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terça-feira, 29 de maio de 2012

Castelo Branco


Palácio Branco

Era um palácio branco
Era uma luz amarela
Era ouro
Era eu
No universo
No caminho livre
Enquanto o som fazia a estrada
Eu corria na luz peralta.


Era uma corrida na estrada verde
Era uma maça perdida no chão branco
Era eu no caminho esquecendo a voz do silencio
Enquanto o som fazia o drama em uma sombra


As armaduras eram armadilhas
Os gritos eram do vazio a porta ficou aberta
Não havia rei e nem rainha
O castelo era água límpida
O celo era o tudo, o piano um novo mundo


O cavalo voava
O corvo tinha asas brancas
E a batalha era ilusória
O final não existia
Já que o tempo é o novo agora.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®


segunda-feira, 21 de maio de 2012

Verbo Amar


Verbo Amar


Nos olhos da noite a íris da luz debrua
O azul noturno desliza na lua, flutua
Sombras, nuvem esparsa desperta
A palavra que acua na fonte liberta.


Nos olhos do dia, a esclera abre caminhos
A aurora espargindo dourados carinhos
Os pássaros azulados movendo cenografias
Com rasantes beijos nas flores quais utopias.


O perfume vespertino inspira e inebria
Traduz com sutileza o sentir que descortina
Alma aponta o cristalino da palavra divina.


Nas mãos do crepúsculo a ilusão contagia
A ponta dos dedos move a espuma do mar
A retina é criativa, profundo é o verbo Amar.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®





sexta-feira, 18 de maio de 2012

Corsário do Amor

Corsário do Amor

Embarco no desejo do teu peito, corsário do amor
Vestida de diva como solicita este teu clamor
Faço na noite um canto no teu corpo rodeando
Nos fios dos meus cabelos vou te enrolando.

Entrelaço o teu desejo no silêncio dos meus seios
Perdição dos gemidos, perdição da tua boca saboreio
Os lençóis em segredo guardam nossos sentimentos
Marcas dos corpos molhados quais exilados sedentos.

Por ti me vesti de deusa para ser tua noite de luz
No meu corpo teus olhos desvendaram a paixão
Do meu coração roubaste as chaves e a canção.

E assim o sol navegou na voz da aurora, nós dois nus
Senti o romance nos abraços dos teus braços sensuais
Perdi o juízo, no clarão do teu sol, pedi uma vez mais...
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®
























Sabor de Perdição


Sabor de Perdição

 
Sou tua poesia menina e não te maldigo
Teu castigo e tua benção assim bendigo
Tua amada caricia tua fantasia amante
Sou teu amor e tua malvadeza provocante.

Sou tua rima bem me quer e mal me quer
Tua rosa carmim e teu céu de espinho
O teu desejo e o teu fogaréu de ciúmes
Mas sou tua ensolarada ou na madrugada.

Pouso na tua boca o sabor dos lábios meus
A língua presa de fome, versos, dos lábios teus
Oh Poeta!Pertencer-te é minha louca perdição...

Teu simples beijo,inspira, incendeia os meus eus.
O teu soneto cravado no coração, meu camafeu
O teu verso é fonte ativa, luz multicor da inspiração.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®

terça-feira, 15 de maio de 2012

Provocação


Provocação

 
Aventuro te dar um beijo, um gosto de noite
Fagulhas das estrelas, olhos da meia-noite.
Ondeando teu corpo em rituais de amavios,
Teus lábios e o mel do meu sentir no meio-fio.

Arrisco te dar um beijo, do éden inconfundível.
Um beijo de amor penetrante, intransferível.
A sensação viva, lavra dourada da provocação
Nos nossos lábios, caindo em dádiva no coração.

E quando a aventura deste único beijo acabar,
Em nossos lábios um sorriso vai movimentar,
A tentação do coração nosso pecado santificado.

A noite fecha seus olhos azuis, no confronto de nós...
As estrelas transmitem o verso do desejo em nossa voz.
Traduzimos com jeito, um só beijo, do êxtase imaculado...

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®




domingo, 6 de maio de 2012

Poesia


Poesia


As minhas mãos no ar, sutilezas em mim...
No silêncio, o nada é um poço de luz.
A sensação é de um abraço do sol.
O tempo é um não tempo.
As ilusões não possuem mais o mesmo significado.
A realidade pode ser alterada
e os nossos pés podem voar basta desejar.
Sobraram algumas pedras, para colorir mudanças.
Somos as páginas, somos tantos livros, somos universos.
Uma monarca voando na imensidão de mim mesma.
Um reflexo límpido e cristalino.
As descobertas volteiam no agora...
Sou ela!
Ela, tão confirmada dentro de mim, coexistindo no meu sentir.
Ela,quando olhei o sol, com o rosto banhado de lágrimas
e nem sabia que eram flores pequenas de primaveras.
Ela na primeira vez do Amor, como nuvens de algodão doce.
Ela na saudade do Amor, como o perfume das flores.
Ela que emerge em minha superfície, muitas e muitas vezes.
Ela faz parte de mim...
Não... Não... Eu me enganei...
Eu sou apenas parte dela na verdade...
Ela é o movimento perfeito presente em todos meus agora.
Eu sei neste agora, sou parte dela.
Portanto sou nada mais, nada menos, que ela...
Eu sempre a assumi, só não percebia que, sou ela!
Ela é a Poesia!
A Poesia sou eu...

Vivemos juntas, ela em mim, eu na sua luz.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®



terça-feira, 1 de maio de 2012

Sol de Abril

Sol de Abril

O desejo do teu olhar descobre meus seios
Em minhas mãos sílabas de paixão escorre
Enquanto a minha boca trilhas descobre
Que no teu deleite floresce meus entremeios.

Na areia do teu deserto, meu beduíno,
Verás as luzes dos meus colares de amor
E no teu peito o reflexo do sensual calor
Roubando da tua boca um beijo genuíno!

Ampliei tua visão no estúdio do meu sentido
Teu sol de abril brinca de tatuar meu umbigo
Liberta palavras do meu ventre para teu abrigo.

E tu na paisagem árida já não está perdido
Entre meus dourados seios teu amor comigo
Bebendo a poesia sem dor nem castigo.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®