"A estesia onde a palavra floresce na vertente livre e lírica."
"A minha escrita permeia sentidos românticos,
restaura a solitude e acolhe a beleza da vida
para ser-te Poesia."
Marli Franco
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IX Carta - Fios do Amor
IX Carta - Fios do Amor
Quando ando campinas do meu pensamento é onde te vejo, onde os meus olhos encontram nas estrelas os teus olhos e o teu sorriso.
Necessito sentir tua presença fluindo perto de mim, despida do meu manto da ausência.
Existem tantas palavras que me chamam para ver o veludo do céu, tantas sílabas buscando formas geométricas e criando o surreal em cima da vida.
Hoje meu corpo firma na montanha, sei quando voar e voltar ao ninho como as gaivotas voltam para o mar.
Hoje sinto apenas a falta dos teus braços de aço, do teu beijo de tanto amor. Sinto tanta falta que em minha cintura as tuas mãos de luz parecem contas de juras, como contas de diamantes que surge em cada ano cravejado de saudade. A minha pele cada vez mais lembra o alabastro e o meu castelo fica cada vez mais alto guardando a luz deste amor que se estende ampliando minha inspiração.
Então quando corro nas campinas onde sei que estas e sei que lá me espera para um tempo fora do tempo teremos o impossível, aquilo que lembra as floradas das macieiras, o lago das sensações... Lá onde as águas são fios do amor do nosso amor eterno.
Poema musicalizado -Poesia Invisível
Música e Voz - Silvia Occorso - Poeta e compositora
Letra / Poema: Invisível Poesia - Marli Franco
Agradeço Silvia Occorso esta honra que com sua voz fantástica veio iluminar a luz da minha humilde Poesia.
Sombras de Veludo
Tradução feita pelo Poeta José Francisco T.G.
do Fórum LADY HALCÓN
a quem agradeço este maravilhoso trabalho
que une nossos idiomas irmãos.
Cartas II........Lembrança ao Meio Dia
Cartas II........Lembrança ao Meio Dia
Sinto um tom alaranjado a palpitar de amores inspirando desejos...
Que tempo é este que passa meu doce amor, a voar em minha mente pedinte neste abandono que se instala incoerente.
Que tempo é este que passa meu doce amor, a voar em minha mente pedinte neste abandono que se instala incoerente.
Trago o peito rasgado em meus sonhos, doces quimeras de versos que lhe dedico nesta distancia que se interpõe em nossas vidas.
Quem dera meu único amado, pudesse eu ter a magia para correr nas nuvens e te abraçar em um só minuto a reviver nossa plena união.
A lágrima que cai agora me deixa ébria neste tormento que me faz viver, de tanto te amar e fico assim a te relembrar pelas avenidas que me inspira a versejar.
O teu olhar, doce amor, vem tão leve mergulhar em minha íris a encantar e neste fragmento do tempo me entrego, na doce ilusão de ter-te ainda assim em plenitude.
Beijo tua alma em luz que me irradia e nela sinto teu amor em todos meus dias, é neste tempo que vejo o quanto ainda sou feliz por viver contigo neste aconchego que nos é assim permitido.
O universo é dono de tantas magias que nos concede ainda a quimera mais doce da vida, vindo embalar este encontro furtivo no silencio do meio do dia.
Como saltar desta ilusão que me aquece, meu querido, se é em teus braços que me sinto ainda viver em pequenos consentimentos. E não importa se para isso ,o segundo seja só o tempo de uma lágrima a escorrer pela face e mergulhar nos beirais dos meus lábios sentindo teu doce aproximar.
Em meu coração pulsa teu nome, em minhas mãos ainda sinto teu calor, mas é na alma que mais sinto o amor que depositas em mim com tanto carinho.
De onde vem já não me pergunto, e para onde vai só penso que pode te alcançar esta sensação tão doce que me abraça na calma da tarde que aqui me enlaça.
Como posso procurar explicações reais, se me basta sentir a plenitude de tanto te amar...
*
*
*
Se um beijo meu pudesse
Depositar bem perto dos teus lábios
Eu mergulharia em teus olhos
A romper a imensa saudade
E te envolver cativa no abraço
Do amor que pulsa em minha vida
Ainda intenso a luz que passa de cada dia.
Carta III...Retrato da Saudade
Carta III...Retrato da Saudade
Quando o dia vai assim sumindo e a noite vem caindo bem de mansinho fico a lembrar a beleza que é sentir e te amar.
Quando o tempo se mostra querendo me entristecer na calma da noite, olho o teu retrato guardado dentro de mim e vejo... Que no presente ainda carrego tua imagem dentro de mim.
Como as nuvens, que vão saindo de um lado para outro bem devagar num vôo sutil sem ninguém quase notar; assim caminho eu nas ruas da minha alma em passos leves, sabendo o que quero e tendo a certeza que os passos teus me acompanham.
Seja em tempos de sol ou nas jornadas da lua não importa o meu olhar sempre vago nas alamedas que tuas mãos se abrem para lembrar pequenos ou grandes momentos para te querer.
Se o dia solicita o sol para ficar mais belo, meu coração se irradia em uma fresta de quimera pousada em um desejo surreal do teu perfume caindo em meu olfato por puro acaso.
Se a noite pede a lua para desfilar no céu fazendo promessas absurdas da mesma essência enluarada me visto para sonhar em um fragmento estelar sonhando contigo passear...
Mas se verte do céu azulado
O pranto leve de um raio dourado,
Jorra na superfície da minha alma
A poesia em gotas prateadas
Da saudade que nunca se acaba...
Carta IV ---Ao meu amor ,do centro da minh´alma
Carta IV ---Ao meu amor ,do centro da minh´alma
No centro da minha alma encontro partituras escondidas, cobertas pelos papéis de lembranças esquecidas do ontem, debaixo dos meus afluentes noturnos de lágrimas.
A nostalgia cala neste mergulho insensato, sem fugir do meio do nada que no concreto me rodeia.
Pródigo silêncio que impera no momento...
O âmago da alma suspira em prol dos dias anteriores, não há o que pedir ou esperar na estância da saudade.
O presente tem a cor alaranjada das aquarelas bem diluídas , o futuro é só um arco-íris para brincar que os dias poderão ser tingidos de um colorido qualquer, já não importa a matiz que vai se atingir.
Na fresta de uma trilha destas minhas planícies d´alma, nota uma ilusão perdida no acaso de um dia qualquer em que foi plantada.Pousa na sombra de uma cicatriz sem mais pulsar pelo sol ou pela noite.Pobre ilusão parece mesmo um dia no ínicio do inverno tão pálida,tão esquecida no canto de um dia bem vivido.
O caminho para ilha da solidão é paradoxal, o absoluto sentimento se une ao relativo conformismo da vida . As brumas esperam silentes nesta hora calada da melancolia.A alma sente na superfície o absurdo da ausência mais que profundo.O olhar absorve todo plano de busca as portas de tantos mecanismos entre o possível e o inatingível se estende sem abrir, o silencio reina camuflado de serenidade mostrando o caminho da mais profunda dor...
A dor de te amar e saber que não posso mais te ter nesta dimensão...
Os anos se passaram como as marés, senti dia após dia,do sol quando raiava ou quando as estrelas anunciavam a chegada da noite . Criei mergulhos no nada para te sentir além da minha própria imaginação...
Mentir a mim mesma não vale neste mergulho isolado,não posso deixar de te amar, é como não sentir um sopro da brisa em minha pele, é a constatação mais clara como o vento que é bem vindo em dia de verão .Não posso enganar-me mais, te amo ainda em cada minuto que por mim atravessa, em cada dia que amanhece,já não importa o como e nem tão pouco os porquês,este amor que pulsa sem domínio , como o barulho do mar em tormentas...
Sei que esta além de mim esta força, sei que sou dominada por ela e que não tenho mais como mudar e nem quero mudar esta razão de viver.
Amar-te é como respirar , não posso mais deixar de sentir esta vibração na minha essência. Tem a mesma cadência do meu coração , uma parte tão absurdamente inserida dentro de mim, como o teu sobrenome que faz parte do meu nome.
Sou apenas tua ainda,me sinto extremamente cativa da áurea da tua presença no meio da tua real ausência, um paradoxo absurdo , mas tão certo quanto o dia .
A constatação de não poder te esquecer, é tão assustadora mas mesmo assim sei que meu ninho esta ainda em teus braços,e esta constatação me acalma , me acalenta.
A felicidade ficou impossível de ser atingida, já sei que o colorido dos dias serão sempre iguais todos tingidos no royal azul da saudade.
E a descoberta no meu âmago foi tão clara ,tão simples e imaculada ...
Nasci só para te amar...
Um beijo teu...
Tradução feita pelo Poeta Juan Olivas,do Fórun Poesia Pura,
a quem agradeço de coração
pelo trabalho que une nossos idiomas em Poesia.
I Carta de Amor __ Suaves Lembranças
Carta de Amor I __ Suaves Lembranças
Na noite que passa tão calma...
Eu adormeço em mim mesma...
Os minutos sopram uma brisa suave ao som da melodia que entra pela janela.
O dia se foi , tão corrido agora à paz volta para me levar a pensar em você meu doce amor.
A cada letra um toque que vem de você para mim, a cada palavra um doce carinho meu para você...
A rua lá fora ainda se movimenta, mas aqui a sensação é de sentir tão doce a tua presença, que me eleva na paz do nosso amor.
Lembrar de nós é como caminhar de mãos dadas sob o manto das estrelas,ou relembrar quão suave era quando caminhávamos na praia...
Lembra ...amor meu...
Lembra, quando nossas mãos vinham brincar de sorrir sem nem ter motivo , mas sorriamos apenas por estarmos juntos , o mar com certeza sorria também pois suas espumas cobriam nossos pés...
Como posso ainda te dar este amor ?
Tem momentos que minha oferta não alcança o céu do nosso sentimento é tão alto , tão sublime ...
Sinto teu amor ....Mas é tão alto o céu e teu olhar nas nuvens é tão doce...
Alcançar-te tão distante e te sentir tão perto um paradoxo , mas tão intenso...tão intenso...
Amar-te ainda é tão bom... Sinto-me viver em cada pedaço da minha alma que palpita por você...
Sinto-te tanto meu amor ...
Em cada pedaço do tempo ...
Em cada momento do meu corpo...
Ainda sorrio para você , no teu céu acho que desprende teu sorriso como um beijo em meus lábios; pois sinto o vento tocar minha face , murmurando com tua voz meu nome, e neste exato momento meu doce amor eu não posso evitar ...
Fica tão grande o meu sentir que sob meu sorriso escorre o beijo de uma lágrima ...
Perdoa amor ...
Perdoa te amo, ainda em lágrimas sorrindo...
O tempo quebra amor, a casa se movimenta ...
Olha amor...
Os nossos filhos chegam sorrindo é nosso amor mais que concreto, me acercando de afeto...
V Carta de Amor ...Uma Lágrima na Palma da tua Mão
Carta de Amor V...Uma Lágrima na Palma da tua Mão...
Amor estou aqui na linha que divide nosso mundo, sentada nesta estrada tão intensa e vazia a olhar o céu que me cobre neste final de verão, pedindo mais força de mim...
O momento às vezes fica tão pequeno para te sentir, eu me deixo ficar enrolada na manta do concreto sem saber que meu mundo quer um pouco mais deste nosso amor tão infinito.
Ah! Amor, eu já não tenho mais os sonhos que faziam as flores sorrirem nos vasos dos meus ideais, perdi o toque de reviver os jardins me entregando nesta luta inconseqüente, sem forças pouso meu momento aqui na linha divisória de sempre.
Hoje meu eu quer teu colo, como antes e minhas lágrimas precisam da suas mãos para colher esta dor que me dilacera e palpita ao mesmo tempo tão intensa dentro do meu ser. Hoje amor, meus olhos estão pedindo as tuas mãos para meus lábios beijarem tuas palmas e entregar meu soluço tão profundo, mas não quero que colhas como um sentimento ruim, quero que colhas como flores em uma janela em dias de primavera.
Quero só ficar assim em tuas mãos, repousar um pouco neste compasso do tempo, repousar sem pensar preciso deste espaço em teus braços para integrar meu ser tão frágil que só você percebe.
O céu parece se abrir, as nuvens se afastam, é à noite com seu manto de estrelas chegando e você tão perto de mim me amando e eu...
Eu amor tão perto de ti, sentindo...
Sei que me olhas com olhar das estrelas, sei que me tocas com sopros de brisa exalando o teu perfume em meus cabelos em uma caricia que só nos dois sabemos ser tão nossa, tão especial, te amo...
Amo-te tanto que meu mundo se concentra em sentir o nosso doce viver... Assim etéreo e tão perfeito.
Ah! A noite é peregrina em nossa companhia, somos ondas de perfumes com a lua de guardiã, nesta linha tão firme e dourada.
Amor sente minha serenidade voltando, meu sorriso brotando neste beijo que me invade. Olha amor, minha lágrima tão constante se dissolveu sob teus dedos que me afagam, amor como é bom ser tão tua, tão intensamente tua...
Recebe meu beijo é tão teu, mandei uma estrela entregar em teus lábios, para selar meu querer em teu doce nome que balbucio noite adentro em meu viver, só para assim te sentir como agora mais perto de mim...
O Cadarço do Sapato
O Cadarço do Sapato
O calçado lá vai ...
Caminhando com seus estranhos cadarços, tão diferente e com marcadas identidades singulares...
Um impecável , sempre bem amarrado , com laço bem feito coisa feita com jeito e com muito trato todo garboso caminha em cima do calçado.
O outro muito desleixado, com jeito de pouco caso, se apresenta meio largado, quase esparramado.Arrasta-se no asfalto , fica cinza nem olha para cima e lá vai todo desfiado , desafiando a vida no compasso de cada passo...
O cadarço impecável, olha meio sem jeito e com um contrafeito, solicita uma possível reforma neste aspecto do enfadado companheiro.
O desleixado faz pouco caso,se coloca ainda todo glorioso fazendo de conta que seu estado é mesmo o mais formoso.
Mas o coitado do impecável, se ajeita no laço e mostra o quanto aquele ar desfiado pode por em risco o passo dos dois calçados.Um risco desnecessário, deste caso impensado de andar assim tão despreocupado. Será que não vê ? O quanto este asfalto é mesmo um campo minado?
Mas qual , nada...Nada pode ser feito a não ser esperar...E esperar, o dia dos dois passos desandar e num descuido escorregar...
E tal fato não leva tempo demais , pois assim o desleixado arrastado no asfalto em seu garboso desfiado é pego de surpresa e preso fica nas rodas alinhadas de uma bicicleta, que sem muito jeito atravessa no caminho dos dois cadarços com grandes diferenças interessantes.
E tudo acontece neste mundo de letras visionárias , a roda gira desfila com o cadarço no meio do raio da formosa bicicleta...E assim acontece...
O dono até corre em seu socorro, mas é tarde o cadarço desleixado esta lá no meio do asfalto caído cinza, quase que ainda se arrisca em um fio a segurar-se no calçado.Fica assim em dois pedaços, um no calçado curto já não se arrasta no asfalto, talvez até venha ficar mais claro e o outro restante já não acompanha os passos ...
Agora o desleixado, apenas pode olhar lá em cima as nuvens. hora cinza, hora tão branca naquele céu tão diferente que ele nunca tinha visto, tão preocupado que estava em sentir apenas o asfalto.
E o dono do calçado, este nem precisou se lamentar fez um nó no resto do cadarço e se foi no lado oposto da bicicleta,.E ele se olha ali parado, um resto do cadarço que sente o asfalto onde fica deitado ,mas se ajeita com o vento e fica assim a olhar saboreando as nuvens que passam para ele gargalhando a voar no céu . Neste céu tão azul neste final de tarde desencantada, com esta estória nascida no meio da turma que se agita a amarrar os cadarços de cada vida...
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