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terça-feira, 18 de setembro de 2012

Rouge Paixão


Rouge Paixão

 
Se assim podes ver o meu tom de vermelho
Faço-te ver a bela cor do flamenco no espelho.
Quando cair estrelas no reflexo da fogueira
Vou dançar vestida na cor da rosa faceira.


Queres ver o vermelho iluminado na lua clara?
Eu lhe dou o meu corpo cintilando de palavra
Fazendo arabesco de fascinação na tua doce fala
Roubo teu beijo que tanto desejo na noite calada.


Vou sorrir atrás do leque apaixonada ao dançar
Girar em volta do teu amor que vem encantando
No calor da fogueira buscar teu corpo para enroscar.

E quando a dança findar a lua cheia de emoção
Do céu na terra vai cair com ciúmes lamentando
Não ser humana para ficar em amor rouge de paixão.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®

O Sol , a Lua e o Poeta

O Sol, a Lua e o Poeta

Na magia do universo brincam as estrelas e os astros, levitam em amores como os humanos aqui na terra, fazendo a mesma coisa feito reflexo de um espelho.
Uma vez ou outra, a magia que voa lá no veludo no céu, acaba caindo aqui na terra feito inspiração.
O sol nutre um amor infinito pela lua lá no céu, estão juntos e não estão... Se é dia sonham com a noite, se é noite sonham um dia se ver.O sol vive desejoso de falar para sua amada deste amor infinito,expressar em viva voz seus desejos de Amor.
O sol olhando a terra de lá de cima observou que havia um jeito de levar seus recados para sua amada. Descobriu que a Terra abrigava um ser chamado Poeta que decantava tudo que via e esbanjava palavras com som de melodia era perfeito para cantar para sua amada.
A necessidade fez a festa... O sol mais que depressa, sem pensar muito mandou seus raios aquecer a alma do Poeta com todo seu Amor para sua amada Lua.
O Poeta anda na terra com passos curtos e o coração aos saltos na busca da criação. O Poeta sentindo o calor do Amor invadir seus sentidos, percebendo que vinha algo diferente pulsando em suas veias rodou o dia esfomeado de palavras, desejoso de rimas, buscando vírgulas e pontos que quando a noite chegou estava embriagado de Amor. Ao olhar o céu deparou-se com a Lua e então tudo aconteceu... Declamou versos e mais versos para a Lua , fez dela sua amada musa preferida e única .
E assim desde então o sol de dia lança seu calor inspirativo no coração do Poeta que de noite embriagado de amor faz Poesia para Lua em pleno esplendor.
O Poeta desde então acredita que pela Lua se apaixonou e olha o sol pensando no ciúme que com certeza provocou...
Quanto à lua passeia no céu deslizando em beleza ao olhar o Amor do Sol declamado pelo Poeta, sorri prateada desejando se partir em beijos ensolarados ao carteiro.
O sol brilha de alegria, pois sua amada soube lhe ouvir e o Poeta... Ah !O Poeta foi sutilmente iludido pensa que ama, mas na verdade só declama.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®



domingo, 16 de setembro de 2012

Perenal


Perenal


Estou entre teu nome e teu sobrenome, abraçada.
Na alvorada são como os braços dos ipês amarelos,
Quando majestosos seguram as belas floradas.
Deixando-me ser flores em teu canto de procelos.


Estou cercada pelas tuas mãos de enigmas dourados,
Onde desliza charadas sorrindo com beijos furtados.
Em folhas verdes capricha alquimias de vigorosa seiva,
Cobrindo e diluindo o teu desejo real em paixão viva.


Não pense que sou flores pacifica cores neste alento,
O fascínio instiga-me ao fogo perenal da tua canção.
Ainda revive-me lembranças no turbilhão da emoção...


Olhe os meus cabelos os fios nas pontas do vento,
Quando prende meu sentimento no percurso do luar.
Entrego o meu perfume em teu coração a poetar...
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Setembro nos Beirais

Setembro nos Beirais

Quando a sombra da noite azulada, na colina quebrar
Os pássaros com belas sinfonias sugerindo despertar,
Como violonistas em audição, marcando façanhas...
Surgem os toques de suaves emoções, na luz da manhã...

Quando o dia desperta, com canto afinado dos pardais
Na cama as cobertas se espreguiçam, com sorrisos surreais.
Um raio de preguiça empurra a fina silhueta, que cai da janela...
Se estendendo com bocejos e gracejos, na tênue primavera...

Então o dia já brilha lá fora, com picos de refinado humor
O café da manhã deixa rastro de aroma com doce langor,
As mãos ativam afazeres e os pés acrobacias desiguais...


As janelas ficam arejando deleites do pequenino jardim,
Perfumes de hortelã se misturam com azaléia e jasmim,
Eu fixo meu olhar maravilhado, com setembro nos beirais...

 

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados® 

domingo, 2 de setembro de 2012

Minas de Corindo


Minas de Corindo


Mira a voz do sentimento profundo
A voz que fala caminhos de paz pelo mundo
Mostrando as veredas da felicidade na luz
O céu brilhando em anil festivo nos conduz.


Mira a terra espargindo sutilezas em perfumes
De malva e camomila lembrando vaga-lumes
No seu brilho doando singeleza com alegria
Voando nas fontes da verdadeira água da vida.


Mira emergindo das ânforas a emoção
As sagradamente guardadas como canção
Afloram os dons divinos minas de corindo
No balcão as floradas nascem sempre sorrindo.


Quando luzes vão girando amabilidades
Nas floradas resplandece as docilidades
Sentimentos feitos canção fluindo na calma
A perfeição brilha na paz que vive na alma.


Em alegria vive o Amor no nosso interior
Perfeito no coração é luz para o esplendor
A paz é chuva de estrelas para entrelaçar
Com o divino universo ao nos encontrar.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®