Perdição


Perdição

As mãos voam como o vento
Queria pintar flores de urzes ao relento
Mover na parede os raios das luzes.
Queria flores cerejeiras coloridas
Como as alegres margaridas
Em saudação ao sol, ao novo dia.
Queria ver a neblina da serra
Ao tocar um fio azul na terra.



Eu sou como algodão doce
Colada na palavra agridoce.
Eu sou a sala no ar,
Um vitral de rosa no teu radar
Tenho abraços e dedos de emoção
Pintados na tela da ilusão.
Tenho bolhas de sabão na inspiração,
No abstrato voam alto buscando o luar.



Ele é a inspiração mais linda da verdade,
Cai na alma patinando felicidade
Ele é voz que me faz sorrir,
O sorriso que abraça ao insistir
É o romantismo que me fascina,
A promessa dourada da alquimia
Transforma-me em beijo, em tuas mãos
És noturnal em espiral ,tu Poeta da perdição.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®






Comentários

  1. Belo poema, tão bem feito como todos que o precederam!

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  2. Parabéns Marli, por tua bela poesia,
    sempre contruindo imagens
    que alcançam nossos sentires e coração.
    Beijos,
    Vilma

    ResponderExcluir
  3. Queria convidá-lo(la) a visitar a coluna Haicais de Domingo(http://poetasdemarte.blogspot.com). A entrevista de hoje é com Vilma Piva.

    Obrigado e muita Paz!

    ResponderExcluir
  4. Marli poeta
    Aceite um hai kai
    Deste pateta.

    ResponderExcluir

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