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sábado, 25 de setembro de 2010

Arquétipo Selvagem

Arquétipo Selvagem

Quero meu íntimo livre na palma da minha mão
A olhar o espaço que desfila nas vasta imensidão
Onde as sílabas são contrastes de branco e preto
Esmaltando a noite e o dia sem fase de lamento.

Quero mãos de asas livres nas cíclicas ondulações
O pensamento vagando arrojado sem perturbações
Na sonata do silencio de vanguarda no meu coração
Recebendo as censuras amanhecidas da vaga ilusão.

O arquétipo selvagem traz a voz craquelada das brumas
Abrange as noções da ilusão, inacabadas como espumas
A transparência, despercebida no canto da inconsciência

O rumo assenta os ladrilhos no painel do reino do nada
Nos papéis da criação a laçada dos fractais de luz flagrada
Entrega empírica do ser na inclinação de uma só valência .

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®


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