Marli Franco
A Lua surgiu assim...
Os
dias correm como um rio sob meus cílios...E vão fazendo uma melodia de infinita
delicadeza, pedindo o piscar de um sonho anil.
No
momento desta quietude minha alma busca o surreal, não na tela, mas na cadência
de uma música distante... No tempo para
ser pano de fundo do meu sentir.
O
que vem a seguir deixa-me em suspense,
pois se pensei no surreal a imaginação fez como em espelho apenas acontecer.
Na
janela apareceu a lua brilhando chegando como se fosse uma convidada atrasada.
No entanto ela veio na hora , na hora de brincar com a vida. E com ela trouxe as estrelas, juntas azularam as águas do
rio o mesmo rio que estava eu para ser.
O seu caminho a lua continuou, se foi rumo ao pântano
das flores de lótus. Então lá fiquei embaraçada, sem entender nada... Já que assim que azulou as flores seus caules subiram rumo ao céu
dançando como se a vida só pedisse para azular e dançar... E a lua assim a
brincar comigo, com o rio e as flores de lotus.
O
pântano ficou sem saber se um dia foi
lodo e nada entendia de uma flor ter um caule rumando ao céu azul.
O
incrível é que no final todos riam e se divertiam com a imagem transbordando de
azul. A lua avisou as estrelas que tinha
ganhado um dia de folga no universo e saiu para azular... As estrela riam
entendendo como um código entre elas e a
lua... Eu ria sem entender, só porque achei linda a pintura da lua. A flor de
lotus ria porque podia dançar para o céu.
E
assim se fez um momento bem especial,
voei para ver o tamanho infinito do céu.
E
depois voltei devagar, para não cair deste voo, só quem sabe mansamente ser novamente um manso rio na estesia das letras...
Marli Franco
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