o vento perambulando nas asas da nossa alquimia
Perdão minhas lágrimas, sentinelas da minha covardia.


Olha na janela a condução é ritmo de uma balada
A estrada apresenta noites e auroras fragmentadas
Os sentimentos escondidos na bagagem da recordação.


Olha a primavera um turismo do meu sentimento
Pergunta para os canteiros dos conhecimentos
Qual a passagem que revela a música da solidão.

 

Marli Franco

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Arte Visual -Marli Franco

 

Luzes Paralelas

 



Luzes Paralelas

29/01/2008


Ontem a luz era uma pira eterna

Tua boca consagrava o amor em meu olhar

Não havia linhas paralelas éramos um ângulo

O côncavo e o convexo, duas palmas em sintonia.

Dois olhares no mesmo percurso

Os teus pés e os meus, a tua voz de beijos.

Os meus beijos em tua boca de voz.




O mar quando se estendia em meus cabelos

Naquela primavera dos teus desejos e sonhos

Sob tuas mãos de vento agitavam-se os fios

Sob teus beijos se moviam como ondas ao sol

Os lábios da areia enciumados gritavam

Brilhavam assim cristais de lasciva paixão

Enquanto eu interna sorria teu nome

No centro do meu incontido coração.




Não posso soltar meus laços.

Perdão...

São sempre teus abraços, lançados através do vento

Trazidos das estrelas que vagam na noite

Fazendo um correio de luzes para chegar até mim.

Amo-te assim...

Hoje não é mais o ontem eu sei, é o eterno agora;

Como sei...

O mesmo eterno que invoca e envolve nosso amor

O hoje, onde tuas mãos são paralelas as minhas.

E meus pés seguem sem te acompanhar

A minha estrada é teu olhar brilhando

Na saudade do meu coração.

A tua voz vem sempre soando, murmúrios do mar

Canções dentro de mim que abraçam feliz

Minha alma quando grita teu nome

Luz do meu sentir...

Poesia que flui assim, simples de mim para ti...

 

Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®