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sábado, 18 de maio de 2013

Jornada do Amor



Jornada do amor


Os teus olhos eu sigo com o compasso da procela
Os abraços frementes do vento na cortina da janela.

Os teus olhos eu sigo com os pássaros dançando no céu 
As nuvens são acrobatas ou algodão caindo no arranha-céu.


Reconheço o teu brilho nos olhos, este ar tão doce e maroto.
Rios de desejos agitam o enamorar como a lenda do boto.

Noites de luar, nossos olhos serão peixes ávidos a mergulhar.
A íris os sonhos vai capturar e o destino na luz da alma aflorar


No final da noite as pálpebras se fecham em sono reparador
Os cílios serão as cortinas a esconder a jornada do amor.


Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®

 
 





Jacarandá-paulista --Árvores em Haikai




segunda-feira, 6 de maio de 2013

O Pôr do Sol


O Pôr do Sol

O sol apontava a hora com um brilho especial! 
Um ar maroto, um jeito daqueles que a câmera sabe bem o que ele pede.
Sem pudor traindo a lua no meio da rua bem a vista de todo complexo da cidade no horário que antecede o rush.
 Nem vou falar, mas ele sabe que ninguém estava olhando 
o céu naquele horário. 
Que ledo engano meu dourado amigo.
 Ela sem te olhar ainda estava te observando, na espreita ali na calçada.

A câmera nem acreditava que novamente estava naquela tarde na rua,
 voltando com aquele céu azul demais,
 branca as nuvens rodeando. 
Parecia que esperando um belo ritual. 
O dia estava delicioso, quente, a cidade com seu ruído costumeiro.
 E ela ali no meio da vida agitada, deliciosamente viva,
 borbulhando feito champanhe na taça...

 Algo mais ainda viria às 17h30min abrindo um momento inusitado,
 mais belo pela segunda vez inesquecível... 
O Pôr do Sol na efusiva metrópole.
A câmera se agitou, sua dona estava ligada no céu mal começou a caminhada
 e quando ela deu uma paradinha para tirá-la da bolsa foi um delírio!
Em poucos movimentos a lente se abriu e lá estava ele dourando magnificamente!
Ouro puro!
Belo impressionante o clique!  
Foi rápido, medo de perder... 
Outro pôr do sol capturado, preso na câmera
 para ser visto mais vezes feito uma música repetindo indefinidamente.
Mas o melhor estava ainda por vir, a minha dona viu o ar maroto dele
 e eu não fui pra dentro da bolsa depois de um clic, não tinha mais e mais...

No meio dos prédios a brincadeira começou ele foi dourando cada vez mais e as nuvens que se aproximavam alaranjando...
 Minha dona não acreditava no que via o azul parecia se bronzear em tom de cenoura, palavras não descreviam e ai começou a grande brincadeira...
Na rua foi seguindo, o sol se escondendo atrás dos prédios, ela buscando...
 O sol, ele aparecia e sumia. 
A captura da imagem foi impossível os fios atrapalhavam e ela parou. ...

Ele estranhou a ousadia do que viria, ela não estava de brincadeira
 e eu queria capturar a magnificência.
Então aconteceu o sol subiu mais no céu, ela subiu no degrau da rua. 
Ele tão abusado só com uma parte ficou investigando quase rindo,
 daquele lugar ela não daria o clique. 
Enganou-se o dourado ela dançou no degrau a cidade não se importou
 estavam acostumados com excentricidades, mas ele ficou seduzido
 e saiu de traz do prédio totalmente alaranjando...
 O sol feito rapaz apaixonado e então aconteceu...

O pôr do sol no grande momento e o clique foi estupendo!
Bem o rapaz ficou bravo, por ser pego sem pudores e seduzido pela dança em um degrau. 
O rei admitiu namorou o esconde-esconde brilhou mais 
e se agitou com o coração dela pedindo para aparecer,
 não era de ferro se entregou e esperta a câmera o capturou...

O Rei Sol se foi, sabendo como toda aurora a câmera vai voltar...
Ainda bem que a lua não viu a rua, a dança e coração daquela câmera.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®