"A minha escrita permeia sentidos românticos,
restaura a solitude e acolhe a beleza da vida
para ser-te Poesia."

Marli Franco


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Murilo Mendes - - Grande Mestre









  Murilo Monteiro Mendes











Murilo Monteiro Mendes






foi um poeta e prosador brasileiro, 


expoente do surrealismo


na literatura brasileira. 



Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Da Série -- Surreal * I








Surreal * I

Joguei um cheiro nas flores secas,

Insultadas as pétalas viraram avencas.

O vaso se arrepiou,

E mais calado ficou.

Enquanto as rosas gargalhavam,

Os perfumes de lavanda exalavam,

Com os pingos da felicidade.



Marli Franco
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O Chão








O Chão

O Chão firme e estável, seguro e altamente sustentável olhava o azul acima com suas nuvens mudando lentamente suas nuances.

No azul o vento também brincava, com as nuvens movimentando seus flocos sem se importar com espaços ou tempos.
O Chão seguia olhando tudo, parado em todo teu vasto território, seguia só olhando os movimentos de tons que no céu se alternavam paulatinamente.

O tempo estava falando, bastava observar, o Chão sabia que algo estava por vir...Não havia dúvida sua longa existência já acumulavam experiências, ela estava para chegar e ele tinha certeza de como seria sua aparição.

O tempo de espera tinha já se alongado de mais, ele sentia saudades do seu frescor, das suas límpidas faces escorregando em seu corpo.

A espera tornava mais pungente o desejo do regresso, palpitava o coração do chão seco e indomável   fazia já tanto tempo...

No momento seu olhar voltou para o azul e ao navegar com suas lembranças, havia esquecido de olhar e gravar os detalhes da chegada da amada. O seu vestido seria longo, tanto quanto o tempo da sua ausência, ele esperava que a estadia em seu corpo não fosse breve para regozijar longas lembranças no futuro.

Ao som de um raio que o mundo estremece o céu já não era mais azul e o vento moveu tudo para o acinzentado ela estava chegando... A sua espera dava para sentir no suspirar da terra, nas aves procurando os ninhos, nas árvores com suas folhas fazendo danças e algazarras com o vento, ela estava chegando...
O Chão olhou mais uma vez para o céu com seus olhos âmbar, extasiou-se, pois neste exato momento ela surgiu transparente ...

Ela finalmente apareceu.
Reluzindo nos últimos raios de luz, veio caindo mansamente como um beijo suave experimentando sentimentos, saboreando a descida. Com olhar instigante fixava   seus olhos no chão, sem desvio mostrando que não ia parar tinha chegado para amar e fertilizar a vida.

O chão não respirou, parou deslumbrado com o vestido translucido de águas claras que foram aventurando e se desnudando sobre seu peito, tornando-o cativo. E assim ela foi inundada com suas águas, fazendo seu território vasto ficar todo vivo, pulsante inebriado, bêbado da pureza que dela devastava suas entranhas.

Na vida o chão era sempre firme e seguro, mas quando ela chegava suas máximas ficavam sendo macio e friável, o amor fazia isso antes de fertilizar o tornava vulnerável, entregue aos caprichos indomáveis que ela assim vinha para recriar.

O tempo se fez belo em toda sua natureza, o chão se entregou amante em todo seu esplendor, se expôs sem limites para ela a bela, a Chuva, que hidrata alma de   todo planeta.


No final a chuva passou deixando seu perfume no chão, no ar o frescor da vida até um próximo tempo suas lembranças ficam desabrochando no planeta.

Marli Franco
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Haikai no Folclore - Yara





Haikai no Folclore


Yara


A indígena Yara

Da região amazônica

 Mãe d´água, “luara”.





Cabelo preto, ela

 Com seus olhos castanhos

A invejável bela.




A sereia atiça

Os peixes salvam Yara

   Canto feitiça.



Marli Franco

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Universo








Universo

A noite com seu manto invernal

Despetalou as estrelas na praia

No ar moroso do mar desmaia

Estrelas brilham na areia de sal.


Olhando o céu o mar gargalhou

Jogou espumas nas estrelas agitado

Que subiram em luz no azul calado

A noite insatisfeita a lua projetou.


O inverno é enredador no festejo

Acomoda a natureza no lampejo

Faceiro nas desavenças constata.



O mar abalado, a noite fica calada

Sobra na aurora uma lua agitada

Que perde hora e beija o sol insensata.


Marli Franco
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Haikai no Folclore - Festa Junina






Haikai no Folclore



Festa Junina


Junho já é trilha

 Festa doce e modesta

Fogueira e quadrilha.







As bandeirinhas

E os balões voam nas canções

Brincadeirinhas.





Festa do quentão

Santo Antônio é bem no início

Tem pipoca e pinhão.




E   depois São João

A festa caipira é esta

A época do quentão.



São Pedro é o final

 A canjica junina indica

A Festa é divinal.



Marli Franco
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Haikai no Folclore -- Uirapuru










Haikai no Folclore

Uirapuru


Uirapuru e a flauta

De guerreiro ao trinado

Ouviu-se na mata.




O amor proibido

Inconsolado foi atingido

Mágico destino.





Amada ele olha,

Ele canta sempre encanta

No Folclore brilha.



Marli Franco
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Mirada Inesquecível











Mirada Inesquecível



A tua distância possui a mirada inesquecível

Tal qual a superfície azul do lago tangível

Onde teus passos de memorável tentador

Na sombra carrega-me na viagem do Amor.



A tua longitude acercou-me nas profundidades,

Onde o destino contorna o espelho da solitude.

A saudade sob a chuva glacial fez a travessia,

Nas mãos das horas teus versos d’alma me cingia.



Os teus vales fluíram presságios na atração

As águas dos murmúrios salgaram teu orgulho

Permitindo meu mundo no teu corpo ser mergulho.



Nos ancoramos nas tuas águas vindas do vulcão

E nas minhas das chuvas das estações floridas

Nos enredamos nos rituais da paixão nutrida.



Marli Franco

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Haicai em Flores --- Margarida








Margarida



Em noite de estrelas
Pueril, fiel pedido, foi ao céu
Veio as pratas pétalas.




Olhando-as, o rei Sol
Um desejo fez lampejo
Dourou o centro em farol.





As flores da alegria
Do alento ao casamento
Elas são os olhos do dia.





Nobres e delicadas
Símbolo da bondade e afeto
Canção enamorada.


Marli Franco
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Haikai em Flores -- Lavanda







Lavanda


Se veste a nobre lavanda

De azul violácea

O perfume celestial “Nardus”.


Marli Franco
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Curiosidades


A Lavanda foi inicialmente batizada pelos gregos com o nome de “nardus”,

devido a sua origem na cidade de Naarda, na Síria, perto da região do Rio Eufrates.


Lenda


Uma lenda cristã diz que a lavanda, originalmente, não tinha cheiro, mas

desde que a Virgem Maria secou as fraldas do menino Jesus sobre as folhas

da planta, ela ganhou um perfume celestial.

Referência : Pesquisa nos sites do Google





Haikai em Flores - Rosa,Rosa.







 Rosa


A rosa encanta

Ao expressar a sutileza

No rosa, elegância.


Marli Franco

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Haicai em Flores - Rosas Brancas










Rosa, Branca.


Nas lendas és reveladas

Perfumadas e aclamadas

No clamor do eterno amor.


Marli Franco
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