Outono Inconseqüente...



Outono Inconseqüente...

Admito o sentido latente da realidade...
Assim deveria acontecer o imprevisível surgindo do nada...
O presente se vestindo de antigos presságios...
Fazendo parte do caminho o despojamento das esperanças.
O futuro é livre, apenas o vagar dos inesquecíveis desejos.
Como na noite, as estrelas escondem a voz das palavras...


O vento traz a resignação sob a vontade do destino traçado
A luz ainda faz sombras, manobras no meu pensamento
Uma arqueira não cai, observa o brilho dentro de si mesma...
A insolubilidade das ações forja escudos sempre
Na caminhada importa as flechas com a cor da criação.
O olhar do silencio revigora com sílabas da nostalgia...


A realidade absurda, na porta dos sonhos desenha segredos.
A palavra é viva tingindo na minha pele a cor do deserto.
Quando a própria busca alcança a tenda no meu oásis
A tua sílaba é colada nos meus seios uma a uma;
E sempre com a medida das tuas mãos
Enquanto meu ventre reflete primícias para saciar o teu corpo.
As sensações são como as tempestades, quando envolve as dunas.


Nas minhas bordas estão descritas os mistérios da paixão.
Olha as minhas mãos e veja a percepção como me aquece
Quando tuas palavras me abraçam sem pedir... E teus beijos
Explora a minha essência, você me conhece como a noite...
Reconhece na palma do alfabeto do verso o dom do amor.
Escondidos no ventre da poesia em um outono inconseqüente.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®






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