"A minha escrita permeia sentidos românticos,
restaura a solitude e acolhe a beleza da vida
para ser-te Poesia."

Marli Franco


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Luz do Condão


Luz do Condão
Assusta-me a cor dos sonhos feito um clarão
A música nas rondas trazendo a luz do condão
Lembram a natureza de ontem som luxuriante
O desejo clandestino vagando feito viajante.
 
Os teus desejos deixando sinais no etéreo
Reconheço tão claramente me inebriam na noite
Envergo-me no tempo negando vou te olhando
Os beijos do silencio na palavra da minha lavra.
 
 
Observo os sinais que aparecem e somem no ar
Como as estrofes quando escapam das mãos
Mas continuam falando nitidamente no coração.
 
Um resplandecer da alma suspensa a vagar
Um céu de finitudes nas asas da emoção
As armadilhas do insensato momento da ilusão.
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®
 







Vagas Horas




Vagas Horas

Encontrei-me entre água e o ar.
Energia do amor e o brilho no olhar
No silencio um verso esgueirando
No coração a flauta serenando.

Mirei a noite escrevi um prelúdio
Olhei a lua que segue sempre o rio
O passeio da harmonia nas pegadas
Sem falas vai movendo a vida.

Marquei na areia só o relevante
Brilhou dois grãos na cor âmbar
O sorriso vem do verbo amar.

Olho dentro do meu sentir valente
Caminho na rua como determino
Ouvindo o flautista do vago destino.
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®


O Sol e a Lua II

 
 
O  Sol e a Lua II
Eu vi da janela a noite cair.
Um doce aroma de sonho chegou ao coração.
Eu vi a noite cair lá no meio da rua esquecida.
Entre as casas ela deslizou, rolou sem vergonha e no asfalto estatelou.
A madrugada sorriu da algazarra e o vento até tentou pegar a lua se derretendo de tanto sorrir.
Mas quem veio mesmo acudir respirando pesado, andando rápido como rajada de vento no meio do nada; com o toque forte de seu sapato azul foi o Sr. Destino.
Revoltado com a musa fujona, que o universo desarmonizou com ousadia.
Ele tudo agora teria que harmonizar...
Pegando a lua nos braços girou como bailarino dos galhos,
bravo ainda feito maestro do universo, beijou-a sobre protestos...
E depois jogou-a nos braços do céu lá onde é o seu eterno lugar.
A lua chorou só nas nuvens...
Chorou com lágrimas de estrelas de quem perdeu seu amor...
Na verdade sua fuga de nada adiantou seu encontro com o sol o Sr. Destino cortou.
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®
 
 


As mãos verdes.


As  mãos  verdes.



As  mãos  verdes.
O luar  tão prata
As estrelas  e o navio das belas viagens.
As mãos  e as noites de luar
O luar  só para amar.
O silencio é um perfume
E a alma  um pomar...
Como é um jardim sem palavras?
As folhas cantam  todos os dias.
O perfume da floresta vagueia...
Na janela a cortina é tão distraída;
Nem sabe sentir o tempo lá fora,
No aroma do pinheiro  
A escrita se entregou  ao vergel.

Marli Franco
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Palavra Incontida

(Obra de Vladimir Volegov )

Palavra Incontida

Contemplo o teu olhar em meu passeio
Nas minhas costas sobe e desce cambaleio...
Feito os ventos nas encostas do rochedo
Delicia-se alisando a vontade e o enredo.

No coração vem um sorriso de andança
Feito mel escorrendo na folha branca
Tuas mãos se apertam na lua bandida
Noite de calor na palavra incontida.

Não existe tempo para ir ou vir no agora
Na verdade nem estações leves para pousar
Só passeios doces e desejos pintando no ar.

Os pensamentos em alvorada... Sem demora
O teu olhar noturno desnudou a caminhada.
Gingando descobri, a tua paixão abalada.
Marli Franco
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