"A minha escrita permeia sentidos românticos,
restaura a solitude e acolhe a beleza da vida
para ser-te Poesia."

Marli Franco


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Rendição...

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Rendição...

Usina de Letras - 04/09/2004

 

Eu me rendo...
Em teus carinhos de luzes a me seduzir
Ao amor sem fim deitados no lençol de cetim
Nas tuas ousadias que perfumam minha pele
Desnudando meu ventre em teus deleites impulsivos
Nas intimas caricias provocando prelúdios a reluzir.

Eu me rendo...
Em teus braços a ceder ao mar de emoções em um céu
Tremendo nos teus braços em soluços da longa espera
Nos teus beijos de retorno nas explosivas sensações
A tocar com teu corpo as minhas fraquezas e tentações
No mais puro e profano beijo de um inesperado encontro insano
Onde minh ‘alma se eleva revelando sem restrições o meu véu.

Eu me rendo...
A tua voz que me chama pedinte no teu canto arfante
Com a melodia da lira em um doce tormento
Nos gemidos guturais do teu sentir ardente
Quando murmuro teu nome, ávida da tua vontade
E sinto escorrer na pele o suor do teu corpo flamejante.

Eu me rendo...
Em teu ar que exala o perfume a me atiçar
No teu cheiro másculo me guiando a entregar
As noites de sonhos ofegantes e libidinais
Quando me tornas felina e me cativas ao teu prazer
Delicias e sabores de teu corpo na minha boca beijar.

Eu me rendo...
A deslizar minha pele na tua em prêmios da paixão
Assim, nua a ser tua em tantas noites enluaradas
Em trocas de beijos e caricias em perfeita alquimia
Ao momento total da sublime constatação nos meus seios
De ser parte de ti tendo-te dentro de mim na febril rendição .

Eu me rendo em amor por ti...

 

Marli Franco

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Ideograma

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Ideograma

 

Usina de letras - 24/09/2008

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A força se supera e a vulnerabilidade quebra
No clamor, apertos da luta o corcel dispara.
Uma fuga audaz do experiente, temível samurai.

Levando nos braços, tal qual uma cotovia, a Poesia.


Nos braços do guerreiro a harmonia se rende
Uma prisão no abraço, a algema no beijo, prende.
Se os lábios dominadores sugaram a Poesia
O homem se perdeu ao tocar o seio nu da lira


O rei é polidez e cortesia à estrofe se sente perdida.
Geme e súplica, pedidos na fuga, em tua compaixão.

Presa entre o corcel e o samurai cativa no rosicler do dia.


O samurai tem seu código no título de uma vestal
A lei é da razão, mas a resolução é só do coração.
No beijo da Poesia, a mulher no cativeiro entrega afinal...

“Um ideograma nos lábios do Poeta”.

 

Marli Franco

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Solfejos D'Alma


Solfejos D'Alma

 

Quando ouço a voz do cello o sentimento se liberta, meu coração encontra o sussurro do silencio, minha alma mostra o caminho da paz.

Quando ouço o cello chamar meu mundo some e apenas o som pede passagem para entrar no meu coração, então sinto o Amor em toda sua plenitude e esqueço as ruas da vida para pausar apenas nas notas do cello.

 

As cordas liberam o céu e o arco é como o luar viajando no fluir das cordas sem limites e sem vozes, apenas com as ondas e o som se transformando em luz, assim a paz me veste toda de Amor.


A paixão com o violoncelo é inconfundível e inesquecível.


Marli Franco

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Sentidos


 

Sentidos

Usina de Letras 02/05/2003

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Ao soar a melodia dos sentidos,

a vida renasce nas faces em luzes
que caem das estrelas.

A suave permissão benigna

das divinas inspirações nas citações.

E o clarão se faz em emoções na terra,

Para o porvir do crescimento fraterno,

Entre os Poetas.

 

Marli Franco

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Haikai *180* Olhares Outonais

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Haikai  *180*

 Olhares Outonais

 

O vento é gelado

Caem as folhas amareladas

De sol outonal .

 

Marli Franco

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Haikai *179* Olhares Outonais

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Haikai *179*

 Olhares Outonais

 

Voa as estações

Escala as recordações

 Na voz do outono.

 

 

Marli Franco

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Haikai *178 * Olhares Outonais

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Haikai *178 *

 Olhares Outonais

 


O perfume vem

Nos abraços do outono

Encanta-me a paz.

 

 

Marli Franco

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Haikai * 177 * Olhares Outonais

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Haikai * 177

 Olhares Outonais

 


O vento passa

Suave nas folhas caindo

Pausa da tarde.

 

Marli Franco

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Samurai e a Poesia

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Samurai e a Poesia

Usina de letras - 24/09/2008

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Quando se aproxima à noite dos viajantes
Distante nos longos caminhos verdejantes
Avista o cavalo, o samurai e a força do arco.
O porte e a honra, um haikai, um marco.


A armadura esconde o coração vulnerável
Mas a luz esta vigilante no olhar da posição
E com tuas mãos me tomam sem precaução
Uma poetisa, em cinco versos , do menestrel.


A caça então no homem se transforma
Do guerreiro, do Poeta das brancas armas.
Uma poesia rompe a ancestral armadura.


Então rouba o teu arco e a montaria, o corcel.
Beija a poesia o intenso clamor dos lábios fiel
E amanhece a inspiração da mulher na captura.

Marli Franco

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O Encontro

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O Encontro

Usina de letras - 26/10/2001

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O encontro do sonho e da realidade

Uma mistura de luzes e frio
O encontro do mar com a areia um abraço
O encontro do sorriso com a lágrima a alegria
O encontro da música com a poesia o amor
O encontro do poeta com seu amor o êxtase.

Encontrar!
O tempo perdido é como achar o arco-íris
O sorriso de uma criança

É achar a mágica do universo
A alegria do idoso é descobrir a sabedoria
O vento e sua força é ver a energia do universo
A mata e seu domínio é se render ao Criado.



O encontro!
Do pintor com sua obra é ver além da alma
O escritor com seus personagens

É ver a força do pensamento
O mestre com o aluno

É ver a entrega da sabedoria
O músico com sua partitura

É a sensação da vibração
O homem com a natureza

É sentir a necessidade da preservação.


Encontrar!
Então é uma busca constante
É o olhar absorvendo o mundo
O homem caminhando rumo ao infinito
A terra dominando o homem
É o Criador guiando o universo.

 

Marli Franco

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Letras

 

                                                                                      


Letras

Usina de Letras ...12/03/2002

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Letras fazem barulho
Aglomeram nas ruas
Navegam na vida
Desembocam nas bocas.

Letras confundem a vida
Facilitam os papéis
Libertam as clausuras
Fornecem as curas.

Letras descobrem as exigências
Nascem nas experiências
Renascem dos desabonos
Cobram os penhores.

Letras são chamas de sangue
Queimam no ódio das diferenças
Metralham os pequenos inocentes
Bombardeiam o pacífico planeta.

Letras suplicam em preces
Fortalecem os vínculos do amor
Invadem o mar colorido das linhas
Que se perdem nas águas da pura poesia.


Marli Franco

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Vestida de Luar

 


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Vestida de Luar

Usina de Letras-- 06/04/2008

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O que toca na noite e que desenha lá fora
Silencio e passeios da lua escutando agora
Clamando um sonho belo que me faz arrepio
Desejos tão escondidos, talismã vivo e gentio.

Se o céu permanece azul cobalto fico imaginar
Brilhando as estrelas, qual a cor deste teu olhar?
Sei que as mãos deslizam a silhueta a versejar
Sensações mergulham em meu insensato mar.


As pontas dos meus dedos fazem no sonho trilha
Os meus lábios segredos, outono em armadilha.
O carmim me reveste, momentos estupendos.


Então consagrada é à noite pelo parnaso, visões...
Olho a escadaria do éden já vestida de ilusões
No oráculo da poesia, em abril o teu verso elegendo...

 

Marli Franco

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A Natureza Humana


 

A Natureza Humana

 

Olha a suavidade da aurora despertando os cílios do vento fazendo ele estremecer agitado com sua luminosidade, o batom que beija alegrando o céu todo dia, a esperança do despertar.

Olha a delicadeza no andar   sutil da brisa que passa deixando o perfume, sem quebrar a harmonia respeitando espaço por onde passa.

Olha a doçura no canto das águas, a sensibilidade da voz soletrando melodias eternas ao surgir das estrelas.

O Planeta a casa que habitamos e a nós é confiado para proteger e Amar é pleno de delicadezas. Ao resgatarmos a brandura nas nossas ações, deixamos preparado o caminho para gerações futuras colher e preservar a harmonia no Planeta Terra que nos foi ofertado para habitarmos.

A nossa natureza   humana é tal e qual a natureza de Gaia, silenciando ouvimos o canto das águas com a sua doçura, a suavidade da brisa e a alegria da aurora com a esperança, vamos resgatar dentro de nós a mesmas sutilezas que ampliam nossa real humanidade repleta de ternura.

A Terra é um livro imenso repleto de lições, basta lermos todos os dias suas páginas com as mais ricas ilustrações, nos tornamos bons aprendizes na sala de aula mais bela.

E assim podermos seguir em harmonia com a Mãe Terra plantando, cultivando e colhendo a Paz para assim evoluirmos dentro da nossa natureza humana.

 

Marli Franco

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Fronteiras

 


Fronteiras

Usina de letras 12/09/2005

 

É preciso ter cuidado...

Cuidado, para não pisar em pedaços.

Pecados de sonhos retraços

Estímulo do mundo vazio

Movendo-se sem rumo nas brumas

Em esconderijos fora do tempo

Na introspecção que aflora

O estado que reabre uma só questão

Sutil para mais íntima ocasião

De ultrapassar as fronteiras da real barreira

A poderosa sensatez...Ela, que luta com a luz.

Da mais controvertida sensação...A inspiração,

De ser poesia só para te amar em mais um dia...

 

Marli Franco

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Haikai 176 --- Horas Sensíveis III



 

Haikai 176

 Horas Sensíveis III

 

Verão calado

Céu silente o vento sente

Amor velado.

 

Marli Franco

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Haikai 174 --- Horas Sensíveis I

 




Haikai 174

 Horas Sensíveis I 

 

Na voz amanhece

Verso clareia reverso

Noite embevece.

 

Marli Franco

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Haikai 175 --- Horas Sensíveis I I




 


Haikai 175

 Horas Sensíveis II 

 

Final de tarde

Conclui as horas que evolui

Um céu sem alarde.

 

Marli Franco

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O Roubo de um Beijo


O Roubo de um Beijo

Usina de letras - 01/11/2008

 

Ouço a música agindo no toque da mão
Vou sentindo as notas deslizando na canção
Ela fala do teu perfume na pele, um fuxico.
E o coração dando batidas em um acústico.


Ouço o som giro na cintura, uma armadilha.
O equilíbrio é da mente na ponta da sapatilha
E os braços são asas de desejos bem –me quer
O sol na janela assiste tudo como voyeur.


Atendo ao teu olhar e dou piruetas no ar
De alegrias perdidas no meu vestido rodado
Com movimentos de carmim cadenciado.


Recebo calor que acende na pele da música
Mas quando giro vejo que não é só a canção
É o sol me roubando beijo na palma da mão.

 

Marli Franco

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Haikai 173 * Tarsila Amaral - Renova Arte Brasileira

 


Haikai  173

Tarsila Amaral

Renova Arte Brasileira

 

  Arte Moderna

“Abaporu” é valiosa

Tarsila é ícone.

 

Marli Franco

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O quadro "Abaporu” de Tarsila Amaral é

Símbolo do Movimento Antropofágico.

                                 



Cem Anos de Arte Moderna




Haikai 172 *Pincel na tela




Haikai 172

 

*Pincel na tela

  

Arte moderna

“O Homem Amarelo”

Anita Imortal.

 

Marli Franco

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A obra de Anita Malfatti

“O Homem Amarelo”

 

Cem Anos de Arte Moderna