Avesso Florido
Eu quero ser livre aquarela uma brisa campestre
Ser suave tal qual perfume das flores silvestres
Andar nas campinas sem horas e sem ponteiros
Olhar o avesso florido do meu pequeno travesseiro.
Eu quero o vento escorrendo nos dedos viajantes
Olhar o horizonte e tecer as fantasias mirabolantes
Andar descalça lá nas folhas dos ipês esquecidos
E deixar depois a primavera desnudar meus sentidos.
E com este fluir dentro de mim olhar tuas mãos
Criar dedos com os desenhos leves de alegorias
Brincar com tuas palmas na face da minha ilusão.
Ouvirá então a cotovia versejar do meu coração
Enquanto te beijo despudorada de nostalgia
Fazendo festa de alegria na tua doce criação.
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®


Nenhum comentário:
Postar um comentário
Agradeço a visita!
A sua presença e comentário são um privilégio precioso.
Volte sempre é uma honra te receber em meu humilde espaço.
Um beijo de violetas.