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sábado, 30 de julho de 2011

IX Carta - Fios do Amor

IX Carta - Fios do Amor

Quando ando campinas do meu pensamento é onde te vejo, onde os meus olhos encontram nas estrelas os teus olhos e o teu sorriso.

Necessito sentir tua presença fluindo perto de mim, despida do meu manto da ausência.

Existem tantas palavras que me chamam para ver o veludo do céu, tantas sílabas buscando formas geométricas e criando o surreal em cima da vida.

Hoje meu corpo firma na montanha, sei quando voar e voltar ao ninho como as gaivotas voltam para o mar.

Hoje sinto apenas a falta dos teus braços de aço, do teu beijo de tanto amor. Sinto tanta falta que em minha cintura as tuas mãos de luz parecem contas de juras, como contas de diamantes que surge em cada ano cravejado de saudade. A minha pele cada vez mais lembra o alabastro e o meu castelo fica cada vez mais alto guardando a luz deste amor que se estende ampliando minha inspiração.

Então quando corro nas campinas onde sei que estas e sei que lá me espera para um tempo fora do tempo teremos o impossível, aquilo que lembra as floradas das macieiras, o lago das sensações... Lá onde as águas são fios do amor do nosso amor eterno.