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sábado, 11 de dezembro de 2010

Céu Secreto

Céu Secreto

Olho tua boca...
Que me traz só desejo.
Olho teu peito,
Quero mais aconchego...
Se puder beijo,
Sem esperar o amanhã.

Olho tuas mãos de pirata...
Acende a verve.
Ferve um doce gemido de sonata,
Momentos...
O teu olhar me prende feito âncora,
Sou irreversivelmente tua.

Toco teu corpo...
Assim como toco a luz do soneto
Tu me levas ao belo céu secreto,
Quero...
Esqueço o mundo,
Vencida, sou naufraga em tua boca.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®


Tradução feita pela Poeta Marcela Velez
 do Fórum Poético Amigos de la Poesia .



Secreto Cielo

Cuida tu boca ...
Lo que me lleva sólo deseo.
Añada a su pecho,
Quiero más comodidad ...
Si usted puede besar
Sin esperar a mañana.



Mira las manos del pirata ...
Luz el brío.
Hierva el dulce lamento de una sonata,
Momentos ...
Tus ojos me hacen mantener el ancla
soy irrevocablemente tuya.



Toco tu cuerpo ...
Como el toque de luz del soneto
Tu me llevas al cielo hermoso secreto,
Quiero ... Olvidar el mundo, Sin éxito,
soy naufraga de tu boca.





   

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Mãos e Pés Azuis

Mãos e Pés Azuis



Escuta a minha voz no silencio do teu sonho, veja o quanto somos muito iguais ainda que você seja o pronome ele e eu ela.
Temos os pés e mãos azuis cor do céu e queremos o mesmo sonho de nuvens cor de desejo volátil.
Somos tão iguais neste mar onde andamos sobre as águas tendo conversas boas da noite cor de verão e de belas madrugadas matiz de sedução.
Temos coisas diferentes também, mas nos gostamos mais ainda nestas coisas diferentes e amamos uma coisa só...
Temos sonhos que ficaram perdidos na estrada e não voltamos para buscar e ambos gostamos de ficar sentados abraçados sob a sombra dos ipês em floradas.
Gostamos um do outro de maneira simples sem nada que complique...
Quando você me deixa carmim com os teus renãos e eu te deixo verde com a minha negação, juntos pecamos e nos perdoamos...
Juntos sorrimos e também ficamos instigados e às vezes acho que na mesma hora já choramos .
Eu já te fiz rir muito e você também me fez sorrir e sorrir e sorrir...
Gosto de você assim como você é. Um tanto bravo, um tanto doce ,um tanto grande e um tantão de gentil e assim eu gosto muito de você.
Gosto de te deixar bravo só para te beijar e ver você em seguida gargalhar.
Amo te provocar só para ver teus olhos brilharem e gosto de chegar atrasada só para te surpreender assim quando me ergues nos braços vejo teu largo sorriso encontrar o meu e juntos felizes vamos à nossa vida de mãos e pés azuis amar a Poesia.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Aveludada


Aveludada



Eu sou como a boca da madrugada
Aquela que vem suave e calada,
Rodear teu pensamento.
Instalar um beijo sedento,
Nos teus lábios de lirismo.
Sem permissão,mas em sintonia...
Sentir-me nos teus braços aflorada...
Na tua paixão chama disfarçada,
De ilusões que me tocam misteriosas...
Nas tuas mãos em mim carinhosas,
Enquanto eu... Só te olho aveludada ,
Em segredos meus permaneço arrebatada.. .

       
   
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®












terça-feira, 23 de novembro de 2010

A Miragem no Vento Contra -alísios


A Miragem no Vento Contra -alísios
    
A miragem que tenho vai além da textura do teu papel.
O sol brilha no deserto agita qual verão, fogo de babel.
O meu sorriso se estende na areia árida, arte para aplicar.
No íntimo o brilho sensorial , um decalque do teu olhar.


O deserto me chama fico cósmica, fractal carmesim, intensa...
O calor que vem do ventre da terra possui a perícia suspensa.
As minhas mãos são luvas de água para tua boca uma enseada.
Acaricia tua face de beduíno,o Oasis e a tenda ventura apurada.


Como as flores de tâmaras vou agraciar em Amor ao te receber.
Um toque silvestre a ilusão nas dunas do interesse para te acolher.
No caminho, deixo na tempestade de areia, a música do alguidar .


Ao entrar na tenda vai notar a sensação e a doce quietude...
O meu aroma envolve o teu sentir em ondas na tua solicitude.
No tapete sou a miragem, teu corpo em chama vem hidratar.


O meu eu é silencio em inquietude de ventos contra-alísios...
Entre meu muito e pouco existem fractais em prelúdios.
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®

domingo, 14 de novembro de 2010

Luz da Natureza


Luz da Natureza


Que do céu venha as bênçãos agraciar a humanidade.

Em contas de amor seja distribuída a bela fraternidade.
O Amor ,que una as mãos em humanitária missão,
Criando na terra azul a magia das estrelas em doação.


Que a terra seja plena de sorrisos pintando o chão.
Que nos sustenta dia e noite em franca abnegação,
Enquanto a humanidade aprimora a voz da existência;
Fazendo na universidade a matéria da benevolência.


E assim seja feita a vontade do universo na geologia,
Aperfeiçoando a cada dia que gira a nossa vã filosofia;
Na órbita da estrela guia que a caridade nos ensina.


Em toda aurora possamos graças sempre render,
Ao Criador que nos gerou parte do cosmo agradecer.
“Ele” que também deu a rota do bem na Luz da Vida.


Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®












sexta-feira, 12 de novembro de 2010

A Cisne



A Cisne



Se um dia me aproximar da tua luz na cidadela,
Feita uma suave rosa que repousa em tua janela;
Eu estarei livre para ser pecadora em teus braços,
E santa para morar em teu coração feita um laço.



Se um dia eu chegar em tua presença com harmonia,
Ainda que seja como uma cotovia a entoar doce melodia;
No meu corpo de penas coloridas trarei sim a liberdade,
O meu coração verá preso na chama do Amor em fidelidade.



E neste dia eterno amor ,não serei mais ausência ou acaso,
Estarei pousada em tuas asas de cisne a sorrir protegida;
Não mais sozinha, serei a cisne também da tua vida...



Enfim, nem eu e nem você, estaremos nas algemas da solidão.
Não seremos mais saudade em infinitas lágrimas de emoção,
Nós dois seremos beijos e abraços como Poesias no Parnaso.



Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®



Desejo que me arrebata...

Desejo que me arrebata...


Quando o luar chega assim tão de surpresa
Fazendo-me noite, revivo o sentir da sutileza
De voar em círculos de estrelas ao teu redor.
E depois te rodear com os beijos do meu jeito.


Quando o luar chega tão arrochado em essência...
Da tua boca fico saudosa dos beijos de excelência,
O meu corpo todo riscado em tuas mãos refeito.
Então você surge, assume e carrega-me do teu jeito.


Os momentos ficam tão líricos em nosso olhar.
Uma noite em consonância, o cosmo a brilhar.
Estendida sobre teu corpo, inspirada tal cascata.


Olho nosso jeito, tão único e perfeito os abraços
No final estou no aconchego dos teus braços.
A tua estesia revela os desejos e me arrebata.


Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®

Desejos de Florada



Desejos de Florada

Eu queria este teu jeito assim, juramentado de amar.
Um jeito deste, faz sonho virar luar e luar virar o mar.
Faz a noite se perder suave, nas sílabas da madrugada...
Faz os lençóis amassarem palavras , desejos de florada.


Eu queria o momento talvez, um só segundo e apaixonar...
Não mais que isso,o relógio poderia hora tardia continuar...
Eu também seguiria a rua ,com meus passos na voz calada.
E minhas mãos pálidas ,sem esperar , aplaudindo o nada.


Mas o meu desejo dispersa, no volátil arsenal do segredo.
Foge como o relógio girando no círculo,ponteiros do enredo...
E o meu carmim desejo em ti, fica preso na haste do luar.


O meu coração vive assim, como as ondas em cadência...
Como as espumas tão claras , beijando a saudade na areia.
Depois tudo passa,olho a onda, vejo na ilusão o olhar do mar.


Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®




Noturno


Fagulhas da Essência



Fagulhas da Essência


A tarde o piano me fala em pausas e sussurros,eleva-me em descuido...
O meu eu se aproxima da clave de sol, mas em um dó escapa fluindo...
O si me suplica, que lá fora cai o sol vem a lua e adormece o girassol.
Não sei ...Mas em prata fico estática, no meu ostracismo de uma nota sol.


O que o sol pensa, quando mergulha no descanso de uma pauta?
Perder a lembrança do dia, disciplinado na nota de uma flauta...
Ou o sol ainda anseia, ficar mais um pouco e ter na pauta a lua...
A lua só deseja beijar, a nostalgia na noite, em dó como fagulhas.


No final da tarde, a vontade em si é mergulhar no mar da essência...
Nu o sol aquece as ondas , mostra em fá para lua sua exuberância...
Deixa o mar bravio, com a ousadia de ferver as ondas sem rubor .


Netuno vem guiar no final da tarde, sem preâmbulos de mi a tocar...
Mostra que é o deus das águas ,em lá maior coloca tudo no lugar.
O sol se vai quando a noite cai; a lua vem brilha a prata sem dó menor...
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®


Doce Rito



Doce Rito

Quando o sentir voa em nossas cercanias
Vem a sensação no universo das delicias
Nos presenteia com a magia da criação
No teu afago me arrepio em fascinação.



Quando teus mimos na pele vem cingindo
A tua boca e teus dengos me seduzindo,
Intensa encontro o teu calor, surpreendo
No teu ninho perdida de paixão me rendo...



O teu jeito me deixa louca de muitos desejos
E teus braços poderosos me cercam de cortejos,
No centro do teu peito vivencio um doce rito.



Tu, Colosso de Rodes, a tocar as nuvens eu vejo
E na luz do teu farol o meu corpo como um vilarejo,
Na orla nua do mar Egeu beijando-te na cor do infinito.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®














quarta-feira, 3 de novembro de 2010

No Lamento de um Tango



No Lamento de um Tango



No lamento de um tango me fiz silhueta curvilínea
Nas tuas mãos entreguei a minha cintura fina.
Esqueci os meus pés de silêncios quando te encontrei,
O teu olhar dançando com o meu nas estrelas enlevei.



No lamento das notas um segredo flamenco murmurei.
No compasso de andaluz um beijo na cor rubi depositei,
Na tua boca a musica do bom tango o melhor juramento...
Nos dois em posturas intrincadas deslizando no firmamento.



E quando a madrugada chegou eu e você éramos calor...
Deixando a marca dos passos largos no céu promete,
O luar nos concede um giro luz com o infinito ardor.



E na harmonia do tango vivemos a coreografia...
Soubemos que no céu também a saudade se escreve,
O nosso amor de juras compondo, brilhando em sintonia.

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®

terça-feira, 2 de novembro de 2010

A Guardiã dos Livros e o Conde -- Capitulo II- O Condado



A Guardiã dos Livros e o Conde

Capitulo II- O Condado

No século do âmbar no ano da gema 1 assinalava o tempo no relógio de ampulheta...
O dia amanheceu silencioso no meio das ervas daninhas,o passo leve da sabedoria da guardiã do condado não tinha pressa era calmo.
Os pensamentos queriam correr , mas ela colocava temperança e a cada passo as ervas daninhas transformavam-se em lírios sorrindo ao sol.
Um dia de renovação.Mudanças no condado ,novas regras a serem lançadas e a vida continuaria igual , mas um novo caminhar mudaria toda cor da luz e a guardiã Gema também mudaria, sabia por instinto que renasceria.
No centro do condado havia o castelo do Conde. Um personagem enigmático que andava sempre com um séquito de admiradores,ele caminhava por todos os lugares querendo sempre saber a plenitude da vida no povoado e sobre suas propriedades.
O Conde na sua nobreza tinha olhos perfeitos de um gavião ,mas na alma era como um narciso à beira do lago.
Ele acompanhava o passeio de Gema, olhava mas logo seguia seu passo dentro das botas da realeza .
A guardiã observava quem seguia os ensinamentos da cura, as que cuidavam da organização do condado, quem fazia os inventos alimentares , o armazenamento da comida, a colheita e o plantio, a água e todas necessidades para vida ser sustentável. Haviam muitos aprendizes para tudo ficar em equilíbrio bastava um olhar silencioso e amplo para ver que o condado desde a chegada de Gema seguia um rumo bem melhor e com certeza isto estava a olhos vistos até mesmo para o Conde...
O Conde tinha o dinheiro em seu mundo e lá a guardiã não chegava mas observava bem sua caminhada nas ruelas do condado, seu passeio quando descia do castelo era sempre obscuro,havia intenções subiliminares e elas chegavam em palavras cortadas junto com o séquito que se arrastava ao seu redor.
Mas nada disso importava a não ser o dia silencioso quando ela voltada para si , seria levada para o seu mundo real, pois este não lhe dava o sustento para a vida na total existência.O condado era só um descanso assim como o Conde era um mito para ser apreciado apenas...
Enquanto isso a guardiã Gema tinha que ficar centrada ,pois as pedras místicas realizariam a transmutação e mostrariam sua ira caso o destino não fosse acertado. 
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®




A Guardiã dos Livros e o Conde -- Capítulo I – A Biblioteca



A Guardiã dos Livros e o Conde
Capítulo I – A Biblioteca


Em um mundo além do olhar concreto havia um condado enfeitiçado, criado a partir de partículas perdidas do pensamento que pairava vagando sem rumo na boca dos livros antigos.
O condado ficava bem escondido na biblioteca do centro, e o tempo lá era bem diferente do tempo em nossa dimensão. Lá no século cor de âmbar e o ano gema 1.
A porta para entrar neste mundo ficava atrás da coluna dos livros dos pensadores ,era só encostar a palma da mão pintada de azul que a porta se abria como uma janela ao sol ,a luz irradiava e tragava para dentro quem ali estivesse.
E assim começa nossa estória com uma trabalhadora da biblioteca , sem muito pensar a nossa personagem , que enquanto limpava os livros esqueceu de limpar a própria mão na mão quando usou de uma caneta na recepção da biblioteca.Gostava do seu trabalho e como havia visto o relógio assinalar seu atraso saiu correndo limpar os livros antes que o tempo fugisse do seu controle.Sem nada saber , a não ser que amava sua profissão de bibliotecária tomou um golpe do destino quando os livros se abriram e a sugaram para dentro do condado.
No primeiro momento o pânico surgiu, depois sua linha pratica de ordem foi verificar o que estava acontecendo e tentar resolver a situação.O seu nome era Ameg e no instante que adentrou neste mundo reverso percebeu que em primeiro lugar ela recebia o novo nome: a guardiã Gema( seu nome era um anagrama) e nada podia fazer pois o nome foi tatuado em seu pulso assim que caiu dentro do condado.Uma tatuagem em forma de pulseira em cada gema uma letra.
A sua roupa também foi alterada, estava enfiada nas roupas cheias de detalhes como uma perfeita guardiã com símbolos de fênix em dourado . Ameg se viu girando e assumindo as tarefas rotineiras zelando pelo povoado.
No ângulo real ,fora do condado, tudo continuava parado no tempo , a guardiã descobrira que o condado nada mais era do que uma fuga de pensadores , para um mundo imaginário onde a existência poderia tirar férias e ficar experimentando soluções inviáveis.E assim ela também poderia tirar estas férias e como precisava então porque se privar se até os pensadores se deram a este prazer...
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®




domingo, 31 de outubro de 2010

Diluindo em saudade...


Diluindo em saudade...


As tuas mãos azuis e o fundo da tua canção tão branco quanto o dia lá no alpendre da minha imaginação.
Se as horas tocam no relógio os meus passos correm em tua direção sem perder a direção do nosso amor.Não preciso de mapa para te encontrar pois o céu possui estrelas e lá basta eu olhar para ver teus olhos a me guiar.
O dia e a noite possuem minutos e segundos eu tenho o meu amor na cadencia de cada tempo . Vejo o compasso da nossa melodia , soa como um acorde deslizando na avenida que nos liga ainda que eu esteja do outro lado da guia te vejo , teus lábios a me sorrir e teus olhos teus olhos sempre a me guiar neste mundo do real e no lado do surreal.
Vejo as minhas mãos tão azuis como as tuas , no teu rosto a minha e a tua dentro do meu coração fazendo marcas da noite na minha emoção.
É a saudade calando-me na noite adentro, como um urso vai me envolvendo em um abraço de Orfeu, depois quando ela noite da têmpera vai diluindo-se na madrugada tal qual acrílica se movimenta na água eu vou me diluindo em lágrimas de saudade quando chega o sol cantando a canção da aurora.
Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

O céu é de algodão doce.



O céu é de algodão doce.
No meu coração de ingenuidade...
                             Mas os meus pés são de cimento fixos na terra.
Lembram bem as colunas da história,
Lembram que o ser humano faz travessias,
Usa escudos mas é atingido pelas flechas.
No entanto o céu ainda é de algodão doce.
No meu coração de ingenuidade...

As minhas mãos possuem luvas de precaução,
E na minha cabeça existe o véu da intuição,
Lembram a história das deusas suas decepções,
As mensagens das sábias e suas resignações.
No entanto o céu ainda é de algodão doce .
No meu coração de ingenuidade...

O meu corpo possui uma malha de âmbar ,
Na minha cintura existe a tatuagem da gema,
O nome do amado singrando o meu ventre,
A história dos amanhãs quebrados no cálice do destino.
No entanto o céu ainda é azul .
E as nuvens lembram algodão doce...

No meu coração o sorriso renasce ,
Ao ver o sorriso ingênuo de uma lembrança.
Mas o céu, o céu continua azul .
E as nuvens ?
Ah! As nuvens sempre serão,
O que eu desejar imaginar...

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®



quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Noturno



Noturno

O meu andar faz silêncio em contas de promessa.
Esquece sem esquecer o sentimento que atravessa,
A pauta faz canções dedilhando as fases da emoção.
E minhas mãos se alongam, o desejo não é solidão.


A voz inspira tal qual um mantra e se propaga...
O interior anota passeios no labirinto da saga.
O decorado suave dos canteiros traz angelitude,
A canção faz sentir a luz cristalina, a celsitude.


O imprevisto da noite chega a música movimenta.
Eu sinto o perfume do silencio em cor magenta,
O meu eu capta a mansidão e plaina ave de mim...


O noturno me beija , o beijo é desejo de solitude.
A paz me envolve as teclas voam em quietude.
Som chega me abandono, nas notas vivas em mim...

Marli Franco
Direitos Autorais Reservados®