"A minha escrita permeia sentidos românticos,
restaura a solitude e acolhe a beleza da vida
para ser-te Poesia."

Marli Franco


©Marli Franco. Todos os direitos estão reservados. All rights reserved. DO NOT COPY.

Um beijo teu...





Tradução feita pelo Poeta Juan Olivas,do Fórun Poesia Pura,

a quem agradeço de coração

pelo trabalho que une nossos idiomas em Poesia.



Escuta-me...



I Carta de Amor __ Suaves Lembranças

Carta de Amor I __ Suaves Lembranças


Na noite que passa tão calma...
Eu adormeço em mim mesma...
Os minutos sopram uma brisa suave ao som da melodia que entra pela janela.
O dia se foi , tão corrido agora à paz volta para me levar a pensar em você meu doce amor.
A cada letra um toque que vem de você para mim, a cada palavra um doce carinho meu para você...
A rua lá fora ainda se movimenta, mas aqui a sensação é de sentir tão doce a tua presença, que me eleva na paz do nosso amor.
Lembrar de nós é como caminhar de mãos dadas sob o manto das estrelas,ou relembrar quão suave era quando caminhávamos na praia...
Lembra ...amor meu...
Lembra, quando nossas mãos vinham brincar de sorrir sem nem ter motivo , mas sorriamos apenas por estarmos juntos , o mar com certeza sorria também pois suas espumas cobriam nossos pés...
Como posso ainda te dar este amor ?
Tem momentos que minha oferta não alcança o céu do nosso sentimento é tão alto , tão sublime ...
Sinto teu amor ....Mas é tão alto o céu e teu olhar nas nuvens é tão doce...
Alcançar-te tão distante e te sentir tão perto um paradoxo , mas tão intenso...tão intenso...
Amar-te ainda é tão bom... Sinto-me viver em cada pedaço da minha alma que palpita por você...
Sinto-te tanto meu amor ...
Em cada pedaço do tempo ...
Em cada momento do meu corpo...
Ainda sorrio para você , no teu céu acho que desprende teu sorriso como um beijo em meus lábios; pois sinto o vento tocar minha face , murmurando com tua voz meu nome, e neste exato momento meu doce amor eu não posso evitar ...
Fica tão grande o meu sentir que sob meu sorriso escorre o beijo de uma lágrima ...
Perdoa amor ...
Perdoa te amo, ainda em lágrimas sorrindo...
O tempo quebra amor, a casa se movimenta ...
Olha amor...
Os nossos filhos chegam sorrindo é nosso amor mais que concreto, me acercando de afeto...

V Carta de Amor ...Uma Lágrima na Palma da tua Mão

Carta de Amor V...Uma Lágrima na Palma da tua Mão...

Amor estou aqui na linha que divide nosso mundo, sentada nesta estrada tão intensa e vazia a olhar o céu que me cobre neste final de verão, pedindo mais força de mim...
O momento às vezes fica tão pequeno para te sentir, eu me deixo ficar enrolada na manta do concreto sem saber que meu mundo quer um pouco mais deste nosso amor tão infinito.
Ah! Amor, eu já não tenho mais os sonhos que faziam as flores sorrirem nos vasos dos meus ideais, perdi o toque de reviver os jardins me entregando nesta luta inconseqüente, sem forças pouso meu momento aqui na linha divisória de sempre.
Hoje meu eu quer teu colo, como antes e minhas lágrimas precisam da suas mãos para colher esta dor que me dilacera e palpita ao mesmo tempo tão intensa dentro do meu ser. Hoje amor, meus olhos estão pedindo as tuas mãos para meus lábios beijarem tuas palmas e entregar meu soluço tão profundo, mas não quero que colhas como um sentimento ruim, quero que colhas como flores em uma janela em dias de primavera.
Quero só ficar assim em tuas mãos, repousar um pouco neste compasso do tempo, repousar sem pensar preciso deste espaço em teus braços para integrar meu ser tão frágil que só você percebe.
O céu parece se abrir, as nuvens se afastam, é à noite com seu manto de estrelas chegando e você tão perto de mim me amando e eu...
Eu amor tão perto de ti, sentindo...
Sei que me olhas com olhar das estrelas, sei que me tocas com sopros de brisa exalando o teu perfume em meus cabelos em uma caricia que só nos dois sabemos ser tão nossa, tão especial, te amo...
Amo-te tanto que meu mundo se concentra em sentir o nosso doce viver... Assim etéreo e tão perfeito.
Ah! A noite é peregrina em nossa companhia, somos ondas de perfumes com a lua de guardiã, nesta linha tão firme e dourada.
Amor sente minha serenidade voltando, meu sorriso brotando neste beijo que me invade. Olha amor, minha lágrima tão constante se dissolveu sob teus dedos que me afagam, amor como é bom ser tão tua, tão intensamente tua...
Recebe meu beijo é tão teu, mandei uma estrela entregar em teus lábios, para selar meu querer em teu doce nome que balbucio noite adentro em meu viver, só para assim te sentir como agora mais perto de mim...



O Cadarço do Sapato


O Cadarço do Sapato

O calçado lá vai ...
Caminhando com seus estranhos cadarços, tão diferente e com marcadas identidades singulares... 
Um impecável , sempre bem amarrado , com laço bem feito coisa feita com jeito e com muito trato todo garboso caminha em cima do calçado.
O outro muito desleixado, com jeito de pouco caso, se apresenta meio largado, quase esparramado.Arrasta-se no asfalto , fica cinza nem olha para cima e lá vai todo desfiado , desafiando a vida no compasso de cada passo...
O cadarço impecável, olha meio sem jeito e com um contrafeito, solicita uma possível reforma neste aspecto do enfadado companheiro.
O desleixado faz pouco caso,se coloca ainda todo glorioso fazendo de conta que seu estado é mesmo o mais formoso.
Mas o coitado do impecável, se ajeita no laço e mostra o quanto aquele ar desfiado pode por em risco o passo dos dois calçados.Um risco desnecessário, deste caso impensado de andar assim tão despreocupado. Será que não vê ? O quanto este asfalto é mesmo um campo minado?
Mas qual , nada...Nada pode ser feito a não ser esperar...E esperar, o dia dos dois passos desandar e num descuido escorregar...
E tal fato não leva tempo demais , pois assim o desleixado arrastado no asfalto em seu garboso desfiado é pego de surpresa e preso fica nas rodas alinhadas de uma bicicleta, que sem muito jeito atravessa no caminho dos dois cadarços com grandes diferenças interessantes.
E tudo acontece neste mundo de letras visionárias , a roda gira desfila com o cadarço no meio do raio da formosa bicicleta...E assim acontece...
O dono até corre em seu socorro, mas é tarde o cadarço desleixado esta lá no meio do asfalto caído cinza, quase que ainda se arrisca em um fio a segurar-se no calçado.Fica assim em dois pedaços, um no calçado curto já não se arrasta no asfalto, talvez até venha ficar mais claro e o outro restante já não acompanha os passos ...
Agora o desleixado, apenas pode olhar lá em cima as nuvens. hora cinza, hora tão branca naquele céu tão diferente que ele nunca tinha visto, tão preocupado que estava em sentir apenas o asfalto.
E o dono do calçado, este nem precisou se lamentar fez um nó no resto do cadarço e se foi no lado oposto da bicicleta,.E ele se olha ali parado, um resto do cadarço que sente o asfalto onde fica deitado ,mas se ajeita com o vento e fica assim a olhar saboreando as nuvens que passam para ele gargalhando a voar no céu . Neste céu tão azul neste final de tarde desencantada, com esta estória nascida no meio da turma que se agita a amarrar os cadarços de cada vida...


Alegria

Poema musicalizado "Eu Escrevo"





   





Eu escrevo...

 

Eu escrevo com a voz sutil dos meus sentires

Os meus seios poéticos são alaúdes de convires

Que silenciam a posse do teu grito faminto

No reverso do tempo queima o vigor corinto.

 

Eu escrevo com o vento nos cabelos andantes

Olhar vigia as mudanças silábicas dos mirantes

Quando o teu sabor menta vem tocar em mudez

O teu beijo cai no meu ventre de ideias em xadrez.

 

Não esqueço a saudade andarilha ouro candeia

Nos teus olhos negros sou esmeralda na areia

No deserto recrio um oásis em amor peregrino.

 

Escrevo as lembranças no alfabeto místico das runas

A suave inspiração no tempo voa tão alto nas dunas

Como as flores do deserto balançam ao sabor do destino.

 

Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®

 


Música e Voz - Silvia Occorso - Poeta e compositora
Letra / Poema: Eu Escrevo -  Marli Franco




Agradeço Silvia Occorso esta honra que com sua voz fantástica veio iluminar a luz da minha humilde Poesia.
Gracias Silvia guardo aqui este presente como uma jóia preciosa.




 


Escurece , sem lua...

Escurece , sem lua...


Eram flores cobrindo o final da tarde de olhares
A calçada se desfazia colares no rolo de cimento
Um tapete cinza tão rasgado com flores e folhas
Nos rasgos o tom ocre escolhas combinado com o dia
Que se perdia no acinzentado das 4 horas das nuvens.
No caminho de sempre os passos sabem andar
Vagar leves, alegres sem preocupações rotineiras
A cada agora nascem novas as flores nas cantoneiras
Um dia ou outro, de uma nostalgia ao vértice da outra.

Ouvi a voz do céu, os acordes aguados da tempestade...
Pensei que era um Poeta rabiscando seus pecados,
Quem sabe talvez um Pintor imaginando o matiz
Do sol que não queria ficar apagado no alto do verão.

A tempestade parece e escurece tudo, sem lua...
Quando ando, ando pela rua,
A rua que tanto ando...
Escutando o som no meu íntimo em azul do infinito.
Inspiro a indagação envergando verdes cataclismos,
Sintonizo ao escutar o piano de Yruma, estou em casa...
Sem querer solto a tensão até meus dedos corarem,
No suspiro do dia, um final de tarde com o nome de silencio.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®

Eu Escrevo...





Eu escrevo...

 

Eu escrevo com a voz sutil dos meus sentires

Os meus seios poéticos são alaúdes de convires

Que silenciam a posse do teu grito faminto

No reverso do tempo queima o vigor corinto.

 

Eu escrevo com o vento nos cabelos andantes

Olhar vigia as mudanças silábicas dos mirantes

Quando o teu sabor menta vem tocar em mudez

O teu beijo cai no meu ventre de ideias em xadrez.

 

Não esqueço a saudade andarilha ouro candeia

Nos teus olhos negros sou esmeralda na areia

No deserto recrio um oásis em amor peregrino.

 

Escrevo as lembranças no alfabeto místico das runas

A suave inspiração no tempo voa tão alto nas dunas

Como as flores do deserto balançam ao sabor do destino.

 

Marli Franco

Direitos Autorais Reservados® 











Talismã Circunscrito


O Gato e o Guarda-Chuva

Delírio!!!!!!

No ponto de ônibus mais uma vez abarrotado, a paulicéia desvairada em dias de chuva , lembra salão de carnaval a balbúrdia é geral.

Eu já acostumada com este mar de água e de gente tentando se apertar no abrigo do ponto de ônibus, fugindo da chuva ,fui violentamente empurrada.

Assustada tentei saber a razão deste empurrão que me jogou fora do abrigo, e nada mais nada menos era um tal de Sr. Gato.

Sim caros amigos, um gato meio estranho que no início tentei me afastar. Mas ele veio para cima de mim ,com uma torrente de palavras me acuado. Sem deixar nem sequer eu abrir a boca, que dirá afastá-lo de meus finos braços que já estavam empresados naquela parede gelada, pelo peso do Sr. Gato, que diga de passagem parecia simplesmente uma bola de basquete, a gordura era sólida.

Ah! Nesta empresada ele deixou cair seus óculos pretos com aros enormes que me engoliam sem piedade.

As outras pessoas olhando, assistindo aquele filme em câmara lenta no meio de uma ilha, de uma avenida de trânsito louco.

Tentei me afastar , mas qual acuada daquele jeito simples fato de mexer meus braços foi motivo suficiente para o gato declamar em brados versos de Lord Byron. Eu acabei me perdendo no meio da declamação ,esqueci de quão acuada estava e como em dias de chuva Sampa é loucura geral.

Um guarda-chuva mal colocado bateu na cabeça do pobre gato.O coitado caiu no chão levando-me junto.Suas mãos enormes pareciam garras, marcavam os meus braços sem soltar.

As mulheres se juntaram ao redor com seus guarda-chuvas tentando me ajudar. O pobre gato gritava no meio dos versos a palavra assaltantes da lua...Assaltantes da lua que seria?

Os meus braços pareciam palitos em suas mãos, eram quase arrancados de tanto que me apertavam e sacudiam misturando os poemas de Byron e outros ainda desconhecidos por mim.

Eu ali perdida fã de poesia, só tentava saber o final do poema. As mulheres com seus guarda-chuvas berravam que o coitadinho tinha ficado neste estado por causa de tento estudo.

Uma das mulheres resolveu no meio daquela balbúrdia , abrir a mala do gato para encontrar seu endereço.Mas no meio do temporal começou voar livros para todos os lados. Neste momento eu fiquei louca tentando salvar da chuva

os livros tão bem encadernados que lembravam belos diários de um solitário.

Mas junto com os livros pulavam tantos panfletos de viagens e de disk.. Sim disk pizza , disk comida chinesa, disk comida grega, disk café turco, disk..disk..comida comida .comida...

Olhei aquilo voando guia abaixo na enxurrada e deixei ,mesmo porque o gato precisava mesmo de um regime.Preocupei-me em salvar os livros, apesar do meliante ainda me manter aprisionada nas suas garras deitado ali no chão.Eu parecia mais estar em uma gangorra em cima daquela barriga enorme. Que no momento da queda foi onde ele me arrastou.

As mulheres que se aproximavam cada vez mais sufocando com seus enormes guardas-chuvas.E o coitadinho do gato gritava palavras desconexas armas...armas....praia e mais Lord Byron.

No alvoroço uma destas mulheres gritavam que seu QI tinha sido o causador desta situação.
Com a testa ainda transpirando,sua calvície gotejando, senti que devia tomar uma providência antes que o gato se perdesse de vez neste inconsciente livre e afoito.

Com calma pedi para as mulheres agarrarem suas mãos, e assim consegui me soltar das amarras.Tirei um lenço que prendia meus cabelos castanhos e com a suavidade do tecido enxuguei sua testa.Coloquei sua cabeça em meu colo e assim sua agitação passou.

Aos poucos ele parecia estar voltando de um sonho, olhou-me incrédulo e disse que devia ter desmaiado de fome , o calor que sentia era tanto que parecia estar em uma praia.

Olhando o gato agora parecia até charmoso, devia ter uns 54 anos ou 57 não sei... Mais alto que eu, com aquele olhar de quem sabe tudo intimidou-me. Levantei batendo água da saia, devolvi os livros que bem gostaria de levar embora e deixar o gato sem o Lord Byron.
Entreguei a sua pasta e peguei meu ônibus deixando ele aos cuidados das mulheres que ele tanto tinha chamado de assaltantes.

O ônibus foi distanciando –se do ponto e eu com meus pensamentos...

Que seria este delírio do gato?

Talvez tenha sido atingido por aqueles versos que tanto declamava.

Mas gato é assim mesmo mia..mia..mia..


Carnaval - Os Nossos Carnavais



Os Nossos Carnavais

 

Lembranças dos nossos carnavais

Onde rodávamos nas música contagiante

Onde eu era sua única colombina exultante

Que em teus braços era pura euforia

Onde tudo era sempre amor e magia.

 

Lembranças das festas em salões

Onde teu prazer era segurar minha cintura

Elevar-me no alto dos teus braços em mesura

Para sorrirmos dos confetes e serpentinas.

 

Lembranças das nossas fantasias

Que soltas ficavam em teus desejos entrelaçados

Nos grandes salões onde os caminhos desfilados

Levando meu corpo no meio da multidão a solicitar

O teu corpo como escudo na música para dançar.

 

Lembranças que ainda ouço e sinto

Que ainda giram neste videoteipe infinito

Que roda sem cessar, rasga minha alma vaga

Na saudade intensa da tua anelada presença.

 

Lembrança do passado...A dança.

As inúmeras sensações...A aliança.

O amor que não extingue em mim,

Dilui sempre nas linhas assim...

Em versos para ti sem fim...

 

Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®






Carnaval - Fantasia na Avenida




Fantasia na Avenida

 

Que o samba muitos versos venham enredar

Que a sapatilha da passista resista a magia

Dance na avenida assim que a bateria

Anunciar que a folia vai arrebentar.

 

Se a fantasia é de Colombina quero confete

Deixar o Pierro no asfalto da estrofe intérprete

E quero serpentina para em Arlequim enroscar

E no título do Poema sambar até o dia clarear.

 

Mas se a poesia for de Porta-Bandeira

Deixa-me livre com o Mestre-Sala na brincadeira.

Que na avenida vou reverenciar gingando

A honra da bateria movimentando a emoção

Tocando no recuo da imaginação, sambando

A vida na apoteose de ter a Poesia no coração.

 

Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®





Haikai --- A Lua e o Mar



 Haikai 

A Lua e o Mar


A lua mergulha

No mar, que se naufraga

No céu sem lua

 

Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®