Seguidores

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Aveludada


Aveludada



Eu sou como a boca da madrugada
Aquela que vem suave e calada,
Rodear teu pensamento.
Instalar um beijo sedento,
Nos teus lábios de lirismo.
Sem permissão,mas em sintonia...
Sentir-me nos teus braços aflorada...
Na tua paixão chama disfarçada,
De ilusões que me tocam misteriosas...
Nas tuas mãos em mim carinhosas,
Enquanto eu... Só te olho aveludada ,
Em segredos meus permaneço arrebatada.. .

       
   
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®












terça-feira, 23 de novembro de 2010

A Miragem no Vento Contra -alísios


A Miragem no Vento Contra -alísios
    
A miragem que tenho vai além da textura do teu papel.
O sol brilha no deserto agita qual verão, fogo de babel.
O meu sorriso se estende na areia árida, arte para aplicar.
No íntimo o brilho sensorial , um decalque do teu olhar.


O deserto me chama fico cósmica, fractal carmesim, intensa...
O calor que vem do ventre da terra possui a perícia suspensa.
As minhas mãos são luvas de água para tua boca uma enseada.
Acaricia tua face de beduíno,o Oasis e a tenda ventura apurada.


Como as flores de tâmaras vou agraciar em Amor ao te receber.
Um toque silvestre a ilusão nas dunas do interesse para te acolher.
No caminho, deixo na tempestade de areia, a música do alguidar .


Ao entrar na tenda vai notar a sensação e a doce quietude...
O meu aroma envolve o teu sentir em ondas na tua solicitude.
No tapete sou a miragem, teu corpo em chama vem hidratar.


O meu eu é silencio em inquietude de ventos contra-alísios...
Entre meu muito e pouco existem fractais em prelúdios.
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®

domingo, 14 de novembro de 2010

Luz da Natureza


Luz da Natureza


Que do céu venha as bênçãos agraciar a humanidade.

Em contas de amor seja distribuída a bela fraternidade.
O Amor ,que una as mãos em humanitária missão,
Criando na terra azul a magia das estrelas em doação.


Que a terra seja plena de sorrisos pintando o chão.
Que nos sustenta dia e noite em franca abnegação,
Enquanto a humanidade aprimora a voz da existência;
Fazendo na universidade a matéria da benevolência.


E assim seja feita a vontade do universo na geologia,
Aperfeiçoando a cada dia que gira a nossa vã filosofia;
Na órbita da estrela guia que a caridade nos ensina.


Em toda aurora possamos graças sempre render,
Ao Criador que nos gerou parte do cosmo agradecer.
“Ele” que também deu a rota do bem na Luz da Vida.


Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®












sexta-feira, 12 de novembro de 2010

A Cisne



A Cisne



Se um dia me aproximar da tua luz na cidadela,
Feita uma suave rosa que repousa em tua janela;
Eu estarei livre para ser pecadora em teus braços,
E santa para morar em teu coração feita um laço.



Se um dia eu chegar em tua presença com harmonia,
Ainda que seja como uma cotovia a entoar doce melodia;
No meu corpo de penas coloridas trarei sim a liberdade,
O meu coração verá preso na chama do Amor em fidelidade.



E neste dia eterno amor ,não serei mais ausência ou acaso,
Estarei pousada em tuas asas de cisne a sorrir protegida;
Não mais sozinha, serei a cisne também da tua vida...



Enfim, nem eu e nem você, estaremos nas algemas da solidão.
Não seremos mais saudade em infinitas lágrimas de emoção,
Nós dois seremos beijos e abraços como Poesias no Parnaso.



Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®



Desejo que me arrebata...

Desejo que me arrebata...


Quando o luar chega assim tão de surpresa
Fazendo-me noite, revivo o sentir da sutileza
De voar em círculos de estrelas ao teu redor.
E depois te rodear com os beijos do meu jeito.


Quando o luar chega tão arrochado em essência...
Da tua boca fico saudosa dos beijos de excelência,
O meu corpo todo riscado em tuas mãos refeito.
Então você surge, assume e carrega-me do teu jeito.


Os momentos ficam tão líricos em nosso olhar.
Uma noite em consonância, o cosmo a brilhar.
Estendida sobre teu corpo, inspirada tal cascata.


Olho nosso jeito, tão único e perfeito os abraços
No final estou no aconchego dos teus braços.
A tua estesia revela os desejos e me arrebata.


Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®

Desejos de Florada



Desejos de Florada

Eu queria este teu jeito assim, juramentado de amar.
Um jeito deste, faz sonho virar luar e luar virar o mar.
Faz a noite se perder suave, nas sílabas da madrugada...
Faz os lençóis amassarem palavras , desejos de florada.


Eu queria o momento talvez, um só segundo e apaixonar...
Não mais que isso,o relógio poderia hora tardia continuar...
Eu também seguiria a rua ,com meus passos na voz calada.
E minhas mãos pálidas ,sem esperar , aplaudindo o nada.


Mas o meu desejo dispersa, no volátil arsenal do segredo.
Foge como o relógio girando no círculo,ponteiros do enredo...
E o meu carmim desejo em ti, fica preso na haste do luar.


O meu coração vive assim, como as ondas em cadência...
Como as espumas tão claras , beijando a saudade na areia.
Depois tudo passa,olho a onda, vejo na ilusão o olhar do mar.


Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®




Noturno


Fagulhas da Essência



Fagulhas da Essência


A tarde o piano me fala em pausas e sussurros,eleva-me em descuido...
O meu eu se aproxima da clave de sol, mas em um dó escapa fluindo...
O si me suplica, que lá fora cai o sol vem a lua e adormece o girassol.
Não sei ...Mas em prata fico estática, no meu ostracismo de uma nota sol.


O que o sol pensa, quando mergulha no descanso de uma pauta?
Perder a lembrança do dia, disciplinado na nota de uma flauta...
Ou o sol ainda anseia, ficar mais um pouco e ter na pauta a lua...
A lua só deseja beijar, a nostalgia na noite, em dó como fagulhas.


No final da tarde, a vontade em si é mergulhar no mar da essência...
Nu o sol aquece as ondas , mostra em fá para lua sua exuberância...
Deixa o mar bravio, com a ousadia de ferver as ondas sem rubor .


Netuno vem guiar no final da tarde, sem preâmbulos de mi a tocar...
Mostra que é o deus das águas ,em lá maior coloca tudo no lugar.
O sol se vai quando a noite cai; a lua vem brilha a prata sem dó menor...
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®


Doce Rito



Doce Rito

Quando o sentir voa em nossas cercanias
Vem a sensação no universo das delicias
Nos presenteia com a magia da criação
No teu afago me arrepio em fascinação.



Quando teus mimos na pele vem cingindo
A tua boca e teus dengos me seduzindo,
Intensa encontro o teu calor, surpreendo
No teu ninho perdida de paixão me rendo...



O teu jeito me deixa louca de muitos desejos
E teus braços poderosos me cercam de cortejos,
No centro do teu peito vivencio um doce rito.



Tu, Colosso de Rodes, a tocar as nuvens eu vejo
E na luz do teu farol o meu corpo como um vilarejo,
Na orla nua do mar Egeu beijando-te na cor do infinito.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®














quarta-feira, 3 de novembro de 2010

No Lamento de um Tango



No Lamento de um Tango



No lamento de um tango me fiz silhueta curvilínea
Nas tuas mãos entreguei a minha cintura fina.
Esqueci os meus pés de silêncios quando te encontrei,
O teu olhar dançando com o meu nas estrelas enlevei.



No lamento das notas um segredo flamenco murmurei.
No compasso de andaluz um beijo na cor rubi depositei,
Na tua boca a musica do bom tango o melhor juramento...
Nos dois em posturas intrincadas deslizando no firmamento.



E quando a madrugada chegou eu e você éramos calor...
Deixando a marca dos passos largos no céu promete,
O luar nos concede um giro luz com o infinito ardor.



E na harmonia do tango vivemos a coreografia...
Soubemos que no céu também a saudade se escreve,
O nosso amor de juras compondo, brilhando em sintonia.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®

terça-feira, 2 de novembro de 2010

A Guardiã dos Livros e o Conde -- Capitulo II- O Condado



A Guardiã dos Livros e o Conde

Capitulo II- O Condado

No século do âmbar no ano da gema 1 assinalava o tempo no relógio de ampulheta...
O dia amanheceu silencioso no meio das ervas daninhas,o passo leve da sabedoria da guardiã do condado não tinha pressa era calmo.
Os pensamentos queriam correr , mas ela colocava temperança e a cada passo as ervas daninhas transformavam-se em lírios sorrindo ao sol.
Um dia de renovação.Mudanças no condado ,novas regras a serem lançadas e a vida continuaria igual , mas um novo caminhar mudaria toda cor da luz e a guardiã Gema também mudaria, sabia por instinto que renasceria.
No centro do condado havia o castelo do Conde. Um personagem enigmático que andava sempre com um séquito de admiradores,ele caminhava por todos os lugares querendo sempre saber a plenitude da vida no povoado e sobre suas propriedades.
O Conde na sua nobreza tinha olhos perfeitos de um gavião ,mas na alma era como um narciso à beira do lago.
Ele acompanhava o passeio de Gema, olhava mas logo seguia seu passo dentro das botas da realeza .
A guardiã observava quem seguia os ensinamentos da cura, as que cuidavam da organização do condado, quem fazia os inventos alimentares , o armazenamento da comida, a colheita e o plantio, a água e todas necessidades para vida ser sustentável. Haviam muitos aprendizes para tudo ficar em equilíbrio bastava um olhar silencioso e amplo para ver que o condado desde a chegada de Gema seguia um rumo bem melhor e com certeza isto estava a olhos vistos até mesmo para o Conde...
O Conde tinha o dinheiro em seu mundo e lá a guardiã não chegava mas observava bem sua caminhada nas ruelas do condado, seu passeio quando descia do castelo era sempre obscuro,havia intenções subiliminares e elas chegavam em palavras cortadas junto com o séquito que se arrastava ao seu redor.
Mas nada disso importava a não ser o dia silencioso quando ela voltada para si , seria levada para o seu mundo real, pois este não lhe dava o sustento para a vida na total existência.O condado era só um descanso assim como o Conde era um mito para ser apreciado apenas...
Enquanto isso a guardiã Gema tinha que ficar centrada ,pois as pedras místicas realizariam a transmutação e mostrariam sua ira caso o destino não fosse acertado. 
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®




A Guardiã dos Livros e o Conde -- Capítulo I – A Biblioteca



A Guardiã dos Livros e o Conde
Capítulo I – A Biblioteca


Em um mundo além do olhar concreto havia um condado enfeitiçado, criado a partir de partículas perdidas do pensamento que pairava vagando sem rumo na boca dos livros antigos.
O condado ficava bem escondido na biblioteca do centro, e o tempo lá era bem diferente do tempo em nossa dimensão. Lá no século cor de âmbar e o ano gema 1.
A porta para entrar neste mundo ficava atrás da coluna dos livros dos pensadores ,era só encostar a palma da mão pintada de azul que a porta se abria como uma janela ao sol ,a luz irradiava e tragava para dentro quem ali estivesse.
E assim começa nossa estória com uma trabalhadora da biblioteca , sem muito pensar a nossa personagem , que enquanto limpava os livros esqueceu de limpar a própria mão na mão quando usou de uma caneta na recepção da biblioteca.Gostava do seu trabalho e como havia visto o relógio assinalar seu atraso saiu correndo limpar os livros antes que o tempo fugisse do seu controle.Sem nada saber , a não ser que amava sua profissão de bibliotecária tomou um golpe do destino quando os livros se abriram e a sugaram para dentro do condado.
No primeiro momento o pânico surgiu, depois sua linha pratica de ordem foi verificar o que estava acontecendo e tentar resolver a situação.O seu nome era Ameg e no instante que adentrou neste mundo reverso percebeu que em primeiro lugar ela recebia o novo nome: a guardiã Gema( seu nome era um anagrama) e nada podia fazer pois o nome foi tatuado em seu pulso assim que caiu dentro do condado.Uma tatuagem em forma de pulseira em cada gema uma letra.
A sua roupa também foi alterada, estava enfiada nas roupas cheias de detalhes como uma perfeita guardiã com símbolos de fênix em dourado . Ameg se viu girando e assumindo as tarefas rotineiras zelando pelo povoado.
No ângulo real ,fora do condado, tudo continuava parado no tempo , a guardiã descobrira que o condado nada mais era do que uma fuga de pensadores , para um mundo imaginário onde a existência poderia tirar férias e ficar experimentando soluções inviáveis.E assim ela também poderia tirar estas férias e como precisava então porque se privar se até os pensadores se deram a este prazer...
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®