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Mostrando postagens de Setembro, 2010

...Se Puder

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...Se Puder

...Se puder me ouvir desta distancia emocionada Gostaria que fosse diferente, um tudo pra nada... Mas sou humana e como tal me senti vencida Em dias ensolarados, preciso da tua guarida.
A saga da autonomia, só deixou-me vulnerável Bem sabes o quanto sofro por esta postura inevitável O quanto a tua pulseira em meu tornozelo brilha feliz Seja na luz do dia ou da noite tudo como eu assim quis.
Mas em meio das horas fragmentadas perdi a sobriedade Em um descaso do cotidiano deparei com a tempestade E tuas mãos não estavam lá, fiquei tão reduzida, perdida...

Eu não podia ir assim sozinha enfrentando o mundo Nem tamanho tenho, só a voz e argumento fecundo Perdi a costumeira prudência e me vi em lágrimas abatida...
...Perdoa Amor, tua aliança continua na mesma mão. As lágrimas um véu de saudade na solidão...
Marli Franco Direitos Autorais Reservados®

Papel de Seda

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Papel de Seda

Criar as estrelas nas mãos pintadas de divertimentos,
Fazer cirandas com as nuvens e criar movimentos...
E depois , e depois... Deitar nas minhas palavras sorrindo,
Espreguiçando versos e movendo os lábios em caretas.
Imaginar a vida rolando colorindo asas de borboletas.




Olhar o sol e andar sentindo a terra para renascer...
Vestida de primavera a cantar o que na cabeça nascer.
Girar os braços da criação como hélices de um cata-vento
Ultrapassar o vermelho de um vulcão em plena ebulição
Escorregar montanha abaixo no papelão da sensação.



Ouvir esta música do vídeo ao acaso um simples fato,
Com o fone no último grau assim tudo fica azul bem alto.
As minhas mãos fazem brincadeiras de sombras na parede
Enquanto eu sorrio para o apocalipse do barulho, almejo
Encontrar papel de seda para rabiscar a verve do desejo.


Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®

Arquétipo Selvagem

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Arquétipo Selvagem
Quero meu íntimo livre na palma da minha mão A olhar o espaço que desfila nas vasta imensidão Onde as sílabas são contrastes de branco e preto Esmaltando a noite e o dia sem fase de lamento.
Quero mãos de asas livres nas cíclicas ondulações O pensamento vagando arrojado sem perturbações Na sonata do silencio de vanguarda no meu coração Recebendo as censuras amanhecidas da vaga ilusão.
O arquétipo selvagem traz a voz craquelada das brumas Abrange as noções da ilusão, inacabadas como espumas A transparência, despercebida no canto da inconsciência
O rumo assenta os ladrilhos no painel do reino do nada Nos papéis da criação a laçada dos fractais de luz flagrada Entrega empírica do ser na inclinação de uma só valência .
Marli Franco Direitos Autorais Reservados®


Guardiões do Templo

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Guardiões do Templo

Existe um limite sútil no templo vasto da filosofia. As estrelas em consonância revelam a sabedoria , Joga os sim tão mansos e crispa os nãos rasos. Nada fica fora da linha no horizonte do acaso.
Dar passos acompanhando a euforia do vento É seguir as horas penduradas no alinhamento. O livre sim confabula fantasias e os desejos, O corpo flexível revela a visão de um lugarejo .
A querência é a cerca elétrica da afetividade. Os choques sempre permeiam a realidade São rincões de estática coloridas e sensitivas. No canto da noite as horas são figurativas.

O sol olha o vento e parece tão matreiro, Faz caretas do acaso como um arruaceiro. Enquanto eu vou com pensamentos e passos, Sorrindo aos guardiões do templo no compasso ... Marli Franco Direitos Autorais Reservados®

Cogumelos Profetas

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Cogumelos Profetas
Os braços da realidade são feitos de papel de seda. Como a derme craquelada pelo sol em labareda, Depois aspergida na voz do cometa selvagem. Um sopro rasga o papel, como em uma aragem Sangra a derme, seca nasce o perdão ao planeta. A nova estrada é feita de cogumelos profetas. O mundo é como um novelo de lã bagunçado, Desfeito por gatos pensativos em ego obstinado. A guerra é marca da idiotice da humanidade, A miséria faz parte da inércia das mãos, ferocidade. E a barriga saliente cheia de vermes entalado, Aparece no retrato emoldurado da negligência Dos abastados, descansados na rede da inadimplência.
Marli Franco Direitos Autorais Reservados®



Mensagem Azul I

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Mensagem Azul I
Olha o céu tão azul... Com as nuvens de algodão doce... A Terra a deusa nativa que nos abraça, em puro Amor. E em teu seio nos abriga ainda que lhe infrinjamos, tanta dor. Retalhando tua beleza e harmonia, com tanta injustiça...

Olha o mar... Fazendo rosnados bravios com as ondas... Mostrando seu desassossego, com a proteção da natureza. Reenvidicando direitos, fazendo o homem se curvar em seu poder. Nos colossais brados, em proteção da sua musa, se rasga em ondas...

Olha a Terra... Lembrando aos viventes as sentinelas da consonância na areia. Fazendo a praia se encolher e dar espaço ao equilíbrio das escunas do muso E os homens cegos e surdos continuam a contaminar a virtude em desuso.


Olha a terra acordando os guardiões escondidos com línguas de fogo Clamando os vulcões para alertar os anjos na sobrevivência das cinzas Do seu deus o Mar o que faz a cor da Terra... ( ser inigualavelmente em tom azul.)
Marli Franco Direitos Autorais Reservados®






Juras...

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Juras...
...Não fale como a raposa que não consegui as uvas pegar, Fale como amante que amou , ama e ainda sente o palpitar Assim é tudo mais verdadeiro como as flores que nascem Como lendas em um tapete de sempre vivas que florescem.

...Não se queixe se respondo no silencio da tua altura Te alerto olhes e não esqueça conheceu a minha doçura Não jogue um balde de água fria sou filha de aquário No jardim você sentiu o meu secreto verso no breviário.


E quando relembrar ouvirás a voz da cotovia te sobrevoar Vais ficar de joelhos nas minhas lágrimas pedindo perdão Em caso pensado direi o que teu ciúmes fez na imaginação.
Sem pressa jurei ao teu não o meu sim sem me importar. Devias te benzer com os óleos das olivais do meu jardim Ao ficar cego de paixão em vertentes de não e censuras assim...
Marli Franco Direitos Autorais Reservado



Fragmento n°1 Eu e o Amor

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Fragmento n°1 Eu e o Amor

O sol durante o dia me impede de deixar de amar, em cada passo que dou meu olhar ousa em detalhes onde o Amor escapa reverenciando as inspirações do mundo. Quando a noite chega o sentimento se distribuí em meu corpo, então me surpreendo com Órion que comanda, mantendo a chama viva tal qual uma tocha acesa pelas estrelas. Estou presa ao Amor, infinitamente presa ao Amor... Sigo a vida buscando a solidão e o Amor sorrindo desta minha luta infrutífera, sorri em cada bravata, sorri das artimanhas, sorri das fugas... O Amor sabe como estar em mim em todos os momentos e me beija escandalosamente depois de cada resgate, brinca e seduz e me faz no fim, de novo me vestir de Amor... O Amor aproxima transpondo em mim desejos que não quero sentir, sonhos que não quero visualizar, uma batalha desigual a do Amor, ele é o vencedor eu sua presa apenas...
O Amor é um possuidor envolve todo o corpo e louco transcende a minh’alma, sinto em cada passo que dou, sinto no ar que respiro,…

Caligrafia X Esgrima

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Caligrafia versos Esgrima II

Eu tenho nas mãos a caligrafia Destreza a esgrima traz a simbologia Adquirida reage não para vencer Mas absorver sutileza de aprender.

Eu venho na arte da esgrima Apurar os traços da rima Distinguir a pura harmonia Na escrita voa a cortesia.
Não olhe a fuga que não tento O Amor é livre tal qual o vento Sinta o movimento da caligrafia

Não olhe quem pode vencer Descubra a essência prevalecer Verá assim o meu ser em sintonia.
Marli Franco Direitos Autorais Reservados®

Inspiração

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Porfia X Elegância

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Porfia X Elegância
Assisti o panorama das horas nada confiáveis, Os passos no campo pisam herbários enganáveis. O adversário envolto em folhas brancas, proposital Recebi os rasgos das investidas em golpe fatal...


O ato do espetáculo mostra os lugares da cena... Um deslize do coração é chegada a hora verbena, O duelo é a esgrima arte de ser elegância pura. O nada não muda, o sabre é ágil em riste ventura.


O meu corpo possui o uniforme da indelével herança, Escuto o vento e o sol me lembra a jura da aliança. Tenho guardiões nos confins da consciência pragmática.


O espetáculo intimida absorver as ações na ousadia, O ataque amedronta nos lances indomáveis da porfia. A essência dos movimentos da alma, é a honra na retórica...
Marli Franco Direitos Autorais Reservados®

Teclado de Vidro

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Teclado de Vidro
Em meu teclado de vidro cai pedras do céu assinalando meu ser. A descobrir mais uma vez o meu caminho com passos certos, A minha escrita pede o sopro da luz e encontra o sol do Amor. A minha natureza decide, se render a luz que existe na natureza.

Onde os pássaros pedem passagem e cantam hinos de graças. A deusa terra , o planeta que nos chama rendendo tantas fontes: Abrigo , sacia nossa fome , nossa sede e ainda dá o sal da beleza. As águas estagnadas do ser humano ,precisam das virtudes esquecidas.

Não olho só a terra , vejo a lua e o sol, o mar e o vento e as flores. A voz do planeta que pede socorro , arrumar a casa cuidar das dores. Lavar a alma , modificar a conduta dar o bem ao mundo para ter a casa.

Perdão aos céticos , aos cientistas e aos iluminados que aqui gravitam. A minha voz é baixa quase um sussurro de avisos sem promessas, Lembrar o bem , fazer o bem só assim veremos a luz do Amor .
O ser humano será luz e razão na nova programação. E a luz será palavra da força que …

Setembro de Amor

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Setembro de Amor
Setembro em mim chegando com ele o teu perfume tocando... O meu sentir neste amor que floresce sensível assinalando, O tempo não existe em nós só a fragrância do nosso viver, A efemeridade do sentir além das estrelas vem renascer.

O meu ser esta em ti amor , sinto tua voz deslizando Sonorizando um mantra que floresce amanhecendo... O jardim d’alma se alastra um perfume de nostalgia, Agraciada sou sorrisos de amor no ar elipses de energia.

Sinta amor o meu perfume um risco de luz bem sei. Acho que madressilvas em pleno luar quem sabe talvez, Mas quero mais simplicidade, para ser cores da primavera.


Sinto amor que neste exato momento, sou mesmo violeta Fragrância sutil , impercebível ao mundo mas me completa. Em ti sou como sou ,flores de saudade um quadro de têmpera .

Violetas em mim te entregando assim meu amor sem fim...
Marli Franco Direitos Autorais Reservados®

Minas de Grafite

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Minas de Grafite
O teu olhar metálico nos meus limites O teu grito no vigor sobre as lanternas Garimpa energias guardiãs nas minhas terras Fascinação reina nas minas dos grafites.
Veja a têmpera das sensações, as planícies... No fundo do sonho espelha o toque é ousadia Nas mãos a prata das carícias na estadia Viajo no ouro do prazer, o céu tem ciúmes...
Um arco de gemidos na madrugada Abraço sensual vibra a emoção cultuada Na curva da noite um beijo de exploração.
Luz e sombra insinuam tua boca de falas A galeria e o diamante essências mescladas Confinada a querência da mineração.
Marli Franco Direitos Autorais Reservados®




Mágica

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Alvas Recordações

Eu vejo tintas espalhando no chão E os pés ficando amarelo como verão. Eu vejo folhas coladas na parede E as escritas andando no céu... Nada impede... Eu giro seda estilizada em um papel, Enquanto nos acordes a melodia faz tropel.


Agitos bem vindos levam ao léu o meu coração...


Eu pinto tela branca surreal descoordenada, Transparentes para falar tudo do nada. Desenho abismos na xícara de chá coral, E jogo o xadrez no ar, lá no fundo do quintal Com os pardais voando primaveris no pensamento. Na orquestra existe um acervo de argumento.

Que vai rabiscando sem medir a criação...

Eu coleciono cadernos, folhas perdidas Com letras de caligrafia cursiva já esquecida. E faço decoupage na imaginação com a brisa. Na roda da minha saia o vento sonhos alisa, Enquanto eu em sensação sinto a sintonia... Passos de dança na minha volta é pura poesia.


Volteios de sons brincam com a minha emoção.

Um sonho de instrumento desenhei no grafite, Mas ficou tão perplexo que do papel saiu do limite. Transformou-se, …

Poema

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Poema... Mundo de uma inegável atração que assim és... Deito em teu peito escorregando aos teus pés. Quando tua palavra me traz arrastada até tua boca, Explodindo um beijo de rimas de pura devassidão Então descubro, toda reação e a melodia da questão...


Poema... Que esta na razão da substancia indestrutível Uma quântica nobre, sensitiva e irreprimível... Voz do âmago da extenuante sublimação, Força abstrata da razão em pleno desígnio Fluidos da impressão viva, o desmedido fascínio...



Poema... Uma visão onírica perfeita, incontida... Oráculo da Iluminação, estilo de vida Nas sílabas pagãs, penitentes e sacrossantas. Rosário da palavra, o candeeiro no corpo submerso, Abençoado alaúde, a ação transmutada no verso...
Marli Franco Direitos Autorais Reservados®

As minhas mãos...

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As minhas mãos...
Olhe para minhas mãos ...Veja os sentimentos Na minha alma suave de bonança e tormentos Veja em meus dedos as emoções do anoitecer Aquelas que me carregam para ti escrever...


Olhe em minhas mãos ...Veja na palma pálida Que tanto contraria a cor da fantasia proibida Asfixiada pela nostalgia de ser a contemplação Das cores que decretam as digitais da solidão...


Não quero que intérprete meus dedos de tristeza Os artelhos pintam amanheceres, papel da natureza. E desperta em meus lábios sorrisos das ilusões olivais.


Veja o menear leve dos meus dedos em panfletos No pulso das finas ilusões as pulseiras dos afetos Ao dirigir as mãos no coração então... Amo-te ainda mais...
Marli Franco Direitos Autorais Reservados®




Tempo de estar...

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Tempo de estar...
Quando o relógio apontar o tempo de estar... No ar um perfume de madressilvas nos lençóis Os meus seios um enfeite nas tuas mãos de sóis Amarei nua sob um teto do universo em luar...


Quando o tempo apontar hora de permanecer. Em teu desejo ouvirá meu soluço de amor E o meu corpo será curvas em teu calor Um casto presente no teu céu de prazer...



Quando teus olhos aprisionarem o meu desejo A sensatez nua nos meus lábios vem um nome declarar Do homem que me cobre com apenas um olhar E traz em tuas mãos delicias de paixão em gracejo.



Quando os ponteiros indicarem o real momento...
O teu beijo retira de mim um gemido em sentença máxima... O surreal abraço entre o presente e o passado e mais nada... Você e eu plenos em silencio de amor, sol de um juramento...


Marli Franco Direitos Autorais Reservados®


Escrituras

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Escrituras
Nas escrituras do silencio... As letras são as vozes dos madrigais, Os verbos dançam com o sopro dos ventos. Tingidas as sílabas são mansos trigais, A palavra segue na tipografia do infinito...


Nas escrituras da ausência... Os caracteres aparecem na aurora. Lembram com exatidão os juramentos, Os sacramentos e nas margens do destino Confiscam a saudade na gravura das mãos.



Nas escrituras da solidão... A serenidade nasce do balsamo do coração. Quando a criação acompanha sinfonias, No vão dos pensamentos nascem sussurros Lentos passos das estórias de nostalgias.


Nas escrituras do nada... Quando a madrugada liberta a profecia O versículo da lua desvenda o tudo... No painel das estrelas, riscos das confissões. Na capa os sonhos, em um deslize ousado. No final do livro a revelação, a voz da paixão. O Amor enfim, na escritura glorifica.
Marli Franco Direitos Autorais Reservados®










Latitude imaginária

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Latitude Imaginária

Nas mãos as luvas de brumas das sensações O sussurro da voz enfeita sombras no coração O meu olhar em quadriláteros no lume da lealdade O murmúrio do vento agita sem senso minha flexibilidade.

Um queixume de querência no movimento dos olhares Nas mãos o vão do pensamento abrasa rios solares Absorvem em fração de segundos as percepções desejadas Inevitáveis fractais de espelhos no fio da noite estrelada.

A fronteira da verdade íntima sutil resplandece Ilumina o vitral real do que em mim permanece. O passado na latitude imaginaria floresce no presente.

Luzes multicoloridas incidem em cada quimera O vidro decifra a sutileza na rotação da janela Excêntrica visão a sombra da solidão é luminescente. Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®



Cítara

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Cítara
O teu soneto chega de mansinho
Vem bem ciente do meu olhar
Mostrar tua maestria e encantar
A magia carrega em redemoinho.

Eu me apresento na estrada contente
Na luz do teatro divago ouvindo a cítara
Sem esquecer as pinturas da máscara
Deixo minha íris te alcançar frente a frente.


O céu cai no teatro na peça tinge azules
Na platéia estrofes manifestam em luzes
No palco para ti espelho em prosa clara.




Mas as estrelas resolvem também assistir
A peça se faz rir e sonhar querendo aplaudir
E na prosa um soneto escapa da tua citara.



Marli Franco Direitos Autorais Reservados®

Caminhos da canção

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Caminhos da canção
  A tua camisa voa nos caminhos da praia
Os meus pés são compassos de notas da areia O teu olhar profundo deleita a navegação A brisa um sustenido em sol na imaginação.
As tuas mãos arcos contínuos, o mar avisa. Tua camisa de cifra em lá, agita na brisa. Nas ondas notas na superfície flutuável, O silencio afaga uma melodia afável.
Espuma do mar em sol, lá, mi, dança e encanta... O sol fala em fá nas mãos de areia a cantoria Brinca o vento na barra da saia, ousadia...
Entre a areia e o mar toques de lá, sol, lá, sol canta... A camisa perfuma em sol, fá, mi, o cós da saia A brisa diz em sol, si, a magia que contagia...
Marli Franco Direitos Autorais Reservados®



Ebulição

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Estação da Primavera

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