Postagens

Mostrando postagens de Agosto, 2011

Um perfume de lavanda e um sorriso glacê

Imagem
Lembrando que o ano de 2009 consolidou eventos França – Brasil em retribuição ao ano de 2005 Brasil – França A fantástica troca teve o encerramento no último dia 15 de novembro.

Um perfume de lavanda e um sorriso glacê

A vida é pura arte nas mãos, quando em Toulouse olhar. Vou pensar nas margens do Sena para contigo sonhar, Do meu abajur de Eiffel sou vista em mar de cirandas. A entregar um sorriso glacê, nos povoados de lavandas...

A minha via é esta rua de perfumes lembrando arminhos, No coração em mim habita os buquês de carinhos. Vejo o canto do realejo e lembro a sala e um belverde, A minha voz nos matizes de Delacroixs assim se perde. Na minha calçada de gracejos, Moulin Rouge desenho Em vespertinas cores da minha alma, nuvens de Paris contenho.

Na minha aquarela da Notre Dame, das torres quero tocar o céu... Nas vizinhanças passo na herança do Arco do Triunfo com um véu. Como o rio da minha voz até a Place de Vosges seguiu o curso, A música inspira o balé nas calçadas dos cafés em percurso. Os …

O Silêncio da Casa

Imagem
O silêncio da casa...
O dia se findou e a lua veio sem graça hoje.Não sei por que ela esta tão apagada, as estrelas refugiaram em alguma galáxia talvez para ficarem mais belas,  eu estou aqui no silencio do agora... A casa silenciou, a juventude se aquietou e a passeata na cozinha teve sossego. O fogão e a geladeira como sofrem nas férias tantas vezes se abrem assim sem esperar; os armários pobres coitados ficam dependurados com as portas entre abertas,  a todo tempo sai correndo um prato ou um copo. Copos... Quantos copos, muitos parecem um exército dentro da pia. E ela coitada uma trincheira que fica entulhada de tantos elementos de cristais baratos, a torneira fica só olhando como se o tempo fosse interminável e sua maravilhosa água viesse ser a mágica para desafogar todos pedidos da pobre pia. Apago a luz ,a cozinha esta dormindo agora tranqüila. O fogão fechado respirando... Aliviada a pia finalmente limpa ,sem nada para perturbar seu sono de beleza. A sala de jantar ainda tem luz…

O Olhar da Terra

Imagem
Imagem a criança e o abutrefotógrafo sul-africano Kevin Carter


O Olhar da Terra
Suplica a criança o amor da terra mãe Na posição fetal, aconchegado nas trincas do seio. Dobra a coluna, sem sustentação, a vida flagrada Exposta com a vergonha do abandono do homem Que cego, finge ignorar o abalo do mundo. A face bebe na terra silenciosa, o cálice da tristeza.

A inocência se entrega às feras da dor aceitando o destino. Leva o escudo da crença da tribo na nudez do mundo vil. Visível apenas aos olhos da ave, de instinto mais honrado Que paciente olha estagnada, na espera da providência divina. Quando a estrela da vida voa desta miséria absurda Libertando o espírito, do cárcere material.

Transparece nas vértebras marcadas da pele O suporte frágil do corpo, de alma pura. O último sopro de dignidade rumo à luz Surge na bagagem da estória de tantas vidas Aprimoradas, nas contas brancas de colares e pulseiras. A herança marcada nas algemas do corpo que massacra.

Focaliza o urubu, a imagem na vista…

O Olhar e a Sala- Capítulo III.......Outono

Imagem
O Olhar e a Sala- Capítulo  III.......Outono

O outono se apresenta rondando a primavera, os dias vãos morosamente voando ao encontro das flores. A sala anda esquecida, sem visitas apenas o silencio companheiro do cotidiano. Tem uma caneta que foi esquecida, e o papel ainda tem letras voando nas linhas. Do vaso vem o perfume de gerânios como se tivessem sido colhidos neste exato momento. A cortina esta sempre na espera ansiosa do olhar que proporciona seus encontros felizes com o rei sol que aquece seus sonhos. A sala nesta fase se embriaga de fantasia, o jardim lá fora já desponta as violetas, madressilvas, rosas e margaridas. As borboletas fazem a dança anunciando que logo chega a sua estação. O olhar desta vez foi intempestivo, nem parou na mesa que enciumada viu bem sua direção para arca. A cortina deu seu agito, mas o olhar fez da sala apenas uma passagem. Seu mundo interior perdeu o canal das letras no meio da sobrecarga. O refugio da sala ficou aprisionado na realidade da lógica.…

O Olhar e a Sala --capítulo II......Refúgio

Imagem
O Olhar e a Sala --Capítulo II......Refúgio
O olhar surge na sala com a melodia do imprevisto. Surpreendendo alegremente a mobília, na calma costumeira do espaço requintado . Em uma destas visitas, o olhar agora toma a sala como seu refúgio aconchegante, onde pode livremente mergulhar na essência da escrita. Na sinfonia do silêncio que embala o recinto, o olhar abre a gaveta agora sua cúmplice que guarda seus segredos. Esconde ainda suas ferramentas amareladas pelo tempo. Que servem para cingir as letras na magia do pensamento. No meio das tardes de inverno é que o olhar foge para sala. Assiste delirante a preguiçosa dança enamorada da cortina com o vento que de longas datas, vem crescendo o enlevo. Como todo caso clandestino o olhar percebeu o triângulo amoroso deste namoro. Quando faceira a cortina, para suplício do vento alonga sua amizade com o sol ...no doce calor do inverno. As horas passadas na sala são doces momentos de reclusão deste olhar, de encontros sublimes com a imaginaç…

O Olhar e a Sala- Capítulo I - Espaço Irreal

Imagem
O Olhar e a Sala-  Capítulo I - Espaço Irreal
Um olhar descuidado invade um espaço irreal, pousando em uma sala fora de época. Marli Franco A sala é aberta sem pudores, sob o panorama das íris verdes. Livre e sem licença inspeciona entusiástico o cômodo de cortinas fechadas, que dorme na penumbra perdendo o sol do outono lá fora. O móvel de madeira nobre como pouco se vê tudo cravejado e esculpido. Um tapete com ares oriental segura a mesa de imbuía. Onde junto descansam as cadeiras com sua suntuosidade das guardas altas, revelando que nelas os ilustres se sentaram. O carrilhão mostra bem a passagem do tempo e o torna mais rico como peça importante de um antiquário. No lado da mesa esta sua majestade a “Arca” toda rebuscada em um rococó perfeito, suas saliências são orgulho e sua madeira exala o perfume das estórias já vividas. Nas suas gavetas abertas, no afã do mistério, o linho branco e bordado com certeza salientam a elegância do recinto. Os copos de cristais ampliam o olhar do vis…

Tinta Azul

Imagem
Tradução feita pelo Poeta Juan Olivas,do Fórun Poesia Pura, a quem agradeço de coração pelo trabalho que une nossos idiomas em Poesia.


Areias de Sentimentos

Imagem


Paz

Imagem

Dança da Profecia

Imagem

A Camisa

Imagem
A Camisa

Uma camisa jogada no fundo do armário deixou-me surpresa, os lábios trêmulos...
Toquei devagar, bem lentamente,fiz uma carícia e o poder da recordação começou agir. O perfume esbarrou no coração,senti e mergulhei sem pensar nas ondas do passado. Levei junto ao peito o tecido apertado e abracei ... A saudade havia chegado... Levantei a camisa perto dos lábios e beijei levemente, sem tristeza, agora consciente apenas das boas lembranças. Contei os botões todos intactos. Olhei o armário quase vazio,solitário, rolei o olhar em cada canto...Todos cantavam os momentos especiais. Vesti a camisa ,aqueceu meu corpo frio ausente do manto do sonho. A camisa ainda resistia nas mãos, sem querer sair e sem querer se afastar, como que segurando o relógio do tempo. Mas uma lágrima escorreu nas faces era a badalada do final do momento. Estiquei com carinho a camisa no cabide, dei um beijo não de despedida. Nunca de despedida ,apenas um suspiro até outro momento supremo das lembranças. Fechei a…

Plataforma Dourada

Imagem
Plataforma  Dourada

Olho o mar lá distante trocando suas cores com o sol deixando suas águas vestirem o laranja, avisando que é hora no poente de terminar o dia que se estendeu tão quente. No céu deste verão tão intenso que se cobre na cor laranja, banhando as nuvens em respingos de vermelho, mostrando assim no final da tarde que impera no céu e no mar o domínio do sol. A lua vai tardar a chegar na praia, o dia se estende além do poente nesta estação. No meio deste templo alaranjado aparece no mar o portal dos sonhos. Com bases tão sólidas esta sobre as águas, com suas colunas douradas avisando que as mãos humanas se esmeraram.O seu formato leva a imaginação se abrir em muitas direções, tal qual seu brilho que se espalha nas águas do mar. No meio de suas grades que lembram bem uma plataforma de ouro, aparecem detalhes desenhados em cada uma formando arabescos de um ourives minucioso. Um círculo surge bem no meio de uma lateral avisando que é ali a passagem para tudo que a imaginação p…

Passos

Imagem

O Cravo na Lapela

Imagem

Usina -"Dança Cigana "

Imagem

Silêncio de Luz

Imagem