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domingo, 29 de abril de 2012

Cítara da Aurora

Cítara da Aurora

 
A nova inspiração acorda o verbo na canção
Movimenta as ondas e o alaúde do coração
Suaviza os dias e as noites, fim da aridez,
Faz o deserto a dança da areia na fluidez.

A nova inspiração ouve a cítara da aurora
Repara no dourado que envolve o alabastro
Veja que o parnaso levita em novo agouro
O pergaminho é no agora no tempo vindouro.

Eleva a voz secreta, um quê de rosa no céu
Surge um prelúdio, miragem além do véu
Sílabas violáceas caem no passeio da poesia.

O Amor desperta para passar livre nas almas
A voz das rimas um veiculo precioso de calma
Resplandece bardos da nova era, liberta a epopéia.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®







sexta-feira, 27 de abril de 2012

Areias do Pensamento


Areias do Pensamento


Vou sentar nas areias do pensamento
Olhar as inquietudes do momento
Lá no horizonte sugere a nova ação
Uma cor pura retrata a imaginação.


Se o abismo foi intenso na devassidão
Voar livre aprofunda a abstração
Um tesouro na luz interna se revela
A descoberta é a experiência mais bela.


Descobri que o crepúsculo traz miragem
Existe a saudade salpicada na paragem
Na hora da solidão não importa as falas
A auto-suficiência oferta um tom opala.


Então captei uma nova onda de energia
Resgatei a indumentária lilás da arquearia
Voltei ao campo dos arcos revivi a conquista
Da íntima Poesia, a luz mais pura e simplista...

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®






quarta-feira, 25 de abril de 2012

Indelével Poesia




Indelével Poesia


No castelo andei descalça na mira do olhar
Fui lady em época remota via o imperador
Amei envolvida em uma capa de mistério
No silencio da noite surgia em teus sonhos
E tocava minha lira para te atrair na magia.
A época era romântica e o olhar me buscava
Sem saber que eu era uma viajante do tempo
No futuro tinha a minha ousada morada
E escondia-me nos labirintos do presente,
Fugia quando podia nos sonhos do passado.
O tempo era apenas o navegador...
A vida se trocava em muitas roupas
Umas tão longas e pesadas outras tão leves
Praticas movimentações da saudade.
Mas a alma era sempre a mesma...
Inabalável nas mudanças do tempo
Inalterável na tolerância das diversidades da época
No entanto sensível, a qualquer brisa da emoção.
Que viesse perturbar a magia da transmutação
Da indelével Poesia...

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®


sábado, 21 de abril de 2012

Retorno em Outono


 
Retorno em Outono

Adormeci com o movimento da ilusão
Deixando os círculos na imaginação
Um corpo com folhas de tom dourado
No horizonte o equilíbrio é confirmado.


Sonhei que a vida se vestia de céu
Que a emoção é coberta de véus
Que o olhar é quem despe a alma
Transpondo carinhos nas horas calmas.


Acordei com a consciência em fractal
Lembrando retalhos no varal do quintal
Que o vento da manhã passou e levou
Um sonho tão inexplicável que se evaporou.


Levantei com o pensamento nas profundezas
Como se levitasse nos braços da natureza
O inconsciente fosse os ventos de outono
Voando na sensação de um breve retorno.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®

domingo, 15 de abril de 2012

O Rouxinol


O Rouxinol

Quando te ouvir com o canto de Orfeu
Deixando o sonho correr as minhas margens
Nas dobras das horas incoerentes do relógio
Sentirei o som dos versos quebrando o silencio.


Então deixarei a solidão seguir teus passos
Sentirei tua presença exultando-me no espaço
E minha alma sendo o abraço de um lago silente
Esperando o momento de fundir-me em teu mar.


Haverei de confinar-me neste abstrato sentir
Onde não sei quando você sussurra enfim
Ou quando é eu amando-te assim a emergir
Acariciando tua voz na freqüência além de mim.


Receberei afinal um tempo do relógio
As estrelas farão brilhos de advertências
Criando sinais significativos de alerta
Para iluminar-me na tua voz de rouxinol.


Olharei assim teu corpo, um poema, o meu farol.
Teu título à luz que me instiga no fluir da vida
Girando meu ser em uma aliança indestrutível
A sentir pleno na euforia da poesia inextinguível...

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®


quarta-feira, 11 de abril de 2012

Outono Inconseqüente...



Outono Inconseqüente...

Admito o sentido latente da realidade...
Assim deveria acontecer o imprevisível surgindo do nada...
O presente se vestindo de antigos presságios...
Fazendo parte do caminho o despojamento das esperanças.
O futuro é livre, apenas o vagar dos inesquecíveis desejos.
Como na noite, as estrelas escondem a voz das palavras...


O vento traz a resignação sob a vontade do destino traçado
A luz ainda faz sombras, manobras no meu pensamento
Uma arqueira não cai, observa o brilho dentro de si mesma...
A insolubilidade das ações forja escudos sempre
Na caminhada importa as flechas com a cor da criação.
O olhar do silencio revigora com sílabas da nostalgia...


A realidade absurda, na porta dos sonhos desenha segredos.
A palavra é viva tingindo na minha pele a cor do deserto.
Quando a própria busca alcança a tenda no meu oásis
A tua sílaba é colada nos meus seios uma a uma;
E sempre com a medida das tuas mãos
Enquanto meu ventre reflete primícias para saciar o teu corpo.
As sensações são como as tempestades, quando envolve as dunas.


Nas minhas bordas estão descritas os mistérios da paixão.
Olha as minhas mãos e veja a percepção como me aquece
Quando tuas palavras me abraçam sem pedir... E teus beijos
Explora a minha essência, você me conhece como a noite...
Reconhece na palma do alfabeto do verso o dom do amor.
Escondidos no ventre da poesia em um outono inconseqüente.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®






sexta-feira, 6 de abril de 2012

Em um instante estou te amando...


Em um instante estou te amando...
 
Eu falo onde deixei o meu sentimento...
Na planície das ilusões do enternecimento,
Onde o tigre duelou ao florescer a açucena,
Onde sonhei ir e voltar feito águia serena.


Andei nas estradas com tua alma ausente.
Coloquei o meu oráculo na porta da frente,
Na jornada fiz o caminho que devia, sem ti...
E em silencio me olhei e vi o que bem vivi.


Agradeci na saudade a força do amor perfeito.
De mirra romântica me ungi para teu acalanto,
Da luz da aurora ao azul noturnal, segui recordando...


Quando inspiro o ar do Bem Maior em quietude,
Sou a palavra calada, na vastidão da solitude...
Entrego-me ao alaúde, em um instante estou te amando...

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados