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domingo, 17 de abril de 2011

Um beijo teu...





Tradução feita pelo Poeta Juan Olivas,do Fórun Poesia Pura,

a quem agradeço de coração

pelo trabalho que une nossos idiomas em Poesia.



domingo, 10 de abril de 2011

Escuta-me...



I Carta de Amor __ Suaves Lembranças

Carta de Amor I __ Suaves Lembranças


Na noite que passa tão calma...
Eu adormeço em mim mesma...
Os minutos sopram uma brisa suave ao som da melodia que entra pela janela.
O dia se foi , tão corrido agora à paz volta para me levar a pensar em você meu doce amor.
A cada letra um toque que vem de você para mim, a cada palavra um doce carinho meu para você...
A rua lá fora ainda se movimenta, mas aqui a sensação é de sentir tão doce a tua presença, que me eleva na paz do nosso amor.
Lembrar de nós é como caminhar de mãos dadas sob o manto das estrelas,ou relembrar quão suave era quando caminhávamos na praia...
Lembra ...amor meu...
Lembra, quando nossas mãos vinham brincar de sorrir sem nem ter motivo , mas sorriamos apenas por estarmos juntos , o mar com certeza sorria também pois suas espumas cobriam nossos pés...
Como posso ainda te dar este amor ?
Tem momentos que minha oferta não alcança o céu do nosso sentimento é tão alto , tão sublime ...
Sinto teu amor ....Mas é tão alto o céu e teu olhar nas nuvens é tão doce...
Alcançar-te tão distante e te sentir tão perto um paradoxo , mas tão intenso...tão intenso...
Amar-te ainda é tão bom... Sinto-me viver em cada pedaço da minha alma que palpita por você...
Sinto-te tanto meu amor ...
Em cada pedaço do tempo ...
Em cada momento do meu corpo...
Ainda sorrio para você , no teu céu acho que desprende teu sorriso como um beijo em meus lábios; pois sinto o vento tocar minha face , murmurando com tua voz meu nome, e neste exato momento meu doce amor eu não posso evitar ...
Fica tão grande o meu sentir que sob meu sorriso escorre o beijo de uma lágrima ...
Perdoa amor ...
Perdoa te amo, ainda em lágrimas sorrindo...
O tempo quebra amor, a casa se movimenta ...
Olha amor...
Os nossos filhos chegam sorrindo é nosso amor mais que concreto, me acercando de afeto...

V Carta de Amor ...Uma Lágrima na Palma da tua Mão

Carta de Amor V...Uma Lágrima na Palma da tua Mão...

Amor estou aqui na linha que divide nosso mundo, sentada nesta estrada tão intensa e vazia a olhar o céu que me cobre neste final de verão, pedindo mais força de mim...
O momento às vezes fica tão pequeno para te sentir, eu me deixo ficar enrolada na manta do concreto sem saber que meu mundo quer um pouco mais deste nosso amor tão infinito.
Ah! Amor, eu já não tenho mais os sonhos que faziam as flores sorrirem nos vasos dos meus ideais, perdi o toque de reviver os jardins me entregando nesta luta inconseqüente, sem forças pouso meu momento aqui na linha divisória de sempre.
Hoje meu eu quer teu colo, como antes e minhas lágrimas precisam da suas mãos para colher esta dor que me dilacera e palpita ao mesmo tempo tão intensa dentro do meu ser. Hoje amor, meus olhos estão pedindo as tuas mãos para meus lábios beijarem tuas palmas e entregar meu soluço tão profundo, mas não quero que colhas como um sentimento ruim, quero que colhas como flores em uma janela em dias de primavera.
Quero só ficar assim em tuas mãos, repousar um pouco neste compasso do tempo, repousar sem pensar preciso deste espaço em teus braços para integrar meu ser tão frágil que só você percebe.
O céu parece se abrir, as nuvens se afastam, é à noite com seu manto de estrelas chegando e você tão perto de mim me amando e eu...
Eu amor tão perto de ti, sentindo...
Sei que me olhas com olhar das estrelas, sei que me tocas com sopros de brisa exalando o teu perfume em meus cabelos em uma caricia que só nos dois sabemos ser tão nossa, tão especial, te amo...
Amo-te tanto que meu mundo se concentra em sentir o nosso doce viver... Assim etéreo e tão perfeito.
Ah! A noite é peregrina em nossa companhia, somos ondas de perfumes com a lua de guardiã, nesta linha tão firme e dourada.
Amor sente minha serenidade voltando, meu sorriso brotando neste beijo que me invade. Olha amor, minha lágrima tão constante se dissolveu sob teus dedos que me afagam, amor como é bom ser tão tua, tão intensamente tua...
Recebe meu beijo é tão teu, mandei uma estrela entregar em teus lábios, para selar meu querer em teu doce nome que balbucio noite adentro em meu viver, só para assim te sentir como agora mais perto de mim...



O Cadarço do Sapato


O Cadarço do Sapato

O calçado lá vai ...
Caminhando com seus estranhos cadarços, tão diferente e com marcadas identidades singulares... 
Um impecável , sempre bem amarrado , com laço bem feito coisa feita com jeito e com muito trato todo garboso caminha em cima do calçado.
O outro muito desleixado, com jeito de pouco caso, se apresenta meio largado, quase esparramado.Arrasta-se no asfalto , fica cinza nem olha para cima e lá vai todo desfiado , desafiando a vida no compasso de cada passo...
O cadarço impecável, olha meio sem jeito e com um contrafeito, solicita uma possível reforma neste aspecto do enfadado companheiro.
O desleixado faz pouco caso,se coloca ainda todo glorioso fazendo de conta que seu estado é mesmo o mais formoso.
Mas o coitado do impecável, se ajeita no laço e mostra o quanto aquele ar desfiado pode por em risco o passo dos dois calçados.Um risco desnecessário, deste caso impensado de andar assim tão despreocupado. Será que não vê ? O quanto este asfalto é mesmo um campo minado?
Mas qual , nada...Nada pode ser feito a não ser esperar...E esperar, o dia dos dois passos desandar e num descuido escorregar...
E tal fato não leva tempo demais , pois assim o desleixado arrastado no asfalto em seu garboso desfiado é pego de surpresa e preso fica nas rodas alinhadas de uma bicicleta, que sem muito jeito atravessa no caminho dos dois cadarços com grandes diferenças interessantes.
E tudo acontece neste mundo de letras visionárias , a roda gira desfila com o cadarço no meio do raio da formosa bicicleta...E assim acontece...
O dono até corre em seu socorro, mas é tarde o cadarço desleixado esta lá no meio do asfalto caído cinza, quase que ainda se arrisca em um fio a segurar-se no calçado.Fica assim em dois pedaços, um no calçado curto já não se arrasta no asfalto, talvez até venha ficar mais claro e o outro restante já não acompanha os passos ...
Agora o desleixado, apenas pode olhar lá em cima as nuvens. hora cinza, hora tão branca naquele céu tão diferente que ele nunca tinha visto, tão preocupado que estava em sentir apenas o asfalto.
E o dono do calçado, este nem precisou se lamentar fez um nó no resto do cadarço e se foi no lado oposto da bicicleta,.E ele se olha ali parado, um resto do cadarço que sente o asfalto onde fica deitado ,mas se ajeita com o vento e fica assim a olhar saboreando as nuvens que passam para ele gargalhando a voar no céu . Neste céu tão azul neste final de tarde desencantada, com esta estória nascida no meio da turma que se agita a amarrar os cadarços de cada vida...


Alegria