Escurece , sem lua...

Escurece , sem lua...


Eram flores cobrindo o final da tarde de olhares
A calçada se desfazia colares no rolo de cimento
Um tapete cinza tão rasgado com flores e folhas
Nos rasgos o tom ocre escolhas combinado com o dia
Que se perdia no acinzentado das 4 horas das nuvens.
No caminho de sempre os passos sabem andar
Vagar leves, alegres sem preocupações rotineiras
A cada agora nascem novas as flores nas cantoneiras
Um dia ou outro, de uma nostalgia ao vértice da outra.

Ouvi a voz do céu, os acordes aguados da tempestade...
Pensei que era um Poeta rabiscando seus pecados,
Quem sabe talvez um Pintor imaginando o matiz
Do sol que não queria ficar apagado no alto do verão.

A tempestade parece e escurece tudo, sem lua...
Quando ando, ando pela rua,
A rua que tanto ando...
Escutando o som no meu íntimo em azul do infinito.
Inspiro a indagação envergando verdes cataclismos,
Sintonizo ao escutar o piano de Yruma, estou em casa...
Sem querer solto a tensão até meus dedos corarem,
No suspiro do dia, um final de tarde com o nome de silencio.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®

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