"A estesia onde a palavra floresce na vertente livre e lírica."
"A minha escrita permeia sentidos românticos,
restaura a solitude e acolhe a beleza da vida
para ser-te Poesia."
Marli Franco
©Marli Franco. Todos os direitos estão reservados. All rights reserved. DO NOT COPY.
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A Miragem no Vento Contra -alísios
A miragem que tenho vai além da textura do teu papel.
O sol brilha no deserto agita qual verão, fogo de babel.
O meu sorriso se estende na areia árida, arte para aplicar.
No íntimo o brilho sensorial , um decalque do teu olhar.
O deserto me chama fico cósmica, fractal carmesim, intensa...
O calor que vem do ventre da terra possui a perícia suspensa.
As minhas mãos são luvas de água para tua boca uma enseada.
Acaricia tua face de beduíno,o Oasis e a tenda ventura apurada.
Como as flores de tâmaras vou agraciar em Amor ao te receber.
Um toque silvestre a ilusão nas dunas do interesse para te acolher.
No caminho, deixo na tempestade de areia, a música do alguidar .
Ao entrar na tenda vai notar a sensação e a doce quietude...
O meu aroma envolve o teu sentir em ondas na tua solicitude.
No tapete sou a miragem, teu corpo em chama vem hidratar.
O meu eu é silencio em inquietude de ventos contra-alísios...
Entre meu muito e pouco existem fractais em prelúdios.
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®
Moda
Saia curta e pensamento comprido
Moda vazia e tormento do orgulho
Pressão visual peça inacabada
Tecido desbotado fere a pele
Passo sem dança mecanizada
Hora das vestes acorrentadas
Estrelas ausentes em tempo irreal
Passarela sem foco liberal
Platéia espreita sem jeito na noite
Foco absurdo esmaga e desfarela
Na saia justa moda sob medida.
Luz da Natureza
A Cisne
Desejo que me arrebata...
Quando o luar chega assim tão de surpresa
Fazendo-me noite, revivo o sentir da sutileza
De voar em círculos de estrelas ao teu redor.
E depois te rodear com os beijos do meu jeito.
Quando o luar chega tão arrochado em essência...
Da tua boca fico saudosa dos beijos de excelência,
O meu corpo todo riscado em tuas mãos refeito.
Então você surge, assume e carrega-me do teu jeito.
Os momentos ficam tão líricos em nosso olhar.
Uma noite em consonância, o cosmo a brilhar.
Estendida sobre teu corpo, inspirada tal cascata.
Olho nosso jeito, tão único e perfeito os abraços
No final estou no aconchego dos teus braços.
A tua estesia revela os desejos e me arrebata.
Marli Franco
Desejos de Florada
Desejos de Florada
Eu queria este teu jeito assim, juramentado de amar.
Um jeito deste, faz sonho virar luar e luar virar o mar.
Faz a noite se perder suave, nas sílabas da madrugada...
Faz os lençóis amassarem palavras , desejos de florada.
Eu queria o momento talvez, um só segundo e apaixonar...
Não mais que isso,o relógio poderia hora tardia continuar...
Eu também seguiria a rua ,com meus passos na voz calada.
E minhas mãos pálidas ,sem esperar , aplaudindo o nada.
Mas o meu desejo dispersa, no volátil arsenal do segredo.
Foge como o relógio girando no círculo,ponteiros do enredo...
E o meu carmim desejo em ti, fica preso na haste do luar.
O meu coração vive assim, como as ondas em cadência...
Como as espumas tão claras , beijando a saudade na areia.
Depois tudo passa,olho a onda, vejo na ilusão o olhar do mar.
Fagulhas da Essência
A tarde o piano me fala em pausas e sussurros,eleva-me em descuido...
O meu eu se aproxima da clave de sol, mas em um dó escapa fluindo...
O si me suplica, que lá fora cai o sol vem a lua e adormece o girassol.
Não sei ...Mas em prata fico estática, no meu ostracismo de uma nota sol.
Perder a lembrança do dia, disciplinado na nota de uma flauta...
Ou o sol ainda anseia, ficar mais um pouco e ter na pauta a lua...
A lua só deseja beijar, a nostalgia na noite, em dó como fagulhas.
No final da tarde, a vontade em si é mergulhar no mar da essência...
Nu o sol aquece as ondas , mostra em fá para lua sua exuberância...
Deixa o mar bravio, com a ousadia de ferver as ondas sem rubor .
Netuno vem guiar no final da tarde, sem preâmbulos de mi a tocar...
Mostra que é o deus das águas ,em lá maior coloca tudo no lugar.
O sol se vai quando a noite cai; a lua vem brilha a prata sem dó menor...
Doce Rito
No Lamento de um Tango
Conto * A Guardiã dos Livros e o Conde -- Capitulo II- O Condado
Capitulo II- O Condado
No século do âmbar no ano da gema 1 assinalava o tempo no relógio de ampulheta...
O dia amanheceu silencioso no meio das ervas daninhas,o passo leve da sabedoria da guardiã do condado não tinha pressa era calmo.
Os pensamentos queriam correr , mas ela colocava temperança e a cada passo as ervas daninhas transformavam-se em lírios sorrindo ao sol.
Um dia de renovação.Mudanças no condado ,novas regras a serem lançadas e a vida continuaria igual , mas um novo caminhar mudaria toda cor da luz e a guardiã Gema também mudaria, sabia por instinto que renasceria.
No centro do condado havia o castelo do Conde. Um personagem enigmático que andava sempre com um séquito de admiradores,ele caminhava por todos os lugares querendo sempre saber a plenitude da vida no povoado e sobre suas propriedades.
O Conde na sua nobreza tinha olhos perfeitos de um gavião ,mas na alma era como um narciso à beira do lago.
Ele acompanhava o passeio de Gema, olhava mas logo seguia seu passo dentro das botas da realeza .
A guardiã observava quem seguia os ensinamentos da cura, as que cuidavam da organização do condado, quem fazia os inventos alimentares , o armazenamento da comida, a colheita e o plantio, a água e todas necessidades para vida ser sustentável. Haviam muitos aprendizes para tudo ficar em equilíbrio bastava um olhar silencioso e amplo para ver que o condado desde a chegada de Gema seguia um rumo bem melhor e com certeza isto estava a olhos vistos até mesmo para o Conde...
O Conde tinha o dinheiro em seu mundo e lá a guardiã não chegava mas observava bem sua caminhada nas ruelas do condado, seu passeio quando descia do castelo era sempre obscuro,havia intenções subiliminares e elas chegavam em palavras cortadas junto com o séquito que se arrastava ao seu redor.
Mas nada disso importava a não ser o dia silencioso quando ela voltada para si , seria levada para o seu mundo real, pois este não lhe dava o sustento para a vida na total existência.O condado era só um descanso assim como o Conde era um mito para ser apreciado apenas...
Enquanto isso a guardiã Gema tinha que ficar centrada ,pois as pedras místicas realizariam a transmutação e mostrariam sua ira caso o destino não fosse acertado.
Conto * A Guardiã dos Livros e o Conde -- Capítulo I – A Biblioteca
O condado ficava bem escondido na biblioteca do centro, e o tempo lá era bem diferente do tempo em nossa dimensão. Lá no século cor de âmbar e o ano gema 1.
A porta para entrar neste mundo ficava atrás da coluna dos livros dos pensadores ,era só encostar a palma da mão pintada de azul que a porta se abria como uma janela ao sol ,a luz irradiava e tragava para dentro quem ali estivesse.
E assim começa nossa estória com uma trabalhadora da biblioteca , sem muito pensar a nossa personagem , que enquanto limpava os livros esqueceu de limpar a própria mão quando usou de uma caneta na recepção da biblioteca.Gostava do seu trabalho e como havia visto o relógio assinalar seu atraso saiu correndo limpar os livros antes que o tempo fugisse do seu controle.Sem nada saber , a não ser que amava sua profissão de bibliotecária tomou um golpe do destino quando os livros se abriram e a sugaram para dentro do condado.
No primeiro momento o pânico surgiu, depois sua linha pratica de ordem foi verificar o que estava acontecendo e tentar resolver a situação.O seu nome era Ameg e no instante que adentrou neste mundo reverso percebeu que em primeiro lugar ela recebia o novo nome: a guardiã Gema( seu nome era um anagrama) e nada podia fazer pois o nome foi tatuado em seu pulso assim que caiu dentro do condado.Uma tatuagem em forma de pulseira em cada gema uma letra.
A sua roupa também foi alterada, estava enfiada nas roupas cheias de detalhes como uma perfeita guardiã com símbolos de fênix em dourado . Ameg se viu girando e assumindo as tarefas rotineiras zelando pelo povoado.
No ângulo real ,fora do condado, tudo continuava parado no tempo , a guardiã descobrira que o condado nada mais era do que uma fuga de pensadores , para um mundo imaginário onde a existência poderia tirar férias e ficar experimentando soluções inviáveis.E assim ela também poderia tirar estas férias e como precisava então porque se privar se até os pensadores se deram a este prazer...
Direitos Autorais Reservados®
Diluindo em saudade...
O céu é de algodão doce.
O céu é de algodão doce.
Noturno
Se você pudesse, me ver no agora...
Crepúsculo da Emoção
A Estese
Fabela...O Lago e a Lagarta --
Fabela - O Camelo e a Borboleta
Apuros de Penélope*M* I
Lá vou eu...
Coloco-me embaixo do guarda-chuva
A minha insensatez cabe bem entre as varetas
Um bem bolado se faz preciso
O meu momento é um desatino...
Olho no final da avenida e lá vem
O vento trazendo a chuva forte enquanto
O mesmo gato da crônica passada se aproxima
Interessante, muito interessante.
Ele gosta do verão e de andar,
Andar com seu passo pesado.
Onde está este infernal ônibus,
Apareça antes que o gato chegue.
Por milhões de formigas,
Queimando no mármore dos infernos,
Onde está o meu ônibus...
O gato vem chegando
E novamente na lembrança
A crônica me acusando...
A minha insensatez
Rasgando a barra da minha saia
Com a vareta do guarda-chuva.
O gato deve estar como um Lorde.
Sim, é verão o Lorde está na sua imaginação.
Eu nem quero ver...
O ônibus chegou, ufaaa...



















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