Alvas Recordações

Eu vejo tintas espalhando no chão
E os pés ficando amarelo como verão.
Eu vejo folhas coladas na parede
E as escritas andando no céu... Nada impede...
Eu giro seda estilizada em um papel,
Enquanto nos acordes a melodia faz tropel.



Agitos bem vindos levam ao léu o meu coração...



Eu pinto tela branca surreal descoordenada,
Transparentes para falar tudo do nada.
Desenho abismos na xícara de chá coral,
E jogo o xadrez no ar, lá no fundo do quintal
Com os pardais voando primaveris no pensamento.
Na orquestra existe um acervo de argumento.


Que vai rabiscando sem medir a criação...


Eu coleciono cadernos, folhas perdidas
Com letras de caligrafia cursiva já esquecida.
E faço decoupage na imaginação com a brisa.
Na roda da minha saia o vento sonhos alisa,
Enquanto eu em sensação sinto a sintonia...
Passos de dança na minha volta é pura poesia.


Volteios de sons brincam com a minha emoção.

Um sonho de instrumento desenhei no grafite,
Mas ficou tão perplexo que do papel saiu do limite.
Transformou-se, ficou vivo, virou e revirou em ágata
E depois correu para o mundo como um acrobata.
Não havia notas, nem som era calado só emoção
E assim corria até o sol suspendia a respiração.

Enquanto rios de matizes fluíam em minhas mãos...



A sala abismada gritou para abrir a porta,
Agitada bateu as janelas e assoalho surtou.
De nada adiantou o que corria não escutou
Ela viu giros do andante no jardim desbaratada.
Enquanto o lápis só me ouvia tudo sorrindo via
Mesclas de tintas em nossa volta, sempre nos unia.



As pinceladas surgiam alvas surreais na minha recordação.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®



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