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Mostrando postagens de Setembro, 2011

Puro Delito

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O Espantalho

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O Espantalho


No meio da colheita Desfila seu olhar Ao acaso espreita O dia que passa...

Quando nasce o sol Já esta de prontidão Na espera da vida Faceira na criação.

Quando desce a noite Beija a lua a musa Encantado com o perfume Lume o céu que cruza...
O mês é tranqüilo e faz de alguns dias mais belos que outros. Alguns dias cai do céu gotas de bela chuva de amor pela beleza do universo. De amor o dia espera pela noite, triste nota os atos de destruição do animal racional. O ser humano é imponente naturalmente .O impotente e imponente que sempre lança pedras quebrando o ecossistema perfeito e provando que ele tem muita estrada para percorrer e se tornar um ser criador.
Ah! O Espantalho fica lá mudo de olhar aguçado, pensando em tudo que passa pelos dourados trigais... Desde a pequena borboleta que pousa em seu chapéu para enfeitar suas vestes desajeitadas ,até o urubu buscando a carne apodrecida do inseto ou do homem que invadiu os abismos da destruição do seu habitat.
O Espantalho as…

Enluarada

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Silêncio dos Girassóis

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Avesso Florido

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Vento dos Trigais

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O Olhar e a Sala-- -Capítulo IX - Veredicto Final

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O Olhar e a Sala-- -Capítulo  IX - Veredicto Final
A sala foi surpreendida em uma manhã ensolarada daquelas que o vento chega fazendo festa nas rodas da cortina, algo prometia logo mais, com certeza... Era o Invasor apressando o passo no corredor e entrando na sala agitado com seu laptop escorregando sobre a mesa, sua pasta e seus muitos papéis de catedrático. O peito arfava com algo em seu íntimo que acusava alguma decisão estava acertada.Ajeitou a cadeira, foi até a janela só para se acalmar, pois seu interior explodia...Ela a Íris o tinha levado à loucura com sua ausência proposital, com seus passos leves voltando no corredor; com suas indecisões cada vez mais temerosas, fazendo –o voltar às viagens coberto com o manto que ela usava de dúvidas; fazendo-o perder o gosto pela aventura, já que seu pensamento parecia colado ao seu nome. Mas agora o limite tinha chegado...A decisão estava tomada e não era mais dela era só dele.O tempo havia determinando o desfecho que ele queria, tinha …

O Olhar e a Sala-Capítulo VIII....Caminhos Incertos

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O Olhar e a Sala-Capítulo VIII....Caminhos Incertos
O tempo na sala ficou ausente, tinha parado e tudo parece que estava estagnado sem a presença dos dois personagens principais que fazia a sala pulsar. A vida andava diferente com a presença de ambos, a sala sentia o palpitar em cada olhar e girava removendo ilusões e sonhos que faziam até a arca tão silenciosa participar com o abre e fecha das suas gavetas na marcação de mais uma estória. O invasor havia resolvido voltar das suas viagens, era um andarilho nato e a íris poderia fazer sua vida mudar, ele ainda não queria sentir todo aquele sentimento que tinha vindo pegar seu coração de surpresa. A íris por sua vez queria voltar ao seu tempo, sem nada para perturbar sua vida tão sem movimentos bruscos, queria de volta sua estabilidade onde seus sentimentos caminhavam sob a luz do passado, o presente era fictício e o futuro apenas reprise do presente. O invasor com seu porte e dominante a perturbava em demasia, subjugava sua vontade e i…

Usina - O Nada

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O Olhar e a Sala--Capítulo VII... A Fuga

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O Olhar e a Sala--Capítulo VII...   A Fuga
A sala ainda sente a agitação das emoções da noite anterior. Apesar de vazia aguardando o regresso dos personagens principais, o clima ainda tem o aroma do amor. O dia raiou sonolento, o sol esbanja preguiça na cortina que desliza nas mãos do vento, um triângulo prefeito. No corredor lá fora surgem os passos, como sempre apressados com tempo do refúgio. A íris adentra na sala e se surpreende com o vazio. O calor anterior parece que fugiu da sala, junto com o laptop e toda parafernália do dono. O invasor foi embora, não havia necessidade de palavras, nenhum bilhete, nada apenas o vazio recheado com o silencio da sala. A íris toca os lábios, ainda sente o calor do beijo roubado vindo de um castigo doce e inesquecível. As emoções ainda agitam o corpo só de lembrar, o invasor fugiu com certeza com medo desta emoção incrível. O momento foi intenso, o beijo foi além dos toques dos lábios, o corpo entrou em um fremir da paixão carregando sonhos, dese…

A Taça

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Amor Magno

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Ensaio de uma Fabela --- O Leão e a Gazela II

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Ensaio de uma Fabela --- O Leão e a Gazela  II
A gazela estava a passear na savana Era tão cedo, o sol ainda espreguiçava A alvorada aquarelada no horizonte sumia... Quando percebeu a gazela seu velho predador.
Não havia duvida, conhecia o seu fiel algoz Tinha seu rastro gravado a leveza e a esperteza Sabia bem o seu jogo, seu rosnado e sua corrida Já o tivera em seu calço, ele tinha dado uma trégua... Mas agora pelo visto voltava, com a barriga vazia.
Não ia ser ela o prato do dia, com calma ia fugir... Deixava-o na espreita, ia fingir ir ao riacho, iludir... Depois correr desgarrada para a mata fervilhando, Até perder seu predador de vista, tudo rápido e planejado.
Mas o dia nada tinha determinado como pensara... Ao fingir beber água um buraco no riacho encontrou, Bem ali sua perna quebrou, que final mais tonto e louco... Além de virar prato do dia do leão, estaria na bandeja, Na bandeja do apetite voraz do leão sem outra solução.
Surpreendem-se mais uma vez com o dia, ao ver o leão Vindo calmo em sua…

Olhar e a Sala ...CapítuloVI...Sinfonia de um Beijo

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 Olhar e a Sala  --- CapítuloVI --- Sinfonia de um Beijo
A sala encontrava-se adormecida em uma fresta da lua.O raio do luar mostrava que as estrelas estavam alertas ao evento que se preparava para desenrolar. O silencio era quebrado apenas com alguns passos ansiosos, as botas faziam ranger o assoalho.Quando a imagem atravessava a luz da lua ,distinguia-se apenas a roupa negra como a noite. O invasor dono da sala, era quem se agitava na escuridão, mostrando sua inquietude ao relógio cujos ponteiros alheios andavam acelerando o tempo. As horas passavam e seus passos ansiosos ,iam e voltavam conscientes da audácia da íris em seu atraso. Em um dado momento, ouviu passos suaves que corriam no corredor lá fora. Nem precisava olhar conhecia bem aquela suavidade que voava como uma borboleta amedrontada. O momento de dar a desforra , pelo atraso havia chegado e a escuridão da sala era propícia ao seu intento. Esperou estrategicamente a íris chegar bem junto da porta, como cúmplice tinha o eleme…

O Olhar e a Sala-Capítulo V --- O Convite

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 O Olhar e a Sala - capítuloV  - O Convite

A íris saiu em busca do seu refúgio no meio do dia, quando o sol estava em alta. Sem pensar fazendo dos passos um vôo , para poder aproveitar mais o tempo.Já que as horas tinham sempre o poder de ser mais rápidas, deixando apenas frações para suas andanças no meio das letras. A íris parou diante da porta , ainda fechada, ajeitou os cabelos para demostrar equilíbrio ou recuperar o mesmo ,que longe estava de sentir.E assim ainda agitada entrou na sala. O invasor apenas olhou com um sorriso matreiro para ela e para o relógio mostrando que estava atrasada. Sorriu observando sua calma aparente. A íris sentou-se em seu lugar, abriu a gaveta retirando seus papéis e a caneta, vendo que o tac..tac do pc voava.O seu olhar dirigiu-se ao invasor que capturou quase engolindo sua audácia.Agitaram-se mais as águas verdes e isso era impossível de esconder, ele já conhecia todas suas nuanças. Silenciosa acabou por se concentrar na sua escrita, quando um envelop…

Sensação - Pathernon

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O olhar e a sala - Capítulo IV.....O Invasor

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O olhar e a sala  - Capítulo IV.....O Invasor

A porta da sala esta fechada, o olhar costumeiro se assusta e força o trinco entrando agitadamente. O assombro ao ver o invasor de costas é assustador. Como se fosse congelada, o olhar verde acinzentado se veste de um brilho verde esmeralda tal a sua surpresa e agitação. O invasor , não se abala com sua entrada, esta plenamente acomodado a sala é seu domínio , o espaço é território altamente conhecido. Sua figura ai faz parte tanto quanto as mobílias. Como um viajante que retorna ao ninho a sala o acolhe como seu senhor no espaço ,sua figura ardente e dominadora. O olhar esmeralda recompondo-se vistoria a sala e os detalhes para notar se tudo ainda esta presente. Mas apesar de nada faltar , não esta com a mesma composição. O estilo do invasor tomou posse da sala e ela permitiu toda a mudança servilmente e ainda regozija com sua presença. O vento esta lá namorando a cortina, o sol lá fora olhando ciumento sem poder entrar. A arca esta formos…