Passeia em mim a saudade...



Passeia em mim a saudade...


Nas retas e curvas do meu mundo íntimo, no meu castelo erguido e colocado abaixo, nas muralhas e jardins refeitos e nos pentagramas das torres os efeitos do meu ser na arte da criação.
No silencio existe uma tela em mim... As cores fluindo inspirações da saudade que me veste, da nostalgia que me enfeita. Sinto tão bem os matizes do meu interior onde as tonalidades são de tempo em tempo abstraídas, constantemente concretizadas como auroras surgindo e crepúsculos se perdendo em noites de verão.
No silencio existe um piano que me chama... Os toques suaves que vão penetrando numa profundidade alarmante, colocando meu ser em contato sublime com a inspiração. A arte fala em notas, a musica d’alma leve e forte, o silencio que desliza danças no corpo abraça melodia, gira e me faz gravitar em mim mesma...
A saudade então chega no silencio... Congela o momento, se aproxima com passos de luar nesta hora e se veste de rosas... O teclado já não possui letra só sentimentos, aconchegos de chegadas, partidas esquecidas, só presente em alegrias, só laços de euforia e fractais... E fractais de amor... Quando sinto as paredes do meu eu romperem em jardim e você se aproximar de mim...
Então o silencio se acaba, o piano cala e só o amor faz a fala da saudade...
Marli Franco

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