A Guardiã dos Livros e o Conde -- Capítulo I – A Biblioteca



A Guardiã dos Livros e o Conde
Capítulo I – A Biblioteca


Em um mundo além do olhar concreto havia um condado enfeitiçado, criado a partir de partículas perdidas do pensamento que pairava vagando sem rumo na boca dos livros antigos.
O condado ficava bem escondido na biblioteca do centro, e o tempo lá era bem diferente do tempo em nossa dimensão. Lá no século cor de âmbar e o ano gema 1.
A porta para entrar neste mundo ficava atrás da coluna dos livros dos pensadores ,era só encostar a palma da mão pintada de azul que a porta se abria como uma janela ao sol ,a luz irradiava e tragava para dentro quem ali estivesse.
E assim começa nossa estória com uma trabalhadora da biblioteca , sem muito pensar a nossa personagem , que enquanto limpava os livros esqueceu de limpar a própria mão na mão quando usou de uma caneta na recepção da biblioteca.Gostava do seu trabalho e como havia visto o relógio assinalar seu atraso saiu correndo limpar os livros antes que o tempo fugisse do seu controle.Sem nada saber , a não ser que amava sua profissão de bibliotecária tomou um golpe do destino quando os livros se abriram e a sugaram para dentro do condado.
No primeiro momento o pânico surgiu, depois sua linha pratica de ordem foi verificar o que estava acontecendo e tentar resolver a situação.O seu nome era Ameg e no instante que adentrou neste mundo reverso percebeu que em primeiro lugar ela recebia o novo nome: a guardiã Gema( seu nome era um anagrama) e nada podia fazer pois o nome foi tatuado em seu pulso assim que caiu dentro do condado.Uma tatuagem em forma de pulseira em cada gema uma letra.
A sua roupa também foi alterada, estava enfiada nas roupas cheias de detalhes como uma perfeita guardiã com símbolos de fênix em dourado . Ameg se viu girando e assumindo as tarefas rotineiras zelando pelo povoado.
No ângulo real ,fora do condado, tudo continuava parado no tempo , a guardiã descobrira que o condado nada mais era do que uma fuga de pensadores , para um mundo imaginário onde a existência poderia tirar férias e ficar experimentando soluções inviáveis.E assim ela também poderia tirar estas férias e como precisava então porque se privar se até os pensadores se deram a este prazer...
Marli Franco
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