"A minha escrita permeia sentidos românticos,
restaura a solitude e acolhe a beleza da vida
para ser-te Poesia."

Marli Franco


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Ata das Açucenas

 





Ata das Açucenas

 

Quem és tu Imperador do Luar?

Que chega com os sonhos da açucena para embriagar meus pequenos canteiros fazendo sombra sobre as abas dos meus desejos.

Quem és tu Imperador do Luar?

Que imprudente chega com os anéis de saturno nas mãos cor macia da rosa. O mesmo Imperador do Luar que brincou com meus cabelos no silencio brejeiro da noite. O mesmo Imperador do Luar que me impediu de ver o sol raiar segurando-me nos braços esculpindo minhas sensações com palavras de amor desajuizado.

 

És tu Imperador do Luar?

 Que brincas de saltitar em meus versos criando sonhos floridos, lembrando-me as plantações de açucenas na alegria da minha alma. Que faz as minhas rosas da poesia alastrarem perfumes rosicler nos seios da minha escrita.

Se és tu...

 Deixas os sonhos formarem nuvens rosicler nas escadarias do rio, ao lado dos jardins das brancas açucenas da minha vida.


Marli Franco

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Voz da Fantasia









 Voz da Fantasia

 

Em um momento

Senti a voz da fantasia

Perdi a noção do chão

Apaguei a fala da aridez

Nas solas do pensamento

Enveredei nas curvas

Da solitude.

 

 

O sol pousou na minha alma

As baleias das nuvens sorriram

Germinaram flores no céu

Senti-me fada

Tocando as estrelas

Com as canções da harpa.

 

Se perdi a noção do tempo

Não sei, talvez tenha perdido tempo...

A verdade é que a imaginação

É uma pena de pavão

Nas mãos errantes

De um sonhador.

 

Fim de tarde

O sol aqueceu-me docemente

Na generosa quietude.

 

Marli Franco

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Haikai 189 As mãos II


 



Haikai 189

As mãos II

 

 As mãos errantes

Sorriso doce é beijo

Flores que restam.

 

Marli Franco

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Haikai 188 * As mãos I

 




Haikai 188

 

As mãos I

Mãos errantes

No rio da temperança

Chove na alma.

 

Marli Franco

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Haikai 187 Flor do Amor



Haikai 187

Flor do Amor

 

 Açucena é canção

É pureza e saudade

Perda de um Amor.

 

Marli Franco

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Haikai 186 * Açucena de Apolo

 




Haikai 186

Açucena de Apolo

 

Alusiva a Apolo

Enfeita altiva as estações

Nobre açucena.

 

Marli Franco

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Haikai 185 * Flor do Imperador


 

Flor do Imperador

 

Quem é inspirador?

Bela e altiva açucena

Flor do Imperador.

 

Marli Franco

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O Amor e as Açucenas


 

O Amor e as Açucenas

 

Deixarei o Amor com a tua magia se expandir na minha poética com seus braços e abraços, trazendo ramalhetes das açucenas para me fazer sorrir e encantar. 

Deixarei o Amor surpreendendo-me, nestes vagos momentos do crepúsculo avançando no céu seduzindo o azul de lilás, decantando assim a sua chegada com as nobres açucenas em cores diversas para embelezar com elegância os vasos da escrivaninha da poesia. 

No cair da noite quando céu se preparar para receber os Poetas vou deixar as açucenas no beiral das páginas para receberem o orvalho que o Amor salpicar no firmamento.

E ao olhar as estações dos versos entenderei que o perfume recebido veio de um descuido do Olimpo quando um sorriso meu caiu sem querer nos braços de um jardim, que tem relacionada a açucena florindo nas estações do planeta.

 

Marli Franco

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Ponte das Horas

   
 

Ponte das Horas

 

Os instantes se perdem nos dedos das estrelas

Que nas horas versejam a noite dos meus olhos

E assim vem a lua iluminar os sonhos andarilhos

Quando me cativas entre as ruas das procelas.

 

No tempo pretérito das tuas mãos navegantes

Soltam palavras nos balões para o céu cobalto

Coloridos prendem minha imaginação no alto

Do teu abraço que oferta desejos alucinantes.

 

O silencio acorda a noite com tua voz sedutora

Vem seduzindo-me no apaixonado conto das horas

Com o desejo flamejantes singra meu corpo rendida.

 

Nos segundos rosecler fazem a ponte dos amantes

Lá onde é o fim da noite e a aurora das canções errantes

Maestra as cerejeiras alongando nossas despedidas.


Marli Franco

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Haikai 184 * Saudade


 

Haikai 184


Saudade


A janela olha

O vento traz saudade.

Passos do inverno.

 

Marli Franco

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Haikai 183 * Frio

 


Haikai 183

Frio

 

A elegância faz

Vento e chuva se amarem

 Discretos no   frio.

 

Marli Franco

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Haikai 182 * Enfeite


Enfeite

 

Belas no jardim

 Floradas do manacá

Enfeites no frio.

 

Marli Franco

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Haikai 181 * Neblina


 

Haikai 181

 

Neblina

 

Vidraça opaca

Escorre a cor neblina

Alma do inverno.

 

Marli Franco

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Vagão do Vento

 



Vagão do Vento

 

Peguei o vagão do vento e me deitei na viagem

Perguntei se tinha horas? O vento negou...

Perguntei se tinha estações? Ele também negou...

Então relaxei... E ele se aproximou...

 

Tocou meus cabelos e beijou meus lábios

Então me disse em toque de segredo

Que também não tinha saudade...

Nem a engrenagem da solidão...

 

Sorri nos braços volantes do vento

Adormeci e imaginei fora do tempo

Não houve ilusões... Nem sonhos...

Apenas sensações e caricias vagantes...

 

O vento trouxe da planície um doce perfume

Inebriada senti o prazer em um queixume.

De estar assim a sentir o vagar extenuante

Da voz do vento em mim extravagante.

 

Marli Franco

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Supostamente Vulnerável ...




Supostamente 

        Vulnerável...

 

A tua presença evoca o rochedo dos nossos esponsais.

O meu mundo uma fortaleza, nas intempéries ocasionais.

Hoje o meu universo é delicado, ao alcance do inesperado.

Um sopro do vento chega dando o sustento bem desejado.

 

 

Se em teus braços sentia-me protegida com tua guarida

Hoje meu ser é apenas uma folha voando à deriva.

Enquanto tua presença era coluna amparando

Hoje longe pode ver, a insegurança sempre rondando.

 

 

O tempo já passou, mas sei que ainda me sustenta.

Quando o medo me assola, é recordando teu abraço.

Que estremeço sentindo o amparo envolvendo o espaço.

 

 

O inverno passou, não mudei, apenas te guardei em mim.

Quando os temores me amedrontam, aconchego em ti.

Recordo e busco socorro lá no dia que contigo vivi...


Marli Franco

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A Rosa e o Espinho


A Rosa  e o Espinho.

 

 

A rosa declara

Nos corações das estações

O espinho sangra.

 

Oferta as rosas

Perfume e tanta beleza

Desafia o espinho.

  

Bela é a rosa

Ninguém nega o fato

Declara o espinho.

 

O fato é certo

Plenos fazem estória

No caule da vida.

 

Marli Franco

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Miragem no Portal da tua Íris


Miragem no Portal da tua Íris

 

Te olho como as estrelas olham a terra, como se a noite não tivesse fim e meu coração fosse em ti emergir.

Te olho como se fosse as ondas do mar, quebrando na areia, mas antes te envolvendo em um abraço de rendas.

Te olho como se fosse apenas noite, com cílios da madrugada e a íris da lua, te seduzindo com infinitas sensações de muitos amanhas.

Te olho desejando que a saudade se transforme e um beijo do sol, para tocar no teu mudo segredando nos teus lábios um sabor do batom da lua.

Te olho assim sem queixumes, apenas com desejo de atingir o infinito fecundo do amor em um momento, no limite da noite caindo no beiral da madrugada e voar para acordar nos braços do sol.

Te olho assim no portal da tua íris, a beijar o encanto da tua poesia no meu olhar.

 

Marli Franco

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Ao Planeta

 

                                                                                                                          


Ao Planeta


 

Ao Lar a Gratidão

 do Fundo deste meu Pequeno Coração.

 

Querido Planeta Terra


A tela mais mágica que conheço onde nenhum quadro pode captar a exuberância existente em todo teu espaço.

Se as tintas falassem a linguagem verde, quantas nuances deste verde seriam possíveis copiar e reproduzir. Quantas combinações seriam necessárias?

E se as tintas fossem amorosas, quantos abraços do sol precisariam para dourar a vida; quantas mágicas combinações seriam necessárias para se aquecerem refletindo o Amor?

E se as tintas fossem a paixão, como seria refletir o vermelho tal qual a cor das rosas, para pulsar a vida em um cordão e voar?

E olhar o azul do mar que vem encantar, se perder no balé das ondas apreciando as rendas que se formam quando chegam na areia puro encantamento.

E as cascatas que caem como um véu de beleza suprema, vão plenas caindo e caindo formando e ampliando os rios. As cascatas vão mostrando o quanto é enorme a importância da água, para a vida florescer, crescer e manter toda a vida na Terra viva.

E o ar invisível, mas incrivelmente necessário que se expressa exuberante no voar dos ventos ou nas caricias da brisa em puro encantamento.

Ar que revigora tudo em seu passeio silencioso e discreto, mas imprescindível no desfile do dia e da noite.

 Ar que passa nas nuvens, nos bambuzais, dançando nas rosas impecável é presença em todo lugar.

O Ar que não se exaure em seu trabalho, é a oferenda sagrada em gratuidade para todos seres de pinceladas em pinceladas respirar e renascer a cada segundo de vida no Azul do Planeta.

 

Belas e mais belas, tão belas...

 As cores existentes

 Na natureza da Mãe Terra.

 

Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®


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