"A minha escrita permeia sentidos românticos,
restaura a solitude e acolhe a beleza da vida
para ser-te Poesia."

Marli Franco


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Haikai nº112 - Noite


  

Haikai nº112 
Noite 

noite preguiçosa 

vesti azul no silencio 

o luar me fez voar. 



Marli Franco 

Direitos Autorais Reservados®



Preciso te ler,mais uma vez...

 




Preciso te ler,mais uma vez...


Preciso te ler,
mais uma vez...
Nas memórias do teu sabor e albergar
Nos refúgios do amor e dos segredos
Invisível, imprudente para eternar
A sutileza, o silencio e a tua música.


Preciso te ler,
 mais uma vez...
Na noite que se despoja enluarada
No abajur das estrelas forjando
O caminho da partitura até alvorada,
No teu olhar, minha alma se derretendo...


Preciso te ler, 
mais uma vez...
Sem sair dos teus braços de coração
Escondendo o prazer indomável
Do corpo amor, pautado em sedução
Do sonho, do desejo que vi ,inegável.


Preciso te ler,
 mais uma vez...
Ainda que me descubras na penumbra,
Que a noite me denuncie... 
Fugirei só depois, de te ler , deixando
Que o carmim dos meus lábios acaricie,
A tua alma  fluir nas notas,  velejando 
Na partitura que te elegi premente
Em um só beijo audaz e envolvente.


Preciso te ler,
mais uma vez...
Elevar minha alma,mais uma vez
Na tua composição me dissolver.


Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®


Haikai nº111 - Primavera


 


Haikai nº111 

Primavera

o vento perfuma 

dança a cortina com graça 

silhueta da estação. 


Marli Franco 
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Haikai nº110 - Floresce

 


Haikai nº110

Floresce

 

na primavera

as sensações florescem

em dias mais longos.

 

Marli Franco

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Haikai nº109 - Idade?

 


Haikai nº109 

Idade ?    


O inverno aprecia 

A sabedoria olha rindo 

A idade enluarada... 

Marli Franco

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Vídeo - Sarau do Coletivo Cataversos





                                                           


Apresento aqui meu video.

Um trabalho  feito para o Sarau do Coletivo Cataversos 

sob a coordenação do Poeta Ivan Ferretti Machado

disponibilizado na Biblioteca Pública Ricardo Ramos

em São Paulo.




No passeio das horas...

 


No passeio das horas... 


No passeio das horas... 

As mulheres vestidas com saias coloridas seguem a estrada 

As belas cenas sentidas e as suaves docemente vividas 

As saias tem asas as lendas conversam nos brincos 

Tristes e alegres trajetórias marcadas com sal nos vincos. 



No passeio das horas ... 

As mulheres trazem nas suas blusas as rendas amanhecidas 

Nos babados risos e lágrimas brilham nas pulseiras da vida 

As rendas voando e o vento olhando feito rei enciumado 

As mulheres assim vão dançando no tempo emburrado. 



No passeio das horas ... 

As tarefas femininas superlotam as sacolas nas temporadas 

Enquanto a sabedoria vai bordando a experiência adquirida 

Nas bolsas a jornada das moedas vão conjugando paciências 

E no avesso das carteiras a esperança se enfeita na cadência. 



. 
No passeio das horas... 

As ancestrais criaram as cirandas para herança das mulheres 

Ilustram nos bordados e os arrematam com bendizeres 

Na cor da tolerância tecem os dias deixando-as fortalecidas 

Nas alças a luz alivia nas vidas as rotas que foram escolhidas. 




No passeio das horas... 

As estórias exaustivas seguem jornadas 

Das saias rodadas e blusas rendadas 

Na alma são guardadas todas as floradas. 


Marli Franco
Direitos Autorais Reservados® 







O Vento e a Cerejeira

 



 O Vento e a Cerejeira






A cerejeira sentiu aproximação suave de algo no ar. Sentiu que  a espreitava na espera do sol raiar, tentando ainda não se manifestar.
O tempo parecia parado nos primeiros minutos do dia que belamente nascia.
Olhou o céu e as nuvens se espreguiçando delicadamente a cerejeira. O tempo ali era desnecessário, o seu olhar voltou ao chão no campo verde do parque ansiava pela presença refrescante do seu passeio.
E assim a cerejeira se envolveu para esperar o seu sonho que não tardava a chegar. Ela sabia que o vento estava a segurar no máximo do seu limite para dançar com suas flores.
Em um toque inesperado ela o viu se aproximar, arrojado loucamente refrescante. O vento se enredou em seu corpo de flores os elevando ao ar na dança ancestral das floradas.
As lufadas eram fortes, mas o toque incrivelmente suave para não deixar nenhuma das suas pétalas caírem ao chão pois ainda não era tempo da renovação.
A manhã corria com suas horas, mas as flores da cerejeira bailavam nos braços do vento sem se importar com nada além dele e seus feitiços de abraços.
Enquanto ela deixava sua fragrância em suas ondas para ficar inesquecível pois assim o vento depois voltaria morrendo de saudades, como agora em sua coreografia matinal.
O vento sabia do seu feitiço, mas ela não sabia o quanto a sedução das suas flores o deixava a mercê deste amor inebriante .
O segredo com laços do amor os envolviam :a cerejeira não suportava sua ausência e o vento resistia em não partir. 
O Vento e a Cerejeira assim se envolveram em danças, fragrâncias das flores e as ondas refrescantes quando unidos um presente de aromas de Amor oferecido ao Universo.

Marli Franco 
Direitos Autorais Reservados® 




Haikai nº108 --- Onde?

 


Haikai nº108

Onde?

 

A pergunta nasce

A resposta indisposta

Esconde longe...

 

Marli Franco

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Haikai -São Francisco de Assis

 


Imagem/ Pinterest


Haikai -São Francisco de Assis

 

O missionário.

O protetor e mentor.

Mor santuário.

 

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®

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 Imagem/ Pinterest

O Dia de São Francisco de Assis 

é comemorado anualmente em 4 de outubro.


 



Haikai - Prana









Prana


O lugar onde

Respira minha alma e aspira

No prana  o verso.


Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®






 Nota:

Prana pode referir-se a:

Prana, palavra em sânscrito que denota a energia vital


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



Haikai - Aurora






Aurora

Na luz vem o dia

A voz da hora sai, após

Acorda aurora.


Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®






Se eu pudesse falar...




Se eu pudesse falar... 


Se eu pudesse falar... 

Que os verbos sussurram nostalgias 

No estremecer das noites orvalhadas 

Respirações ofegantes de silêncios 

Suplicas de leituras embriagadas. 



Se eu pudesse falar... 

Que as mãos são linhas secretas 

No reino das estrelas a voz silábica 

Enluaradas no feitiço da madrugada 

Inspira beijos noturnais na boca dos poemas. 



Se eu pudesse falar... 

Perdida a saudade ainda é presença 

Descortina como a aurora nas páginas 

Liberta a alma no suspiro da inspiração 

Para saciar mais uma vez com a palavra 

O desejo assumido no avesso de um olhar. 



Se eu pudesse falar... 

Da voz prometida no entardecer da poesia.



Marli Franco 
Direitos Autorais Reservados®



Rendição no Arrebol






Rendição no Arrebol


No luar os lances de xadrez voam na tua escrita

Nas leituras perfeitas no registro das diagonais

Os perfumes inesquecíveis das folhas que reeditas

A arte nas aberturas do jogo, sutilezas sazonais.



No drama a criação do livro satisfaz e encanta

As afirmações do vulcão clamam nos segredos

Na cabeceira a página no silêncio abrilhanta

O xadrez foi consagrado em poema e fez enredos.



No teu jogo de páginas minha defesa capturaste

És rei ataca com a estratégia vence o adversário

A lógica move-se ardente nos beijos do oponente

No tabuleiro fascina a cena no paraíso literário.



O xeque-mate se fez claro como canto do rouxinol

No ataque final o teu nome se revela com altivez

Na última página a rendição perene no arrebol

Romance publicado, assinado no clube do xadrez.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®



O Cabaré

 


O Cabaré


Um desejo nasceu na supra elegância, adentrou em um cabaré das ilusões, nas rondas de uma noite de lua pagã.

Na porta a elegância deixou os anéis do pensamento, se concentrou em ficar com um véu estampado nas doses da sensualidade. Seguiu assim o protocolo atento do luar.

Ao entrar no interior do cabaré olhares perdiam-se na sinuosidade da elegância. No suspiro de um olhar o lobo, sem meias intenções agarrou o requinte sensual. E com um beijo inconfundível aterrissou na posse da alma absoluta da impecabilidade.

No cabaré o tempo não cessa, a elegância qual um vestido sutil para a luxúria colou-se ao corpo do lobo. O olhar era dono de um peito nu de palavras.

Em um espaço íntimo onde só existe as paredes os dois mergulharam em um mundo de segredos. Um corpo sem camisa com as gotas de suor deslizou deselegantemente nas barras da sedução, rumo ao êxtase onde o amor extravasa no clássico consentimento da paixão.

No final o lobo com sua camisa, veste a elegância em perfeita harmonia e cobre os seus lábios com um beijo de puro capricho.

 

Uma só prosa basta para retratar o roteiro do cabaré.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®


Ao Amor da minha Saudade









Carta

"Ao Amor da minha Saudade"

Ao som de uma flauta uma carta   escapa da alma. Com endereço certo segue no correio direto para o infinito céu, nas alamedas das nuvens onde mora o meu Amor.

Investiguei os horizontes do meu querer para colocar a caligrafia transparente no papel vergel. No final  o lacre seria com as flores da cerejeira,  lá das terras distantes onde juntos caminhamos.

A flauta desliza com seu som percorrendo as lembranças suavemente no papel.
Nas folhas da carta o meu estilo é límpido tal qual teus olhos quando me despiam nas linhas dos lençóis.

Na escrita transmuto-me recordando a aventura dos nossos beijos e os suplicantes desejos quando o relógio da aurora alertava o canto dos pássaros.
E na fascinação do romance na luz do luar, onde de mãos dadas escrevemos no azul noturno a missiva do enlace, para recordar na eternidade.
Nos dias invernais ainda admiro a aurora e o poema do luar, lembro de ti assim acariciando e acolhendo nossas estórias em um beijo inolvidável.

A flauta atualiza o presente expondo-me na introspecção do inverno.
Na janela da resignação observo as gotas da chuva caindo levemente nas folhas do manacá; delicada para sucumbir nas flores brancas da última florada, o sutil perfume...
Assim como uma chuva de inverno eu vou reverenciando em gratuidade ao universo este sublime sentimento.

A flauta segue criando ondas para se unir na mesma cadência das gotas da chuva, deixando o espaço embevecido com suas notas.
As chuvas viajando no ar embebendo a terra.
E eu alongando pensamentos no meu intimo absorto em todo este Amor.

E assim como uma flauta me entrego nas letras do passado deste Amor, já tão versejado sem perder-se no tempo apenas extasiando-se a recordar os dias dourados.
O som vai finalizando e observando-me  noto o quanto foi rica a experiência  de viver a paixão e  sentir a trajetória deste excelso Amor.
Hoje com um novo nome Saudade... 
Carta ao meu esposo
Dirceu Augusto.
O primeiro e único,
Amor da minha vida.
O Amor da minha saudade.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®