Haikai 218* Nanquim
Papel Arroz
Sutileza álvea
Natural com precisão
Absorve o traço.
O papel é arroz
Textura delicada
Intenção da tinta.
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®
— Imagem criada por Copilot a partir de prompt de Marli Franco —
"A estesia onde a palavra floresce na vertente livre e lírica."
"A minha escrita permeia sentidos românticos,
restaura a solitude e acolhe a beleza da vida
para ser-te Poesia."
Marli Franco
Haikai 218* Nanquim
Papel Arroz
Sutileza álvea
Natural com precisão
Absorve o traço.
O papel é arroz
Textura delicada
Intenção da tinta.
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®
— Imagem criada por Copilot a partir de prompt de Marli Franco —
Haikai 217* Nanquim
O pincel
O pincel reina
Brando na fiel orquestra
Tinta e papel.
A inspiração
No papel voa no vazio
Vem a bela Arte.
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®
Haikai 216 * Nanquim
O rio
O rio nanquim
Na folha branca dilui
E passa o tempo.
Estável papel
Na água vem as sombras
Giros do pincel.
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®
— Imagem criada por Copilot a partir de prompt de Marli Franco —
Véu Sutíl
O véu cai sobre meus olhos sutil
A poesia é acaso nos lábios do vento
Enquanto o Amor é abraço ciumento
A voz do poema acaricia em cor anil.
A quietude me alcança livre voando
A sabedoria eleva a luz vital
Entrego-me a linguagem primordial
A palidez do luar cai na alma amando.
O vazio no mergulho à espera da palavra
No curso das estrelas, no infinito, o paraíso
O véu voa dos olhos, eu ainda sou sorriso
No luar que abraça, no silencio me declara:
- A serenidade harmoniza no cosmo a sensação
Reconecta a sabedoria na contemplação.
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®
— Imagem criada por IA a partir de prompt de Marli Franco —
Nanquim
No pincel
leve
A tinta nanquim
desliza
Na inspiração.
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®
— Imagem
criada por Copilot a partir de prompt de Marli Franco —
Beleza Invisível
A disciplina se
veste de seda.
O palco da alma é luz
espelha a verdade
O meu desejo é a
linguagem da serenidade
Um mar de silencio
nas minhas alamedas.
O sussurro do
corpo deseja a dança
Ao som dos instrumentos lendários.
O movimento da
palavra é imaginário
A linguagem do ar
aquece na bonança.
Quando olho as flores que
dançam
Voa a palavra no papel da
folha
Na seiva explica o abraço da escolha
Que flui no jardim do âmago, encantam.
Um sorriso suspenso capta a
leveza,
Do Amor em um sopro invisível
da beleza.
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®
O Véu na
Serra
O
vento invisível é sentido nas nuances
A
névoa fina da serração faz paisagem
O
meu silencio é moldura etérea na viagem
O
coração se faz mistério no romance.
A
tranquilidade é um convite da terra
O
ar ainda é o mensageiro da ilusão
Impressa
nas árvores a minha confissão
Nas
folhas falam as estórias da serra.
No
chão da serra a vida se agita
Desfolha-se
o ipê ao vento enfesta
Encanto-me
com o sussurro da mata
Olhando
a magia do inverno tão bonita.
A
fumaça das chaminés sobe rumo ao céu
No
inverno a serra é repleta de vida sob o véu.
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®
Pausa e Chocolate
O
silencio me convida a pausa e chocolate
A
introspecção pede o calor e ensejo
No
acolhimento lembro a cor dos festejos
Na
manta xadrez, conforto é meu xeque mate.
No
tempo invernal a minha lentidão natural
Leve
pede a sensação da hibernação
A
busca de solitude criativa com doce emoção
Preservo
a energia, na voz da alma ancestral.
O
inverno é escuta aguçada e selvagem
O
recolhimento é um observador sutil
O
mundo agitado fica distante é hostil
A
paz me chega de uma longa viagem.
O
lar meu casulo renasço sentimental
No
inverno avalio-me na sabedoria sazonal.
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®
Mira à Distância
Mira nos olhos dos dias hibernais
Que verdejam sonhos sem
ilusões
De um jeito que brinca sem pretensões
Como as belas manhas
invernais.
Mira nas cercanias da íris do
entardecer
No círculo lilás do
crepúsculo em seu lume
Onde a vida faceira se
multiplica em perfume
A saudade cai nos versos ao reverdecer.
Quando o destino revelar a
paragem
Os sonhos que na realidade abraçaria
Tal qual borboletas reluzentes,
sorria
Na poesia verás o Amor na miragem.
A poesia que da alma escapou
intangível
E apenas pousou no teu olhar
inesquecível.
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®
Primícias do Verão
Olhei o teu olhar de verão
nas primícias
Cativante, intenso no
fascínio da emoção
Que hábil dirige o desejo nas
carícias
Maestro dos ventos, afoito no
alto verão.
Um contrato veio entre nós na
areia
A escrita flama na partitura
dos beijos
Provocando nos lábios de
batom, sombreia
Aquecendo as sílabas da alma
em solfejo.
Areia se eleva nas mãos do
vento
Nos lábios fluem notas que
florescerão
Como o ciúme que arde do sol
sedento
A energia tange na orquestra do
verão.
Amor no verão, nas linhas se eterniza...
E assim também a sinfonia
diviniza.
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®
Flores no Inverno
O Senhor do Inverno contratei para trazer as flores da
ilusão. E ainda pedi também as flores do campo, rosas e muito mais que me
deixavam ousada de alegrias.
No entanto depois de dias recebi no correio eletrônico
que a solicitação seria arquivada, o Senhor Inverno não atende pedidos abusados.
No mundo há seres que não desistem fácil, ao contrário
ativa o desafio em algumas vezes, portanto lá fui ... E refiz todo conteúdo com
novas artimanhas, solicitei ao Senhor Outono o pedido, já que ele está perto do
inverno. Mas tal qual o último, recebi o não mais alto que o monte do Himalaia.
E assim a vida desliza
nas cortinas das estações, novamente não tive dúvida fiz a solicitação para a Dama
Primavera já que o Senhor Inverno é tão nebuloso e o Senhor do Outono só se
preocupa com as folhas.
Nas estações é a
primavera que revive e renasce, e assim tem sabedoria ao desfolhar dificuldades
e suavizar os momentos. Eis que tudo foi resolvido com a maestria de um belo jardim.
A Dama Primavera falou com o Senhor do Inverno e enfim resumindo, ele se
derreteu mandando as minhas flores.
Concluindo: nada como uma boa amiga para resolver
problemas nas estações.
Quando terminei o caso voltei a ler meu adorável,Soneto 18 — William Shakespeare (tradução de Augusto de Campos).
Marli Franco
Direitos Autorais
Reservados®
Ilustração : gerada com apoio do ChatGPT (IA).
O Vento e a Íris
Quero ver o
vento bailando na órbita da íris
E através da
cortina sentir o sol ardendo
De ciúmes,
aquece e se move no quarto
Na
descoberta do inusitado pensamento...
Quero cuidar
das plantas do jardim
Esquecida
nas horas das flores do manacá
No aroma expandido
das folhas do eucalipto
Ou no
sorriso da avenca, caindo na minha alma.
Quero os
momentos na palma da minha mão
Recolher, feito um buquê, o meu desejo
De poder
olhar ao meio-dia o tempo
Que
realmente foi meu em silêncio.
Quero talvez
o que não é possível
No agora, no
passado que já dissipou
No futuro, só
o tempo beija as horas
No sorriso,
mistério da minha alma.
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®
As Letras
Acervo da Usina de Letras –
25/08/2002 - 15:31 (Marli
Franco)
Marli Franco
Direitos
Autorais Reservados®
O Piano e Eu
Quando ouço o teu piano
Esqueço o ruido fugaz do dia
Que vai escorregando na ladeira
E em leveza eu caio na inspiração.
Quando ouço a tua música
Esqueço a minha voz e fico assim
A pairar no teu tom, sensível azul
Aquecendo-me no sol desta energia.
Quando olho tuas nuances nas teclas
Nas nuvens do piano, me entrego
E com isso volto ao meu sorriso,
A minha mente, já não mente.
A perfeita energia flui no ritmo
Nas pontas dos teus dedos sou nuvem
No agora deslizo na tua partitura
Então sou letras da tarde de outono.
Nas sílabas que escapam da teclas
Sorrateiramente da minha alma,
Quer beijar a luz do teu silencio
E simples te entregar meu desejo
De só ser apenas a tua música.
No piano sei que vem me abraçando,
Os teus dedos na cintura da minha inspiração
As notas suplicam o meu acervo de palavras
Eu no movimento vejo auge da tua melodia
Sentindo como é sempre lindo te amar.
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®
Letras Esquecidas
Na ponta dos dedos desliza o
vento
Retirando areia dos devaneios
Colocando os pés em movimento
Nos desejos do tempo dos
anseios.
O imaginário é um mar contido
Com as espumas tecem emoções
Envolve, aquece as palavras do
tecido
Escuta as ondas que geram
ilusões.
Olhei a folha do pensamento
O Amor desliza no sorriso do
tema
Do poema pairando no jardim
atento.
Os livros são escolhidos no
dilema
Um domingo disperso no sentimento
Voltei amor, para beijar teu
poema.
Marli
Franco
Direitos Autorais Reservados®
Silêncio
das Águas
No eco do papel, naveguei
nas águas pálidas
Não havia margens,
senti falta do vento
Da brisa e dos
pássaros o doce canto
O papel é jangada nas
águas plácidas.
No silêncio, uma
folha nua e declarada
Na quietude do poema,
o balanço corriqueiro
Sem sílabas
ondulando, sem o ar costumeiro
Uma introspecção
profunda, sem paradas.
O momento visível feito fogo é sensível
A poesia estava ali
na alma vibrante
Nas bordas da folha a
elegância perceptível.
Uma suavidade nata se
uni a firmeza
A elegância flui com harmonia
flagrante
Uma virtude na voz do
silencio é certeza.
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®
As Folhas Cantam
A música na porta da alma solfeja.
Avisa que o outono está despertando
As folhas caem suaves e vão estalando
Alonga nos braços do vento e verseja.
No calendário o compasso é da estação
Da melodia que vai se aconchegando
Com as mantas xadrez vão serenando
Reflexivo o outono é a preparação...
As folhas estalam, um ato pictural
A música é divina no ciclo, completa
O toque magico da orquestra natural.
A vida declara no tom outonal
Das folhas caindo tal borboletas diletas
Avisam o deleite da esperança sazonal.
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®
"A
Benesse da Primavera"
Em um momento ando voando aqui nas nuvens do hemisfério sul, onde a primavera se faz em setembro ... O ar coreografando no perfume das pétalas de setembro, suavizando e pairando ao redor fazendo peripécias no balé dos ventos.
As músicas sutis quais andam me envolvendo...Na voz deste setembro de calor parecendo arder em verão, pedindo águas encantadas ou Vivaldi. Sim só com Vivaldi para singrar “As Quatro Estações” nas jornadas do dia que balança, tal qual as ondas do mar.
Nos momentos que danço neste início de primavera, a brisa de setembro abraça e me carrega nos braços para sentir a chegada dos perfumes.A magia do nascer das flores encantando-me com o canto dos passarinhos e no bater das asas multicoloridas das borboletas, nos levando na imersão das mil cores.
Em
que ponto está o relógio para só podermos parar e apreciar a primavera, que enfim
vem chegando; descendo na estação da vida.
E assim desfila na terra das emoções sensíveis da criação, para repovoar o planeta em perfeito equilíbrio e harmonia.A melodia vibrante de Vivaldi em Concerto nº 1 em "La primavera" sua memorável criação “As Quatro Estações”.
"...O Planeta é a casa que nos foi ofertada para viver, e não destruir; pois teremos que prestar contas de todas nossas ações sobre a Terra. A terra é um legado que deixaremos para as futuras gerações, o planeta que não foi criado apenas para a espécie humana...Enfim é prioridade a espécie humana se harmonizar com a teia da vida .
É
na primavera que o coração da Terra pulsa no seu apogeu exuberante
do Amor. A natureza é um concerto vivo, convidando a humanidade
para afinar as ações na sabedoria e no equilíbrio... É como a aurora despertando nas mãos humanas...
A
humanidade necessita ser diligente em cada toque, cultivando o cuidado e a
reverência pela natureza perfeita e Divina do Planeta Azul.
A primavera é a benesse das estações onde o milagre da vida surge...
Marli
Franco
Direitos
Autorais Reservados®
*A palavra benesse aqui com o significado de dádiva,
oferta.