"A minha escrita permeia sentidos românticos,
restaura a solitude e acolhe a beleza da vida
para ser-te Poesia."

Marli Franco


©Marli Franco. Todos os direitos estão reservados. All rights reserved. DO NOT COPY.

Minas de Grafite


Minas de Grafite

O teu olhar metálico nos meus limites
O teu grito no vigor sobre as lanternas
Garimpa energias guardiãs nas minhas terras
Fascinação reina nas minas dos grafites.

Veja a têmpera das sensações, as planícies...
No fundo do sonho espelha o toque é ousadia
Nas mãos a prata das carícias na estadia
Viajo no ouro do prazer, o céu tem ciúmes...

Um arco de gemidos na madrugada
Abraço sensual vibra a emoção cultuada
Na curva da noite um beijo de exploração.

Luz e sombra insinuam tua boca de falas
A galeria e o diamante essências mescladas
Confinada a querência da mineração.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®





Alvas Recordações



Alvas Recordações

Eu vejo tintas espalhando no chão
E os pés ficando amarelo como verão.
Eu vejo folhas coladas na parede
E as escritas andando no céu... Nada impede...
Eu giro seda estilizada em um papel,
Enquanto nos acordes a melodia faz tropel.



Agitos bem vindos levam ao léu o meu coração...



Eu pinto tela branca surreal descoordenada,
Transparentes para falar tudo do nada.
Desenho abismos na xícara de chá coral,
E jogo o xadrez no ar, lá no fundo do quintal
Com os pardais voando primaveris no pensamento.
Na orquestra existe um acervo de argumento.


Que vai rabiscando sem medir a criação...


Eu coleciono cadernos, folhas perdidas
Com letras de caligrafia cursiva já esquecida.
E faço decoupage na imaginação com a brisa.
Na roda da minha saia o vento sonhos alisa,
Enquanto eu em sensação sinto a sintonia...
Passos de dança na minha volta é pura poesia.


Volteios de sons brincam com a minha emoção.

Um sonho de instrumento desenhei no grafite,
Mas ficou tão perplexo que do papel saiu do limite.
Transformou-se, ficou vivo, virou e revirou em ágata
E depois correu para o mundo como um acrobata.
Não havia notas, nem som era calado só emoção
E assim corria até o sol suspendia a respiração.

Enquanto rios de matizes fluíam em minhas mãos...



A sala abismada gritou para abrir a porta,
Agitada bateu as janelas e assoalho surtou.
De nada adiantou o que corria não escutou
Ela viu giros do andante no jardim desbaratada.
Enquanto o lápis só me ouvia tudo sorrindo via
Mesclas de tintas em nossa volta, sempre nos unia.



As pinceladas surgiam alvas surreais na minha recordação.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®



Poema


Poema...
Mundo de uma inegável atração que assim és...
Deito em teu peito escorregando aos teus pés.
Quando tua palavra me traz arrastada até tua boca,
Explodindo um beijo de rimas de pura devassidão
Então descubro, toda reação e a melodia da questão...



Poema...
Que esta na razão da substancia indestrutível
Uma quântica nobre, sensitiva e irreprimível...
Voz do âmago da extenuante sublimação,
Força abstrata da razão em pleno desígnio
Fluidos da impressão viva, o desmedido fascínio...




Poema...
Uma visão onírica perfeita, incontida...
Oráculo da Iluminação, estilo de vida
Nas sílabas pagãs, penitentes e sacrossantas.
Rosário da palavra, o candeeiro no corpo submerso,
Abençoado alaúde, a ação transmutada no verso...

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®

 

As minhas mãos...


As minhas mãos...

Olhe para minhas mãos ...Veja os sentimentos
Na minha alma suave de bonança e tormentos
Veja em meus dedos as emoções do anoitecer
Aquelas que me carregam para ti escrever...

 


Olhe em minhas mãos ...Veja na palma pálida
Que tanto contraria a cor da fantasia proibida
Asfixiada pela nostalgia de ser a contemplação
Das cores que decretam as digitais da solidão...

 


Não quero que intérprete meus dedos de tristeza
Os artelhos pintam amanheceres, papel da natureza.
E desperta em meus lábios sorrisos das ilusões olivais.

 


Veja o menear leve dos meus dedos em panfletos
No pulso das finas ilusões as pulseiras dos afetos
Ao dirigir as mãos no coração então... Amo-te ainda mais...

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®




Tempo de estar...


Tempo de estar...

Quando o relógio apontar o tempo de estar...
No ar um perfume de madressilvas nos lençóis
Os meus seios um enfeite nas tuas mãos de sóis
Amarei nua sob um teto do universo em luar...



Quando o tempo apontar hora de permanecer.
Em teu desejo ouvirá meu soluço de amor
E o meu corpo será curvas em teu calor
Um casto presente no teu céu de prazer...



Quando teus olhos aprisionarem o meu desejo
A sensatez nua nos meus lábios vem um nome declarar
Do homem que me cobre com apenas um olhar
E traz em tuas mãos delicias de paixão em gracejo.



Quando os ponteiros indicarem o real momento...
O teu beijo retira de mim um gemido em sentença máxima...
O surreal abraço entre o presente e o passado e mais nada...
Você e eu plenos em silencio de amor, sol de um juramento...



Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®


Escrituras





 
Escrituras

Nas escrituras do silencio...
As letras são as vozes dos madrigais,
Os verbos dançam com o sopro dos ventos.
Tingidas as sílabas são mansos trigais,
A palavra segue na tipografia do infinito...




 

Nas escrituras da ausência...
Os caracteres aparecem na aurora.
Lembram com exatidão os juramentos,
Os sacramentos e nas margens do destino
Confiscam a saudade na gravura das mãos.




Nas escrituras da solidão...
A serenidade nasce do balsamo do coração.
Quando a criação acompanha sinfonias,
No vão dos pensamentos nascem sussurros
Lentos passos das estórias de nostalgias.


 

Nas escrituras do nada...
Quando a madrugada liberta a profecia
O versículo da lua desvenda o tudo...
No painel das estrelas, riscos das confissões.
Na capa os sonhos, em um deslize ousado.
No final do livro a revelação, a voz da paixão.
O Amor enfim, na escritura glorifica.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®











Latitude imaginária



Latitude Imaginária


Nas mãos as luvas de brumas das sensações
O sussurro da voz enfeita sombras no coração
O meu olhar em quadriláteros no lume da lealdade
O murmúrio do vento agita sem senso minha flexibilidade.


 
Um queixume de querência no movimento dos olhares
Nas mãos o vão do pensamento abrasa rios solares
Absorvem em fração de segundos as percepções desejadas
Inevitáveis fractais de espelhos no fio da noite estrelada.


 
A fronteira da verdade íntima sutil resplandece
Ilumina o vitral real do que em mim permanece.
O passado na latitude imaginaria floresce no presente.

 

Luzes multicoloridas incidem em cada quimera
O vidro decifra a sutileza na rotação da janela
Excêntrica visão a sombra da solidão é luminescente.
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®




Cítara


Cítara

O teu soneto chega de mansinho

Vem bem ciente do meu olhar

Mostrar tua maestria e encantar

A magia carrega em redemoinho.

 
Eu me apresento na estrada contente

Na luz do teatro divago ouvindo a cítara

Sem esquecer as pinturas da máscara

Deixo minha íris te alcançar frente a frente.


O céu cai no teatro na peça tinge azules

Na platéia estrofes manifestam em luzes

No palco para ti espelho em prosa clara.




Mas as estrelas resolvem também assistir

A peça se faz rir e sonhar querendo aplaudir

E na prosa um soneto escapa da tua citara.




Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®

Caminhos da canção

Caminhos da canção

  A tua camisa voa nos caminhos da praia

Os meus pés são compassos de notas da areia
O teu olhar profundo deleita a navegação
A brisa um sustenido em sol na imaginação.

 
As tuas mãos arcos contínuos, o mar avisa.
Tua camisa de cifra em lá, agita na brisa.
Nas ondas notas na superfície flutuável,
O silencio afaga uma melodia afável.

 
Espuma do mar em sol, lá, mi, dança e encanta...
O sol fala em fá nas mãos de areia a cantoria
Brinca o vento na barra da saia, ousadia...

 
Entre a areia e o mar toques de lá, sol, lá, sol canta...
A camisa perfuma em sol, fá, mi, o cós da saia
A brisa diz em sol, si, a magia que contagia...

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®



      

Ebulição



Estação da Primavera




Estação da Primavera

 

Natural, perfeita

Em cada primavera,

A vida se ajeita.

 

 

Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®



 

 


Passos



Passos

Gosto do meu passo e do compasso
Voando alto assim em mim
A derramar pétalas da tua canção
Em cifras ondulantes da minha imensidão...

Gosto do meu jeito assim a deslizar
Que te atiça e faz olhar-me
Espreitar-me nesta fresta interna
Na imensa liberdade que me cobre assim...

Gosto deste meu lado esquecido
Encoberto na solidão deste mosaico de cristais
Que transmuta minhas partes nas estrelas
Que só eu conheço e em mim é vivo acalento.

Gosto de mim assim, pois te vejo perto a me amar sem fim...

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®



Fragmento nº2 -Sinfonia Noturna


Fragmento nº2 -Sinfonia Noturna


Mira as letras silenciosas e ao mesmo tempo, agitadas como uma sinfonia noturna...
O que eu queria foge das minhas mãos para cair nas tuas; o meu mundo silencia diante da tua força e deixo-me entregar nos silêncios dos nossos passos escutando apenas nossos corações.
A vida pulsa dentro de nós, eu sinto teu coração fazendo promessas para mim em cada música que escapa da tua vontade, deste teu desejo que se expressa em olhares.
O universo deveria ser um filme sem palavras assim como as letras deveriam ser apenas imagens que venceriam a barreira dos horizontes distantes; para que os amantes pudessem cair um nos braços do outro, como nós neste pedido silencioso que me cobre de sonhos, que me cerca de cuidados e me prepara para te receber em fantasias.
As distancias deveriam ser só alamedas de flores e a carruagem para viagens de encontros deveria ser feita de notas musicais, o amor seria o condutor e dentro da carruagem, os amantes seriam apenas sonetos de silêncios.
O meu olhar se perde neste teu olhar, a melodia voa em minhas mãos sentindo teu corpo, já não sei mais onde sou e onde começa você...
Sei que neste exato momento, não sou saudade...
Nem solidão...
Estou em você, que toca em minha inspiração.

 Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®

VIII Carta de Amor - O Passeio do Amor



VIII Carta de Amor    - O Passeio do Amor


A noite caiu tão silenciosa...
O céu azulão devorou as palavras que se espalhavam no assoalho.
Embaralhadas queriam a carta para te encontrar;queriam meu ser e o teu se tocar neste silêncio da noite...Da nossa noite caindo, sem cansaço...
Noite suave , fractais em mim e em ti vagando encaixando o nosso sentir.
A carta sempre nos acolhe ,recebe em secretos desejos puros . Voa nas linhas de nós,nas mãos unidas como andarilhos do cosmo .
O teu olhar me cobre na linha, sorrisos teus e meus, afagos no coração e ternura em nossa comunhão de pensamentos.
A carta aproxima o meu eu de ti,explora sem preocupação a tua presença.És a luz da minha essência , alimento da minha estesia.
O teu ombro me chama para o repouso, tuas mãos me enlaçam.Um piano toca lá no fundo da página sem quebrar nossa ligação.
Não faço mais perguntas tudo transcende em nós e o Amor nos protege.O nosso amor nos guia, separa e aproxima e assim estou em saudade suprema a te amar, êxtase da emoção mais pura...
Te olho e repouso novamente em teu ombro, e cai a paz infinita em mim. Entrego-me na essência quântica, sou energizada é tão sublime o reparo da energia vital;saboreio estou em você amor da minha vida.
O piano ainda toca no final da página, tua voz faz sussurros e eu te sorrio e a luz alastra nossas auras em conexão pura.
O coração fala e o pensamento traduz tudo, você me beija e eu me entrego em total abandono e plenitude onde o Amor , o nosso amor desejar nos levar para passear.
O piano silencia na página, eu e você voltamos sorrindo...
As flores deixaram o perfume do passeio em nós. As nossas mãos e olhares desligam cientes do Amor , na última linha que flui até o fim para seguirmos nosso caminho...
O nosso caminho nas paralelas até um outro momento em outra carta do silêncio.




Um ponto final sem caso.





Um ponto final sem caso

 

Voltei na noite revendo leituras esquecidas...

Relendo detalhes da filosofia Yogue até a estrutura do arco do

 Monstro. Um sentido no estilo de vida...

De um momento para outro vaguei imaginando...E depois, imaginei os profetas escrevendo...

Não seriam como eu, com este meu micro que tem vida própria, às vezes apaga tudo fecha a tela, briga comigo, se faz de difícil, demora para entender que sou eu a teclar e aceitar o comando da minha mente.

Ele não concorda, faz um barulho horrível, me atrapalha o curso do pensamento. Parece que não entende que quando escrevo quero silencio é como encarar o guarda-roupa na hora de sair, não fica com a boca enorme da porta fechada precisa dar palpites desajeitados com todos aqueles cabides...

Coloco uma música quem sabe ele adormece e me deixa usar o Word, mas o gênio dele é terrível. A tela fecha como uma flecha e só me resta aquela campina toda verde e o céu azul imenso do Windows. Preciso mudar isso assim que ele se distrair, esta imagem já tão batida.

O que estava escrevendo parou ...Perdeu todo sentido, quando vi a nuvem se mexendo na tela. Deslizando, deslizando até deitar-se sem nenhuma timidez sobre o gramado que assustado ficou cinza e a tela toda escureceu, pelos arcanjos da escrita será que o gramado ... Afinal tudo ficou tão vago como um ponto final sem caso.

Vou dormir o micro ganhou desta vez, amanhã quero ver se a nuvem continua viva.

Espere será que os barulhos são nuvens brigando para voltar ao céu?

O sono quer cuidar de mim agora, tudo fica para amanhã, nuvens cada uma ...

Nuvens tão branquinhas...



* O Sol



* O Sol

O meu dia começa assim, calmo em ti, na lembrança vagando as belas sensações que me despertam...
O dia quando se inicia em teus braços fica mais leve, sem embaraço, sem dificuldades.Fica pairando naquele tom de azul leve salpicado de nuvens, sorrindo no infinito céu a fazer caretas para o sol que se esquenta sem nada poder fazer...
Os pássaros voam fazendo algazarra desta briga silenciosa sem esperar uma resolução, já que o dia tem aquela preguiça da semana estendendo-se no chão empoeirado da vida.
E o sol lá esquentando faceiro, fazendo de contas que é dono de tudo e pode comandar as brancas nuvens.Enquanto elas sem pressa fazem a corte deixando seus raios quase tocarem seu algodão que voa na cadencia do vento que sem se importar, aproveita e faz um personagem de sorte no triângulo carregando as nuvens de lá para cá...
O sol atinge sua paciência alterada por volta do meio dia esquentando tudo que em baixo dos teus raios cair, queima em combustão pensando o que pode fazer para aplacar a graça das nuvens sem queimá-las com seu amor tórrido.
Mas o vento ali nem imagina que nesta confusão foi mesmo o causador de pintar as nuvens de cinza de um momento para o outro fazendo o sol ficar escondido pelo susto das nuvens que agora são algodão escurecido.
Sol então deixa passar o tempo sabe bem que outro dia ele volta para receber o sorriso das nuvens brancas e se fazer faceiro neste amor tão matreiro.Calmo deixa as nuvens perderem-se em chuvas doces alimentando o planeta dando sua água bendita para florescer a deusa Terra.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®

Zénite


Zénite


Hoje estou colorindo-me, já passei minhas mãos nas horas azuis do mar e do céu a pensar em despir-me na tua imaginação.
Joguei um cobalto na linha do zénite e com branco clareei o horizonte, fiz o reflexo com pincelada diluída só para ver o sonho sombreando na superfície da água.
E assim fui entre o mar da tela e o céu da poesia em uma tarde que espreguiçava a saudade no meio do nada, carregando meu sentir em ti.
O sol falou mais alto aquecendo-me... Imaginei-te assim, chegando com tua galhardia em passos de rei dono do poder, a sorrir, sabendo que eu aqui esperava a noite chegar na tela fazendo a luz incidir da esquerda para direita na pincelada do azul cerules dando voltas em mesclas com violeta cobalto.
Assim eu esperava o tom do crepúsculo refletir e a tela mergulhava pedindo as estrelas, a lua só para estar completa enquanto eu escondia-me no branco titânio apenas a olhar-te passar assim perto de mim, nesta mistura irreal que nem a terebintina conseguia diluir.
Sei bem que me olhas também, sem nada dizer, seu passo muda na minha direção quando se aproxima do jardim, mas és rei e eu aqui apenas uma tela, então apenas te olho e vejo ir embora.
Olho-te bem próximo do zénite onde o céu é mais denso quando a lua brilha sobre teu corpo lá na varanda dos teus versos, tocando a lira com toda magia que me faz sentir voar em poesia.
Olho-te em uma pincelada vertical quando as estrelas do céu se aproximam brilhando nas estrofes, fazendo carícias em meus cabelos no meio das sombras da noite. Eu apenas te sinto, pois se der um suspiro acabo revelando meu esconderijo, na copa de um arbusto em verde vissie.
Olho-te em um matiz de siena quando em um título teu vejo que se perdeu em um momento de surpresa, quando sentiu mais de perto meu perfume. Eu aqui nesta tela iluminada nas linhas d´água escutei teu gemido no último verso...
Então a noite vem assim chegando e nós dois perambulando pelos corredores infinitos das cores e letras, em jardins escondidos de nós mesmos, mas delirantes na verve que nos toca fazendo a alquimia gritar em um ritmo de vermelho Veneza a paixão na inspiração tua que caiu nas minhas mãos em alisarim.
Então, com palheta rodeada de cores lanço um feitiço na tua metáfora, com ela faço um jogo de luz na tua rima marcada só para seduzir tua real criação. Depois beijo sem pensar o teu soneto no meio do corredor de uma cor primária.
Só assim descubro que quando pensei estar escondida te olhando, na verdade eram teus braços de métricas me cercando e carregando em tercetos de haiku, a fim de me fazer amar em um romance de mistério tão colorido na luz bruxuleante de uma tela. Depois me arrastar sem pressa até um quarto de arte, no matiz erótico de um escândalo entre um rei e uma simples tela...

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®

Um dia de sol...

Um dia de sol...


 
Um dia de sol ,toque de calor, a cor dourada da natureza ..
O matiz perfeito da querência...
Saúdo as minhas anotações marcadas , destacadas só para você dentro do meu coração...
Em cada dia que passa mais uma página se vira , dobra a esquina da nostalgia e repousa no laço da saudade.Eu vou seguindo na página seguinte com a caneta fazendo rabiscos, sem letras elas caem quando chega o crepúsculo indignadas de tanto esperar , enquanto eu passei momentos fazendo arabescos de tantas cores movendo ventanias em mim .
O sol hoje esta brilhando lá fora, meu caderno esta calado, minha voz muda e nos meus lábios existe um batom de fascinação, mas tudo em mim fica e continuará escondido,neste meu ostracismo vigilante.
O dia passa do meio dia, a tarde esta se refazendo de nuances azuis no céu, vejo nuvens da janela sorrindo, monopolizando atenção do vento arteiro, que sabe rodopiar as saias de algodão, sabe mostrar as pernas das alturas e deslizar no azul como um esqui desliza no meio das ondas.
O relógio da sala grita as horas, me assusto com as lembranças que novamente marquei para você no caderno...
O silêncio se quebra como um gelo no ártico...
Tenho que seguir a vontade dos ponteiros,calar o meu eu que insiste em me elevar lá no fundo da página,...Lá onde havia lágrimas no teu rosto ou seria no meu? .Já não sei mais, quando acaba o meu ser e quando o teu esta iniciando em mim...
Coloco um ponto final no papel.
E sigo o dia...
O sol me sorri,quando saio na rua , aquece minha alma.O vento levanta a barra da minha saia, a rua me assalta com um assobio abusado , acelero meus passos dou um sorriso para o céu e sigo na tarde sem mais pensar na noite da minha alma.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®

Em Linhas e Papel


Em Linhas e Papel



O meu olhar desliza na folha branca que tenho nas mãos,

A tua boca vem imprimida como trama de uma canção.

Já não olho a imensidão do teu olhar , só vejo teus lábios

Em ângulo ilusionário anseios meus de renascer em ensaios.





O meu corpo se transmuta em linhas na folha do teu papel,

Fico figurativa entre os riscos, meus espaços vazios em bisel.

Deito na tua superfície, alongo-me nos sonhos da fascinação...

Escuto o teu suspiro vegetal, fiel dou o segredo da criação.





Sinto o teu tremor e da tua boca sons bravios como o mar,

Audaciosa em nanquim delicias nos teus lábios a desbravar.

Figura em ti a impressão das minhas mãos no teu vergel...





O agora é como o vento e no improviso rouba o momento,

As linhas se transmutam nos meus lábios antes do lamento

Te beijo ,sinto acontecermos em Amor, unidos em linhas e papel...



Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®