"A minha escrita permeia sentidos românticos,
restaura a solitude e acolhe a beleza da vida
para ser-te Poesia."

Marli Franco

Nua Emoção




Nua Emoção

Uma emoção nua cai na noite, um poema me alucina...

 Coloquei adereços em um vestido de água cristalina.

No barrado um bordado de nuvens cor de violetas

 E uma capa de sonhos roubei no verso do Poeta.

 

Deixei a inspiração solta nos meus cabelos,

 Com o vento brincando como fios de um novelo.

Eu com as mãos nas estrelas tal qual uma tela,

Seguindo o caminho na terra iluminada do Poeta.

 

O céu ficou com olhar aveludado, um desejo fiel

 Quando alcancei o papel com as mãos em uma rajada,

 Nas entrelinhas deixei a marca dos meus lábios colada.

 

Os beijos se uniram quando o Poeta ergueu o papel,

Como uma cascata de estrelas caiu em um comunicado:

 Da saudade no rol do coração do Mestre consagrado.

 

Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®

 



Café versos Sorvete



Café versos Sorvete

 

O ponto exato do sabor inigualável

Do quente e do frio dos pontos distantes

Sem desmedidos ajustes dos arremates

Entre as oscilações voláteis da temperatura.

 

A toalha alva sustenta o pires e a xícara

Que aparece para receber com aroma notório

O café exalando seu elixir dos diletos momentos

Lançando seu triunfo na mesa lotada dos apetrechos.

 

Invade um pensamento ousado

E surge sua majestade irreverente

O escandaloso sorvete se mostrando na taça

Lembrando sua realeza na contenda dos momentos.

 

No som dos sorrisos das conversas amigáveis

Com o pano de fundo do suave piano de cauda

O sorvete de creme invade o café nos toques da colher

A mistura é excêntrica o paladar reage na sublime fusão.

 

O café derrete o sorvete na xícara aquecida

Que deixa sua marca na espuma esquecida do vapor

Nos momentos especiais que a união consagra

Na estalagem o clima que flui é da mais tenra poesia.

 

Marli Franco

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O Amor e os Poetas




O Amor e os Poetas

O Amor precisa ser canto permanente

 A natureza pede e o planeta consente

O mar perfuma as querências contadas

A vida se agita nas sílabas explanadas.

 

O Amor é a fonte da pura inspiração

 A poesia o veículo para bela expressão

 O Poeta o instrumento do dom seguro

 Levando o sentimento Mor ao futuro.

 

O Amor verseja como os toques dos banjos

 Só assim o cosmo se energiza em bonança

 E a paz, a bondade se refletem em esperança.

 

E ainda que o Amor seja a linguagem dos anjos

 O Amor pede para nós humanos sermos a sua voz

E o Universo em harmonia se alegra com todos nós.

 

Marli Franco

Direitos Autorais Reservados®


 

Brincar de Bola


O Jogo

A praça verde e escandalosa em sua exuberante mistura de tons desperta logo de manhã, com os passarinhos e a música de uma bola rolando.
Um grupo de meninos liberando o som alegre da batida do gol em uma rede que balança.
Os pés correm, a praça se encanta no meio das ruas abafando o barulho dos carros. É a infância que corre solta agitando a bandeira do futuro que se renova.
Um grito agoniado para o movimento do local. Surge a camisa toda suja de terra ,que caminha com seu dono em direção do socorro. Levando uma lágrima dependurada no rostinho que soluça.
Mas o jogo não para e assim a lágrima fica só com as marcas das mãos enxugadas. A camisa é apenas sacudida ,enquanto os pézinhos correm rápido para tomar novamente o lugar de direito no meio do campo. Afinal ele é o capitão do time.
O jogo caminha aos gritos da torcida que espera ansiosa a troca dos times. A bola rola e se assusta em cada grito que busca o gol.
O relógio vai marcando o tempo, fim do primeiro jogo. A praça só assiste sorrindo.
O time que perdeu sai entristecido e o que ganhou se afasta vibrando em um abraço apertado entre os amigos.
O campo adormece por instantes ,breves instantes...Outros pézinhos já logo surgem correndo em sua direção, com um grito escancarado é anunciando o próximo jogo.
E lá se vai o segundo time voando, levando a bola com garra , o jogo é da praça mas a vontade de ganhar é do coração que bate forte em um jovem campeão.
O relógio vai girando o tempo sem ser notado engole a manhã ensolarada.
Quando uma chamada , invade a praça, um coral de lamentações fica como pano de fundo. Os pés agora já não correm, se afastam lentamente numa tentativa de retardar a saída. A direção agora é apenas a da fila.
De bola de baixo do braço, um murmúrio de quem ganhou ou quem perdeu a fila vai se afastando.
O gramado vai silenciando paulatinamente, o som agora é só das aves. ..
O campo matreiro sorri ,com certeza abraçou amortecendo em sua terra bendita muitos tombos nesta manhã.
A praça agora descansa, amanhã nascerá outro dia de jogo, a bola vai rolar e com certeza poderá beber o néctar da infância.
E assim o país acordou em tempo de copa e com a vitória...
Em dia de festa com as praças e ruas rolando a bola nos pés dos garotos e as discussões de futebol balançando o coração dos adultos.
O verde e amarelo sorri no meio da metrópole do povo que tem esperança neste país que ainda é uma criança.

Marli Franco
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