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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Cartas II........Lembrança ao Meio Dia


Cartas  II........Lembrança ao Meio Dia


Sinto um tom alaranjado a palpitar de amores inspirando desejos...
Que tempo é este que passa meu doce amor, a voar em minha mente pedinte neste abandono que se instala incoerente.

Trago o peito rasgado em meus sonhos, doces quimeras de versos que lhe dedico nesta distancia que se interpõe em nossas vidas.

Quem dera meu único amado, pudesse eu ter a magia para correr nas nuvens e te abraçar em um só minuto a reviver nossa plena união.

A lágrima que cai agora me deixa ébria neste tormento que me faz viver, de tanto te amar e fico assim a te relembrar pelas avenidas que me inspira a versejar.

O teu olhar, doce amor, vem tão leve mergulhar em minha íris a encantar e neste fragmento do tempo me entrego, na doce ilusão de ter-te ainda assim em plenitude.

Beijo tua alma em luz que me irradia e nela sinto teu amor em todos meus dias, é neste tempo que vejo o quanto ainda sou feliz por viver contigo neste aconchego que nos é assim permitido.

O universo é dono de tantas magias que nos concede ainda a quimera mais doce da vida, vindo embalar este encontro furtivo no silencio do meio do dia.

Como saltar desta ilusão que me aquece, meu querido, se é em teus braços que me sinto ainda viver em pequenos consentimentos. E não importa se para isso ,o segundo seja só o tempo de uma lágrima a escorrer pela face e mergulhar nos beirais dos meus lábios sentindo teu doce aproximar.

Em meu coração pulsa teu nome, em minhas mãos ainda sinto teu calor, mas é na alma que mais sinto o amor que depositas em mim com tanto carinho.
De onde vem já não me pergunto, e para onde vai só penso que pode te alcançar esta sensação tão doce que me abraça na calma da tarde que aqui me enlaça.
Como posso procurar explicações reais, se me basta sentir a plenitude de tanto te amar...

*

*

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Se um beijo meu pudesse

Depositar bem perto dos teus lábios

Eu mergulharia em teus olhos

A romper a imensa saudade

E te envolver cativa no abraço

Do amor que pulsa em minha vida

Ainda intenso a luz que passa de cada dia.

 

Carta III...Retrato da Saudade


Carta  III...Retrato da Saudade


Quando o dia vai assim sumindo e a noite vem caindo bem de mansinho fico a lembrar a beleza que é sentir e te amar.

Quando o tempo se mostra querendo me entristecer na calma da noite, olho o teu retrato guardado dentro de mim e vejo... Que no presente ainda carrego tua imagem dentro de mim.

Como as nuvens, que vão saindo de um lado para outro bem devagar num vôo sutil sem ninguém quase notar; assim caminho eu nas ruas da minha alma em passos leves, sabendo o que quero e tendo a certeza que os passos teus me acompanham.

Seja em tempos de sol ou nas jornadas da lua não importa o meu olhar sempre vago nas alamedas que tuas mãos se abrem para lembrar pequenos ou grandes momentos para te querer.

Se o dia solicita o sol para ficar mais belo, meu coração se irradia em uma fresta de quimera pousada em um desejo surreal do teu perfume caindo em meu olfato por puro acaso.

Se a noite pede a lua para desfilar no céu fazendo promessas absurdas da mesma essência enluarada me visto para sonhar em um fragmento estelar sonhando contigo passear...



Mas se verte do céu azulado

O pranto leve de um raio dourado,

Jorra na superfície da minha alma

A poesia em gotas prateadas

Da saudade que nunca se acaba...

Carta IV ---Ao meu amor ,do centro da minh´alma


Carta IV ---Ao meu amor ,do centro da minh´alma

No centro da minha alma encontro partituras escondidas, cobertas pelos papéis de lembranças esquecidas do ontem, debaixo dos meus afluentes noturnos de lágrimas.

A nostalgia cala neste mergulho insensato, sem fugir do meio do nada que no concreto me rodeia.

Pródigo silêncio que impera no momento...

O âmago da alma suspira em prol dos dias anteriores, não há o que pedir ou esperar na estância da saudade.

O presente tem a cor alaranjada das aquarelas bem diluídas , o futuro é só um arco-íris para brincar que os dias poderão ser tingidos de um colorido qualquer, já não importa a matiz que vai se atingir.

Na fresta de uma trilha destas minhas planícies d´alma, nota uma ilusão perdida no acaso de um dia qualquer em que foi plantada.Pousa na sombra de uma cicatriz sem mais pulsar pelo sol ou pela noite.Pobre ilusão parece mesmo um dia no ínicio do inverno tão pálida,tão esquecida no canto de um dia bem vivido.

O caminho para ilha da solidão é paradoxal, o absoluto sentimento se une ao relativo conformismo da vida . As brumas esperam silentes nesta hora calada da melancolia.A alma sente na superfície o absurdo da ausência mais que profundo.O olhar absorve todo plano de busca as portas de tantos mecanismos entre o possível e o inatingível se estende sem abrir, o silencio reina camuflado de serenidade mostrando o caminho da mais profunda dor...

A dor de te amar e saber que não posso mais te ter nesta dimensão...

Os anos se passaram como as marés, senti dia após dia,do sol quando raiava ou quando as estrelas anunciavam a chegada da noite . Criei mergulhos no nada para te sentir além da minha própria imaginação...

Mentir a mim mesma não vale neste mergulho isolado,não posso deixar de te amar, é como não sentir um sopro da brisa em minha pele, é a constatação mais clara como o vento que é bem vindo em dia de verão .Não posso enganar-me mais, te amo ainda em cada minuto que por mim atravessa, em cada dia que amanhece,já não importa o como e nem tão pouco os porquês,este amor que pulsa sem domínio , como o barulho do mar em tormentas...

Sei que esta além de mim esta força, sei que sou dominada por ela e que não tenho mais como mudar e nem quero mudar esta razão de viver.

Amar-te é como respirar , não posso mais deixar de sentir esta vibração na minha essência. Tem a mesma cadência do meu coração , uma parte tão absurdamente inserida dentro de mim, como o teu sobrenome que faz parte do meu nome.

Sou apenas tua ainda,me sinto extremamente cativa da áurea da tua presença no meio da tua real ausência, um paradoxo absurdo , mas tão certo quanto o dia .

A constatação de não poder te esquecer, é tão assustadora mas mesmo assim sei que meu ninho esta ainda em teus braços,e esta constatação me acalma , me acalenta.

A felicidade ficou impossível de ser atingida, já sei que o colorido dos dias serão sempre iguais todos tingidos no royal azul da saudade.

E a descoberta no meu âmago foi tão clara ,tão simples e imaculada ...

Nasci só para te amar...