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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Aves Místicas II - A Conquista


Aves Místicas II - Conquista

O universo com seu relógio impecável continuava girando...
Bem perto do lago das macieiras o grupo resolveu acampar, tentaram matar vários bichos, mas os animais se divertiram sem grandes dificuldades.
No dia do Betame à noite tudo estaria pronto, tudo corria preparado para os problemas corriqueiros, as listas estavam prontas nada poderia dar errado afinal a mãe natureza regia o planeta enquanto o universo se embevecia contando estrelas.
Quando o dia chegava ao fim os homens foram todos intuídos a tomar um belo banho, fato este que teve ajuda da senhora das águas que de quebra os perfumou com seus sândalos deixando cada um pomposo tal qual um marajá, já que em suas mentes aflorava a bela questão das mundanas paixões. Quando a brisa da noite chegou também deu um auxílio e deixou um vestígio em suas lembranças afloradas de amores perdidos, o que os levou a ficarem embevecidos pelo canto da lua...
Com tudo preparado à brisa ainda fez mais um toque começou carregar antes que o vento chegasse o suave perfume das flores de macieiras e com este aroma os caçadores foram guiados ao local mais venerado do Betame, o campo das macieiras.
Quando lá chegaram ficaram todos assombrados, as folhas e flores pendiam em cachos formando caramanchões enormes, no chão se estendia lençóis de flores e o perfume das maças dava um afrodisíaco inesquecível. Mudo os caçadores se arrepiaram e neste exato momento entraram no local onde ainda levitando as aves transformadas em mulheres, divindades pagãs pareciam etéreas, sorrindo tal qual as musas de tantos poemas um dia descritos.
Os caçadores não conseguiam absorver o que acontecia, a emoção sobrepujava a imaginação.
Um deles se prostrou diante da imagem e na mesma hora uma das aves o ergueu e levou para um dos caramanchões. Nesta hora surgiram do nada muitas fogueiras e muitas danças tomando conta do campo das macieiras, sorrisos e gemidos, brincadeiras anunciando a paixão se misturaram com as chamas crepitando as ilusões.
Enfim cada caçador foi levado por uma mulher, cada uma vestia uma capa de tecido diáfano da cor das tuas plumas, cada uma sorriu e amou seu caçador até chegada do sol, então elas se foram assim como os homens todos gostam, sumiram no céu azul sem eles verem mais nada...
Transformadas em aves novamente carregando as sementes da nova geração, da espécie em extinção o Homem feito de Amor e a Ave feita de puro Esplendor.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®

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