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terça-feira, 25 de junho de 2013

Música



Música

Quero ser uma música entre as frestas do cata-vento
Que como voz de sereia seja eu suave em um canto
Que no vento deslize meu corpo em um rastro de sol
Na melodia viajar suave e extasiar o dourado rouxinol.


Quero o mesmo timbre perfeito da cotovia na aurora
Que a sonoridade bata no peito marcando a hora
E que um sonho seja preso na voz clara da emoção
Saboreando o desejo no sopro da escala desta canção.

Então no movimento de notas sentirei a harmonia
A composição e o tempo escorrendo em sinestesia
Olhando a arte cuja face possui o dom da profundidade...

 

A dimensão do som lembra as cores na abstração
O silêncio se divide na pura analogia da audição
Vestida de música conheci a nobreza da intensidade...

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®







A Ponta da Noite...





domingo, 9 de junho de 2013

O Rio





O Rio

A aurora dourada chega logo a meio fio
Andorinha vem cantando ao belo rio
Tocando em tuas águas vai voando
Sentindo as delicias da vida abraçando.

Nas manhãs de inverno alto solstício
Vai colar o canto no rio em murmúrio
As leves asas em tuas águas no jeito
O coração pulsando deita em teu leito.

A vontade é intensa de ser margem
Sentir tuas águas desafio nas ramagens
Deixa o canto da andorinha na jangada
Ser gemidos e fascínio nas tuas braçadas.

O rio é o sustento da vida, vital na seara.
A poesia viva das águas não se compara
Segue mundo a fora até no mar, vai o rio...
O canto é tão frágil da andorinha –do- rio.


Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®