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domingo, 24 de agosto de 2014

Voz dos Versos




Voz dos Versos

A paixão nos seduz feito erupção
Nos envolve num sonho abrasado
Ligados cada vez mais até a explosão
Na voz dos versos, somos arrebatados.

Somos estrelas transluzindo em céu azulão
Na verdade são nossas mãos em diadema
Alimentando e cintilando nossa inspiração
No vulcão para sermos o magma de poemas.

Somos dois insensatos, no alumbramento.
Ambos mergulhados no encantamento
Nas lavras que criamos em nosso coração.

Não mudamos, amamos a voz do sentimento.
Somos paixão incandescente, firmamento,
Somos desejos, eu e você num verso de ilusão.
 
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®

 




sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Luz do Condão


Luz do Condão
Assusta-me a cor dos sonhos feito um clarão
A música nas rondas trazendo a luz do condão
Lembram a natureza de ontem som luxuriante
O desejo clandestino vagando feito viajante.
 
Os teus desejos deixando sinais no etéreo
Reconheço tão claramente me inebriam na noite
Envergo-me no tempo negando vou te olhando
Os beijos do silencio na palavra da minha lavra.
 
 
Observo os sinais que aparecem e somem no ar
Como as estrofes quando escapam das mãos
Mas continuam falando nitidamente no coração.
 
Um resplandecer da alma suspensa a vagar
Um céu de finitudes nas asas da emoção
As armadilhas do insensato momento da ilusão.
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®
 







segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Vagas Horas




Vagas Horas

Encontrei-me entre água e o ar.
Energia do amor e o brilho no olhar
No silencio um verso esgueirando
No coração a flauta serenando.

Mirei a noite escrevi um prelúdio
Olhei a lua que segue sempre o rio
O passeio da harmonia nas pegadas
Sem falas vai movendo a vida.

Marquei na areia só o relevante
Brilhou dois grãos na cor âmbar
O sorriso vem do verbo amar.

Olho dentro do meu sentir valente
Caminho na rua como determino
Ouvindo o flautista do vago destino.
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®


quarta-feira, 6 de agosto de 2014

O Sol e a Lua II

 
 
O  Sol e a Lua II
Eu vi da janela a noite cair.
Um doce aroma de sonho chegou ao coração.
Eu vi a noite cair lá no meio da rua esquecida.
Entre as casas ela deslizou, rolou sem vergonha e no asfalto estatelou.
A madrugada sorriu da algazarra e o vento até tentou pegar a lua se derretendo de tanto sorrir.
Mas quem veio mesmo acudir respirando pesado, andando rápido como rajada de vento no meio do nada; com o toque forte de seu sapato azul foi o Sr. Destino.
Revoltado com a musa fujona, que o universo desarmonizou com ousadia.
Ele tudo agora teria que harmonizar...
Pegando a lua nos braços girou como bailarino dos galhos,
bravo ainda feito maestro do universo, beijou-a sobre protestos...
E depois jogou-a nos braços do céu lá onde é o seu eterno lugar.
A lua chorou só nas nuvens...
Chorou com lágrimas de estrelas de quem perdeu seu amor...
Na verdade sua fuga de nada adiantou seu encontro com o sol o Sr. Destino cortou.
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®