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terça-feira, 28 de setembro de 2010

...Se Puder


...Se Puder


...Se puder me ouvir desta distancia emocionada
Gostaria que fosse diferente, um tudo pra nada...
Mas sou humana e como tal me senti vencida
Em dias ensolarados, preciso da tua guarida.

A saga da autonomia, só deixou-me vulnerável
Bem sabes o quanto sofro por esta postura inevitável
O quanto a tua pulseira em meu tornozelo brilha feliz
Seja na luz do dia ou da noite tudo como eu assim quis.

Mas em meio das horas fragmentadas perdi a sobriedade
Em um descaso do cotidiano deparei com a tempestade
E tuas mãos não estavam lá, fiquei tão reduzida, perdida...


Eu não podia ir assim sozinha enfrentando o mundo
Nem tamanho tenho, só a voz e argumento fecundo
Perdi a costumeira prudência e me vi em lágrimas abatida...

...Perdoa Amor, tua aliança continua na mesma mão.
As lágrimas um véu de saudade na solidão...

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®

 

domingo, 26 de setembro de 2010

Papel de Seda


Papel de Seda

Criar as estrelas nas mãos pintadas de divertimentos,
Fazer cirandas com as nuvens e criar movimentos...
E depois , e depois... Deitar nas minhas palavras sorrindo,
Espreguiçando versos e movendo os lábios em caretas.
Imaginar a vida rolando colorindo asas de borboletas.




Olhar o sol e andar sentindo a terra para renascer...
Vestida de primavera a cantar o que na cabeça nascer.
Girar os braços da criação como hélices de um cata-vento
Ultrapassar o vermelho de um vulcão em plena ebulição
Escorregar montanha abaixo no papelão da sensação.



Ouvir esta música do vídeo ao acaso um simples fato,
Com o fone no último grau assim tudo fica azul bem alto.
As minhas mãos fazem brincadeiras de sombras na parede
Enquanto eu sorrio para o apocalipse do barulho, almejo
Encontrar papel de seda para rabiscar a verve do desejo.


Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®


sábado, 25 de setembro de 2010

Arquétipo Selvagem

Arquétipo Selvagem

Quero meu íntimo livre na palma da minha mão
A olhar o espaço que desfila nas vasta imensidão
Onde as sílabas são contrastes de branco e preto
Esmaltando a noite e o dia sem fase de lamento.

Quero mãos de asas livres nas cíclicas ondulações
O pensamento vagando arrojado sem perturbações
Na sonata do silencio de vanguarda no meu coração
Recebendo as censuras amanhecidas da vaga ilusão.

O arquétipo selvagem traz a voz craquelada das brumas
Abrange as noções da ilusão, inacabadas como espumas
A transparência, despercebida no canto da inconsciência

O rumo assenta os ladrilhos no painel do reino do nada
Nos papéis da criação a laçada dos fractais de luz flagrada
Entrega empírica do ser na inclinação de uma só valência .

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®


Guardiões do Templo

Guardiões do Templo

 
Existe um limite sútil no templo vasto da filosofia.
As estrelas em consonância revelam a sabedoria ,
Joga os sim tão mansos e crispa os nãos rasos.
Nada fica fora da linha no horizonte do acaso.

Dar passos acompanhando a euforia do vento
É seguir as horas penduradas no alinhamento.
O livre sim confabula fantasias e os desejos,
O corpo flexível revela a visão de um lugarejo .

A querência é a cerca elétrica da afetividade.
Os choques sempre permeiam a realidade
São rincões de estática coloridas e sensitivas.
No canto da noite as horas são figurativas.

O sol olha o vento e parece tão matreiro,
Faz caretas do acaso como um arruaceiro.
Enquanto eu vou com pensamentos e passos,
Sorrindo aos guardiões do templo no compasso ...
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®

Cogumelos Profetas


Cogumelos Profetas

Os braços da realidade são feitos de papel de seda.
Como a derme craquelada pelo sol em labareda,
Depois aspergida na voz do cometa selvagem.
Um sopro rasga o papel, como em uma aragem
Sangra a derme, seca nasce o perdão ao planeta.
A nova estrada é feita de cogumelos profetas.
O mundo é como um novelo de lã bagunçado,
Desfeito por gatos pensativos em ego obstinado.
A guerra é marca da idiotice da humanidade,
A miséria faz parte da inércia das mãos, ferocidade.
E a barriga saliente cheia de vermes entalado,
Aparece no retrato emoldurado da negligência
Dos abastados, descansados na rede da inadimplência.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®



quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Mensagem Azul I



Mensagem Azul I

Olha o céu tão azul... Com as nuvens de algodão doce...
A Terra a deusa nativa que nos abraça, em puro Amor.
E em teu seio nos abriga ainda que lhe infrinjamos, tanta dor.
Retalhando tua beleza e harmonia, com tanta injustiça...


Olha o mar... Fazendo rosnados bravios com as ondas...
Mostrando seu desassossego, com a proteção da natureza.
Reenvidicando direitos, fazendo o homem se curvar em seu poder.
Nos colossais brados, em proteção da sua musa, se rasga em ondas...


Olha a Terra... Lembrando aos viventes as sentinelas da consonância na areia.
Fazendo a praia se encolher e dar espaço ao equilíbrio das escunas do muso
E os homens cegos e surdos continuam a contaminar a virtude em desuso.



Olha a terra acordando os guardiões escondidos com línguas de fogo
Clamando os vulcões para alertar os anjos na sobrevivência das cinzas
Do seu deus o Mar o que faz a cor da Terra... ( ser inigualavelmente em tom azul.)

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®







terça-feira, 21 de setembro de 2010

Juras...

Juras...

...Não fale como a raposa que não consegui as uvas pegar,
Fale como amante que amou , ama e ainda sente o palpitar
Assim é tudo mais verdadeiro como as flores que nascem
Como lendas em um tapete de sempre vivas que florescem.


...Não se queixe se respondo no silencio da tua altura
Te alerto olhes e não esqueça conheceu a minha doçura
Não jogue um balde de água fria sou filha de aquário
No jardim você sentiu o meu secreto verso no breviário.


E quando relembrar ouvirás a voz da cotovia te sobrevoar
Vais ficar de joelhos nas minhas lágrimas pedindo perdão
Em caso pensado direi o que teu ciúmes fez na imaginação.

Sem pressa jurei ao teu não o meu sim sem me importar.
Devias te benzer com os óleos das olivais do meu jardim
Ao ficar cego de paixão em vertentes de não e censuras assim...

Marli Franco
Direitos Autorais Reservado



Fragmento n°1 Eu e o Amor


Fragmento n°1 Eu e o Amor


O sol durante o dia me impede de deixar de amar, em cada passo que dou meu olhar ousa em detalhes onde o Amor escapa reverenciando as inspirações do mundo.
Quando a noite chega o sentimento se distribuí em meu corpo, então me surpreendo com Órion que comanda, mantendo a chama viva tal qual uma tocha acesa pelas estrelas.
Estou presa ao Amor, infinitamente presa ao Amor...
Sigo a vida buscando a solidão e o Amor sorrindo desta minha luta infrutífera, sorri em cada bravata, sorri das artimanhas, sorri das fugas...
O Amor sabe como estar em mim em todos os momentos e me beija escandalosamente depois de cada resgate, brinca e seduz e me faz no fim, de novo me vestir de Amor...
O Amor aproxima transpondo em mim desejos que não quero sentir, sonhos que não quero visualizar, uma batalha desigual a do Amor, ele é o vencedor eu sua presa apenas...
O Amor é um possuidor envolve todo o corpo e louco transcende a minh’alma, sinto em cada passo que dou, sinto no ar que respiro, de onde me retira suspiros, colorindo -me em paixão...
O Amor é silencioso, um eremita que me cobre sorrindo para minha alma. ; um algoz, um falcão que mantém sob as garras e faz de mim sua permanente prisioneira nas terras entre a saudade e a solidão, terras que não ouso sair, pois sei que ali estou em ti e tu Amor estas em mim...
        Marli Franco
         Direitos Autorais Reservados®

Caligrafia X Esgrima


Caligrafia versos Esgrima II


Eu tenho nas mãos a caligrafia
Destreza a esgrima traz a simbologia
Adquirida reage não para vencer
Mas absorver sutileza de aprender.


Eu venho na arte da esgrima
Apurar os traços da rima
Distinguir a pura harmonia
Na escrita voa a cortesia.

Não olhe a fuga que não tento
O Amor é livre tal qual o vento
Sinta o movimento da caligrafia


Não olhe quem pode vencer
Descubra a essência prevalecer
Verá assim o meu ser em sintonia.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Inspiração










Porfia X Elegância



Porfia X Elegância
Assisti o panorama das horas nada confiáveis,
Os passos no campo pisam herbários enganáveis.
O adversário envolto em folhas brancas, proposital
Recebi os rasgos das investidas em golpe fatal...


 

O ato do espetáculo mostra os lugares da cena...
Um deslize do coração é chegada a hora verbena,
O duelo é a esgrima arte de ser elegância pura.
O nada não muda, o sabre é ágil em riste ventura.


 

O meu corpo possui o uniforme da indelével herança,
Escuto o vento e o sol me lembra a jura da aliança.
Tenho guardiões nos confins da consciência pragmática.


 

O espetáculo intimida absorver as ações na ousadia,
O ataque amedronta nos lances indomáveis da porfia.
A essência dos movimentos da alma, é a honra na retórica...

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®

domingo, 19 de setembro de 2010

Teclado de Vidro



Teclado de Vidro

Em meu teclado de vidro cai pedras do céu assinalando meu ser.
A descobrir mais uma vez o meu caminho com passos certos,
A minha escrita pede o sopro da luz e encontra o sol do Amor.
A minha natureza decide, se render a luz que existe na natureza.


Onde os pássaros pedem passagem e cantam hinos de graças.
A deusa terra , o planeta que nos chama rendendo tantas fontes:
Abrigo , sacia nossa fome , nossa sede e ainda dá o sal da beleza.
As águas estagnadas do ser humano ,precisam das virtudes esquecidas.


Não olho só a terra , vejo a lua e o sol, o mar e o vento e as flores.
A voz do planeta que pede socorro , arrumar a casa cuidar das dores.
Lavar a alma , modificar a conduta dar o bem ao mundo para ter a casa.


Perdão aos céticos , aos cientistas e aos iluminados que aqui gravitam.
A minha voz é baixa quase um sussurro de avisos sem promessas,
Lembrar o bem , fazer o bem só assim veremos a luz do Amor .

O ser humano será luz e razão na nova programação.
E a luz será palavra da força que emana sem se quedar...

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®


quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Setembro de Amor


Setembro de Amor

Setembro em mim chegando com ele o teu perfume tocando...
O meu sentir neste amor que floresce sensível assinalando,
O tempo não existe em nós só a fragrância do nosso viver,
A efemeridade do sentir além das estrelas vem renascer.


O meu ser esta em ti amor , sinto tua voz deslizando
Sonorizando um mantra que floresce amanhecendo...
O jardim d’alma se alastra um perfume de nostalgia,
Agraciada sou sorrisos de amor no ar elipses de energia.

Sinta amor o meu perfume um risco de luz bem sei.
Acho que madressilvas em pleno luar quem sabe talvez,
Mas quero mais simplicidade, para ser cores da primavera.



Sinto amor que neste exato momento, sou mesmo violeta
Fragrância sutil , impercebível ao mundo mas me completa.
Em ti sou como sou ,flores de saudade um quadro de têmpera .


Violetas em mim te entregando assim meu amor sem fim...

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Minas de Grafite


Minas de Grafite

O teu olhar metálico nos meus limites
O teu grito no vigor sobre as lanternas
Garimpa energias guardiãs nas minhas terras
Fascinação reina nas minas dos grafites.

Veja a têmpera das sensações, as planícies...
No fundo do sonho espelha o toque é ousadia
Nas mãos a prata das carícias na estadia
Viajo no ouro do prazer, o céu tem ciúmes...

Um arco de gemidos na madrugada
Abraço sensual vibra a emoção cultuada
Na curva da noite um beijo de exploração.

Luz e sombra insinuam tua boca de falas
A galeria e o diamante essências mescladas
Confinada a querência da mineração.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®





sábado, 11 de setembro de 2010



Alvas Recordações

Eu vejo tintas espalhando no chão
E os pés ficando amarelo como verão.
Eu vejo folhas coladas na parede
E as escritas andando no céu... Nada impede...
Eu giro seda estilizada em um papel,
Enquanto nos acordes a melodia faz tropel.



Agitos bem vindos levam ao léu o meu coração...



Eu pinto tela branca surreal descoordenada,
Transparentes para falar tudo do nada.
Desenho abismos na xícara de chá coral,
E jogo o xadrez no ar, lá no fundo do quintal
Com os pardais voando primaveris no pensamento.
Na orquestra existe um acervo de argumento.


Que vai rabiscando sem medir a criação...


Eu coleciono cadernos, folhas perdidas
Com letras de caligrafia cursiva já esquecida.
E faço decoupage na imaginação com a brisa.
Na roda da minha saia o vento sonhos alisa,
Enquanto eu em sensação sinto a sintonia...
Passos de dança na minha volta é pura poesia.


Volteios de sons brincam com a minha emoção.

Um sonho de instrumento desenhei no grafite,
Mas ficou tão perplexo que do papel saiu do limite.
Transformou-se, ficou vivo, virou e revirou em ágata
E depois correu para o mundo como um acrobata.
Não havia notas, nem som era calado só emoção
E assim corria até o sol suspendia a respiração.

Enquanto rios de matizes fluíam em minhas mãos...



A sala abismada gritou para abrir a porta,
Agitada bateu as janelas e assoalho surtou.
De nada adiantou o que corria não escutou
Ela viu giros do andante no jardim desbaratada.
Enquanto o lápis só me ouvia tudo sorrindo via
Mesclas de tintas em nossa volta, sempre nos unia.



As pinceladas surgiam alvas surreais na minha recordação.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®



Poema


Poema...
Mundo de uma inegável atração que assim és...
Deito em teu peito escorregando aos teus pés.
Quando tua palavra me traz arrastada até tua boca,
Explodindo um beijo de rimas de pura devassidão
Então descubro, toda reação e a melodia da questão...



Poema...
Que esta na razão da substancia indestrutível
Uma quântica nobre, sensitiva e irreprimível...
Voz do âmago da extenuante sublimação,
Força abstrata da razão em pleno desígnio
Fluidos da impressão viva, o desmedido fascínio...




Poema...
Uma visão onírica perfeita, incontida...
Oráculo da Iluminação, estilo de vida
Nas sílabas pagãs, penitentes e sacrossantas.
Rosário da palavra, o candeeiro no corpo submerso,
Abençoado alaúde, a ação transmutada no verso...

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®

 

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

As minhas mãos...


As minhas mãos...

Olhe para minhas mãos ...Veja os sentimentos
Na minha alma suave de bonança e tormentos
Veja em meus dedos as emoções do anoitecer
Aquelas que me carregam para ti escrever...

 


Olhe em minhas mãos ...Veja na palma pálida
Que tanto contraria a cor da fantasia proibida
Asfixiada pela nostalgia de ser a contemplação
Das cores que decretam as digitais da solidão...

 


Não quero que intérprete meus dedos de tristeza
Os artelhos pintam amanheceres, papel da natureza.
E desperta em meus lábios sorrisos das ilusões olivais.

 


Veja o menear leve dos meus dedos em panfletos
No pulso das finas ilusões as pulseiras dos afetos
Ao dirigir as mãos no coração então... Amo-te ainda mais...

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®




quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Tempo de estar...


Tempo de estar...

Quando o relógio apontar o tempo de estar...
No ar um perfume de madressilvas nos lençóis
Os meus seios um enfeite nas tuas mãos de sóis
Amarei nua sob um teto do universo em luar...



Quando o tempo apontar hora de permanecer.
Em teu desejo ouvirá meu soluço de amor
E o meu corpo será curvas em teu calor
Um casto presente no teu céu de prazer...



Quando teus olhos aprisionarem o meu desejo
A sensatez nua nos meus lábios vem um nome declarar
Do homem que me cobre com apenas um olhar
E traz em tuas mãos delicias de paixão em gracejo.



Quando os ponteiros indicarem o real momento...
O teu beijo retira de mim um gemido em sentença máxima...
O surreal abraço entre o presente e o passado e mais nada...
Você e eu plenos em silencio de amor, sol de um juramento...



Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®


Escrituras



 
Escrituras

Nas escrituras do silencio...
As letras são as vozes dos madrigais,
Os verbos dançam com o sopro dos ventos.
Tingidas as sílabas são mansos trigais,
A palavra segue na tipografia do infinito...


 

Nas escrituras da ausência...
Os caracteres aparecem na aurora.
Lembram com exatidão os juramentos,
Os sacramentos e nas margens do destino
Confiscam a saudade na gravura das mãos.




Nas escrituras da solidão...
A serenidade nasce do balsamo do coração.
Quando a criação acompanha sinfonias,
No vão dos pensamentos nascem sussurros
Lentos passos das estórias de nostalgias.


 

Nas escrituras do nada...
Quando a madrugada liberta a profecia
O versículo da lua desvenda o tudo...
No painel das estrelas, riscos das confissões.
Na capa os sonhos, em um deslize ousado.
No final do livro a revelação, a voz da paixão.
O Amor enfim, na escritura glorifica.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®











quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Latitude imaginária



Latitude Imaginária


Nas mãos as luvas de brumas das sensações
O sussurro da voz enfeita sombras no coração
O meu olhar em quadriláteros no lume da lealdade
O murmúrio do vento agita sem senso minha flexibilidade.


 
Um queixume de querência no movimento dos olhares
Nas mãos o vão do pensamento abrasa rios solares
Absorvem em fração de segundos as percepções desejadas
Inevitáveis fractais de espelhos no fio da noite estrelada.


 
A fronteira da verdade íntima sutil resplandece
Ilumina o vitral real do que em mim permanece.
O passado na latitude imaginaria floresce no presente.

 

Luzes multicoloridas incidem em cada quimera
O vidro decifra a sutileza na rotação da janela
Excêntrica visão a sombra da solidão é luminescente.
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®




terça-feira, 7 de setembro de 2010

Cítara


Cítara

O teu soneto chega de mansinho

Vem bem ciente do meu olhar

Mostrar tua maestria e encantar

A magia carrega em redemoinho.

 
Eu me apresento na estrada contente

Na luz do teatro divago ouvindo a cítara

Sem esquecer as pinturas da máscara

Deixo minha íris te alcançar frente a frente.


O céu cai no teatro na peça tinge azules

Na platéia estrofes manifestam em luzes

No palco para ti espelho em prosa clara.




Mas as estrelas resolvem também assistir

A peça se faz rir e sonhar querendo aplaudir

E na prosa um soneto escapa da tua citara.




Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®

Caminhos da canção

Caminhos da canção

  A tua camisa voa nos caminhos da praia

Os meus pés são compassos de notas da areia
O teu olhar profundo deleita a navegação
A brisa um sustenido em sol na imaginação.

 
As tuas mãos arcos contínuos, o mar avisa.
Tua camisa de cifra em lá, agita na brisa.
Nas ondas notas na superfície flutuável,
O silencio afaga uma melodia afável.

 
Espuma do mar em sol, lá, mi, dança e encanta...
O sol fala em fá nas mãos de areia a cantoria
Brinca o vento na barra da saia, ousadia...

 
Entre a areia e o mar toques de lá, sol, lá, sol canta...
A camisa perfuma em sol, fá, mi, o cós da saia
A brisa diz em sol, si, a magia que contagia...

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®



      

Ebulição



Estação da Primavera