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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Fogo da Perdição


Fogo da Perdição

Me desfaço nas tuas  noites que  avança
Desfaço-me em teu corpo belo e seduzível
No timbre da tua voz tortura irresistível
Nos teus longos dedos que incêndio atiça.

Desfaço-me no teu abraço de amarração
No teu sorriso nos meus seios explorando
Teu olhar na hora de dançar anunciando
O som noturnal  movimenta a perdição.

Mas é quando me pegas no improviso 
E retiras meus paramentos preocupados
Derreto-me nos teus beijos apaixonados.

Então te sigo fugindo para nosso paraíso
Migrando nos teus quereres me deleito
Apaixonada nos dias de amor perfeito.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®




domingo, 7 de dezembro de 2014

Margem


Margem

Ando em um chão que não mais conheço as linhas, parece que os desenhos foram modificados .
As alamedas estão floridas, mas as flores possuem cores diversificadas, meu olhar já não entende os tons tão mesclas
que escorrem   e se  aquarela .
As frondosas árvores estão belas, mas seus galhos tão diferentes perderam a clareza de como  se balançam ao vento, perdi a sua linguagem.
No entanto as estradas que vejo contornando a montanha são claras e o rio que vejo ao longe seus murmúrios tão bem os entendo. E quando o vento passa em suas águas sei soletrar verso após verso.
Ando ficando cada vez mais nas margens, caminhando cada vez mais nas margens, delas olho o céu acompanhando as nuvens.
Nas margens sei conjugar os verbos todos, lá o tempo é previsível e o azul esta no alto, o verde simplesmente aqui em baixo.
Nas margens eu estou complacente comigo mesma. Com a natureza da minha alma e com a calma que me alastra na mesma correnteza do rio. No rio lá depois da montanha.
A noite já caiu muito, preciso guardar a poesia, quem sabe outro dia voltar ir em frente, além da montanha e lá do rio, quem sabe...
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®